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Reflexos da crise na classe A
16/07/2009crise econômica não é mais assunto corriqueiro na mídia. Porém, a sombra dela está deixando empresas preocupadas com o comportamento do consumidor. Até companhias voltadas para a classe A estão perdendo força apesar de suas marcas estarem sempre na mente dos consumidores. Uma pesquisa feita pela Fractual Consulting mostra o impacto da crise econômica no consumo da classe A. O resultado aponta para um momento em que os consumidores de maior poder aquisitivo dependem também de iniciativas do Governo e resultados de mercado para continuar consumindo.
O estudo aponta para um comportamento mais defensivo dos consumidores cuja renda mensal é maior que o consumo. Diferente das classes B, C D e E, as mudanças para estes consumidores são nos padrões de investimento. Mesmo com renda mensal que varia de 7 a 14 mil reais, com a crise, o comportamento do consumidor é mais racional e exigente, segundo Celso Claudio, presidente da Fractual Consulting.
Priorizando custo e beneficio, o comportamento de compra da classe A durante a crise se baseia na qualidade de um bem ou serviço. Com cada vez mais consciência de seu poder de compra, aumenta a sua sensibilidade por um bom preço. Segundo Claudio, este consumidor torna-se menos vulnerável ao poder da marca, ou seja, está cada vez menos fiel a ela.
Esperança na demanda interna
A pesquisa da Fractual mostra que a renda mensal familiar da classe A, que está dividida em A1 e A2, varia de R$ 14.250 a R$ 7.557 respectivamente. O que parece muito se torna discrepante se comparado aos R$ 329,00 que a classe E costuma ter de renda mensal. Antes da crise econômica se anunciar, só no setor de imóveis os brasileiros investiam 19,7% de seu consumo médio.
Mas, de acordo com o presidente da Fractual Consulting, o brasileiro pode esperar por um 2009 de crescimento devido a fatores determinantes na demanda nacional como desempenho, recuperação dos preços de commodities exportados e, principalmente, a demanda interna. Esta, segundo Cláudio, é a força que tem sustentado a economia brasileira durante o período de crise.
“Para fugir da crise os investidores adotaram uma estratégia defensiva, mas vejo o Brasil com grandes instrumentos monetários para fazer frente a isso, como o espaço que a taxa de juros tem para cair, por exemplo”, avalia Celso Cláudio durante o Fórum ABA Rio de Pesquisa, realizado no Rio de Janeiro.
Sudeste e Nordeste recebem maior investimento
Este cenário compõe a realidade da outra extremidade do consumo: as classes C e D. As regiões Sudeste e Nordeste do Brasil podem vislumbrar crescimento baseado no programa de investimento do Governo que deve atingir R$ 110 bilhões este ano. O estudo mostra que os principais investimentos do PAC (Programa de Aceleração de Crescimento) serão no Sudeste e Nordeste brasileiro.
O Sudeste receberá cerca de R$ 70,6 bilhões (ou 47,7%) enquanto o Nordeste ficará com 24,8% dos investimentos. As outras regiões aparecem com R$ 23,1 bilhões para a região Norte, R$ 10,7 bilhões no Sul e R$ 7,6 no Centro-Oeste do país. Mas, não são apenas estes números que constroem o otimismo de Celso Claudio quanto ao comportamento de consumo na outra ponta.
“É preciso que a política assistencial (do Governo) seja eficiente, assim como os programas sociais e até a manutenção do emprego das classes C, D e E”, diz Celso Claudio. Neste cenário, as classes de menor renda de consumo manterão o consumo em áreas básicas como alimentos, aluguéis, eletrodomésticos e insumos da construção civil. Na classe média a aquisição de imóveis, alimentos, carros usados ou semi-novos e a redução de alguns itens de serviço estão inseridos no comportamento de compra dos consumidores. Para a classe mais alta, o consumo em 2009 estará ligado ao turismo interno, marcas premium importados, imóveis comerciais, segurança, educação, cultura e entretenimento, de acordo com dados da pesquisa.
Classe A também recua com a crise
Para se manter vivo enquanto o mercado se torna gradativamente mais competitivo, Cláudio aconselha as empresas à fazerem escala de operação e de produtividade, avaliar custos de distribuição e a sua qualidade. “Estas são variáveis relevantes nessa competição”, ensina.
É inegável que o comportamento de consumo dos brasileiros da classe A mudou por conta do que pode acontecer na economia. “Eles estão mais defensivos. As mudanças do consumidor que tem renda mensal maior que o seu consumo são feitas nos padrões de investimento. Eles apresentam comportamento racional e exigente, buscam a qualidade e sabem do seu poder de compra”, aponta Cláudio.
Cada vez menos vulneráveis ao poder de uma marca, estes consumidores acabam minimizando a sua fidelidade a elas. Por outro lado, na classe A como em todas as outras classes, a pesquisa da Fractual Consulting revela que o consumidor de uma forma geral está mais voltado para o consumo familiar, e com isso ele apresenta maior taxa de permanência no lar. “É necessário localizar demanda geograficamente e identificar as formas de consumo para sair na frente e manter a competitividade. Reduzir os custos de capacitação e redefinir os papéis e funções das cadeias de distribuição”, completa o presidente da empresa.
Por Mundo Marketing

Adolescente escreve sobre hábitos de midia da sua geraçao
13/07/2009Matthew Robson, 15 anos, estagiário do banco Morgan Stanley, escreveu uma nota de pesquisa para clientes na 6a feira que gerou grande interesse por parte de executivos da Comunicaçao e também investidores.
O Financial Times destacou o boletim de Robson em sua primeira pagina hoje. O garoto reuniu informaçoes sobre os hábitos de consumo de mídia de sua geraçao – o conteudo foi considerado pelo banco de investimentos “um dos insights mais claros e mais geradores de reflexao que já vimos”. Robson diz, por exemplo, que os adolescentes estao usando mais e mais a mídia, mas nao estao inclinados a pagar por ela. “Os adolescentes nao usam o Twitter. Muitos assinaram o serviço, mas entao sairam porque perceberam que eles nao vao atualizar (principalmente porque postar no Twitter via celular gasta créditos, e eles preferem usar esses creditos para mandar SMS para os amigos). Eles perceberam que ninguem estava vendo seus perfis, entao seus tweets eram sem sentido”.
Robson comenta também sobre a mídia tradicional – vê TV, radio e jornais perdendo terreno e diz que nenhum adolescente lê jornal regularmente. Detalha que a maioria “nao vai se dar ao trabalho de ler paginas e paginas de texto enquanto pode ver as noticias resumidas na internet ou na TV”. Os unicos jornais que os adolescentes lêem sao os tabloides baratos e os gratuitos. Segundo Robson, sua geraçao nao gosta da publicidade intrusiva – acha pop ups e banners “extremamente chatos e sem sentido”. Mas os adolescentes gostam e apoiam o marketing viral “porque ele frequentemente cria conteudo de humor e interessante”. Diz ainda que seus companheiros de geraçao sao “muito relutantes” em pagar por musica e muitos nunca compraram um cd – a maioria baixa musicas ilegalmente. O dinheiro, eles preferem destinar ao cinema, shows e consoles de videogame.
Leia mais sobre o relatorio de Robson em noticia do Media Guardian.
Por Blue Bus/ Elisa Araújo

Consumidores confiam mais nos conhecidos e nas opinioes na web
08/07/2009Confirmando – 90% dos consumidores confiam nas recomendaçoes de conhecidos, segundo a pesquisa Nielsen Global Online Consumer Survey que ouviu 25,000 pessoas em 50 países, Brasil incluído. 70% dos entrevistados responderam que confiam nas opinioes de outros usuários que lêem na internet. O estudo indica que a confiança dos consumidores no boca a boca cresceu significativamente. E mostra também que praticamente todos os formatos de publicidade avançaram em termos de confiança dos consumidores – exceto anuncios em jornais.
Por Blue Bus

Pesquisa realizada pela GFK destaca que os consumidores brasileiros reduziriam gastos com itens de lazer e diversão
01/06/2009Embora as turbulências mais fortes da crise econômica mundial não tenham chegado à economia brasileira, os consumidores sentiram a necessidade de mudar alguns hábitos – ou, pelo menos, de pensar um pouco antes de tirar o dinheiro do bolso – na tentativa de prevenir maiores problemas. Esse é um dos resultados da pesquisa realizada pela GFK, que procurou mensurar o impacto da crise nos hábitos dos brasileiros. Os resultados mostraram que os consumidores têm consciência do delicado momento econômico (74% deles consideram que a crise já atingiu o Brasil) e que eles já fizeram algumas mudanças em seus hábitos de compra. Em uma situação de crise, os gastos com lazer e diversão são os primeiros a serem cortados. Para 69,6% dos entrevistados, o dinheiro reservado para lazer já sofreu alguns cortes. Outros 67,5% dos pesquisados assumiram terem reduzido os custos com telefone fixo ou celular e 49% admitiram terem economizado com despesas de beleza e estética. Alguns outros itens, porém, foram considerados mais essenciais e, de acordo com os entrevistados, sofreram menos impacto com a ameaça da crise. Cerca de 80% dos entrevistados afirmou que não cancelaria e nem reduziria os custos com tratamento médico. Já 81% responderam que não fariam economia com internet e com TV por assinatura e 61,7% disseram que as despesas com a alimentação também estariam isentas dos cortes. Entre o universo dos pesquisados, a classe A foi a que demonstrou uma maior preocupação com a crise financeira. 85% dos entrevistados dessa classe admitem que a crise já afetou o Brasil. Entre a classe B, esse percentual cai para 79% e, na classe C, o percentual é de 72%. A pesquisa foi realizada com um universo de 1000 pessoas residentes nas cidades de Porto Alegre, São Paulo, Curitiba, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Recife, Fortaleza, Belém, Brasília, Goiânia e Manaus.
