|
Posts com Tag ‘marketing’

Grifes de luxo reagem à crise
25/11/2009
Elite
25/11/2009
|

Tweens brasileiros
28/09/2009A Turner, dona dos canais Cartoon Network, Boomerang e TNT, entre outros, aproveitou a 4a ediçao do seu estudo ‘Kids Experts’ para dar um mergulho na vida dos pré-adolescentes brasileiros – aquela garotada que já saiu da infância mas ainda nao chegou a plenitude da adolescência. Em nosso país, essa turma na faixa dos 8 aos 14 anos representa 8% da populaçao, segundo dados do IBGE.
A pesquisa, apresentada ontem a imprensa em SP, confirmou que os amigos sao mesmo parte essencial da vida desse pessoal. As principais tribos identificadas pela pesquisa sao a dos esportistas, a dos bagunceiros, (que arrumam confusao e tiram notas baixas para chamar a atençao), a das patricinhas, os ‘nerds’, que só pensam em estudar e muitas vezes sao alvo de preconceito por parte dos colegas, os ‘emos’ (jovens sentimentais, sensíveis e geralmente tristes) e os populares – que é onde quase todos querem chegar.
Os populares sao convidados para todas as festas, nunca ficam sozinhos e sao aqueles com quem todos e todas querem ‘ficar’. Curiosos sao os 6 passos que um pré-adolescente brasileiro precisa dar para se tornar ‘popular’ – tem que ser bonito, chamar a atençao na classe, usar roupas de marca, ter vida social intensa, ser bom em esportes e ter dinheiro para comprar as coisas mais legais. Os amigos servem nao apenas para fazer companhia e escutar os problemas, mas também para compartilhar programas, como festas, ida ao boliche, restaurantes e shoppings. Nada menos que 65% dos nossos pré-adolescentes nao têm namorados nem querem ter um agora. Mas 20% estao a procura de um ‘alguém’ e 12% estao namorando. Vale dizer que a partir dos 11 anos ‘ficar’ (beijar sem compromisso) torna-se algo comum para essa turminha.
Para terminar, seja qual for a tribo desses jovens, estar na moda é quase que obrigatório. Cerca de 90% dos entrevistados consideram que andam na moda e isso significa consumir marcas de prestígio, principalmente as esportivas, como Adidas e Nike. As lojas de departamento, como a C&A, também foram citadas como lugares onde eles podem comprar roupas da moda por preços acessíveis. Os eletrônicos sao também elementos que agregam status. Aliás, tanto para meninos quanto para meninas, o objeto com o qual nao podem sair de casa sao os celulares.
- Entre 9 e 11 anos começa a existir maior interação, com busca também por informação. É quando acontece o pico da utilizaçao dos videogames pelos meninos;
- A partir dos 12 anos, a comunicação também passa a ser elemento primordial, com a criança dominando totalmente as ferramentas. Nesta fase, elas conseguem executar até 8 combinações diferentes entre tecnologias;
- A TV é o primeiro aparelho com o qual as crianças têm contato e está presente durante toda a infância, mas a música em aparelhos como rádio e MP3 players surge logo depois e ocupa espaço permanente;
- O computador cresce em influência a partir dos 9 anos e se transforma justamente no equipamento mais usado em combinação com outros, registrando presença em 57,5% das combinações entre meios;
- O celular é o equipamento que mais demora a ser incorporado, já que seu uso regular aparece entre os 9 ou 10 anos. O estudo sinaliza ainda que o celular pode cada vez mais assumir um papel importante como integrador de todas as tecnologias.
- Mais de 70% das meninas pesquisadas usam programas de comunicação instantânea, sendo que 46% das meninas utilizam o MSN todos os dias e 22% passam de 1 a 2 horas conversando por meio do software;
- Nas comunidades online (Orkut, Facebook, MySpace), as meninas dominam. 66% delas são membros, mantendo uma média de 80 contatos;
- Nas redes sociais, as crianças têm em média 23 amigos que não moram na mesma cidade. 73% dizem que a maioria dos que estão suas listas de amigos sao conhecidos ‘ao vivo’;
- 23% das meninas têm blog, fotolog ou videolog;
- 75% dos meninos têm videogame. O Playstation é o console favorito;
- Os games multiplayer online também são uma febre – 65% dos meninos disseram ter experimentado esta modalidade pelo menos uma vez;
- Meninos e meninas têm em comum o fato de que entram em contato com o mundo digital cedo. 77% das crianças entre 7 e 9 anos acessaram um site de comunidade online pela 1a vez quando tinham entre 5 e 8 anos;
- 2 em de cada 5 crianças pesquisadas já trocaram com amigos algum conteúdo de mídia na web (música, vídeo, fotos);
- 1 em cada 5 crianças já publicou algum vídeo no YouTube.
Por Luiz Marinho

Marcas globais mais valiosas em 2009
23/09/2009A Coca-Cola é pela décima vez consecutiva a marca global mais valiosa no ranking que a Interbrand divulga nesta sexta-feira, 18. Estimada em mais de US$ 68 bilhões, a marca de refrigerantes mais famosa do mundo, venceu em todas as edições do estudo lançado em 2000.
A IBM, que havia ultrapassado a Microsoft no ano passado, manteve a segunda posição, com sua marca avaliada em US$ 60 bilhões. Em seguida está a empresa de Bill Gates, com US$ 56 bilhões. A G&E se manteve na quarta posição e a Nokia se mostra estável no quinto lugar.
A principal mudança no Top 10, que continua com as mesmas marcas presentes em 2008 apenas com trocas de posição, ficou por conta do McDonald’s, que saltou da oitava para a sexta posição, passando Toyota e Intel, estas agora respectivamente nas oitava e nona posições.
O Google, a marca que mais se valorizou no cenário da crise, cresceu 25% passando da décima para a sétima posição avaliada agora em quase US$ 32 bilhões.
Mesmo com a relatividade estabilidade nas dez primeiras posições, a soma dos valores das 100 marcas valiosas ficou neste ano em US$ 1,21 trilhão, 4,6% a menos que a cifra alcançada em 2008. Apesar da baixa, Alejandro Pinedo, diretor geral da Interbrand no Brasil, destaca que desde 2000 o valor das cem primeiras colocadas vem crescendo em média 5% ano menos.
O efeito iPod e iPhone ajudou a Apple a chegar pela primeira vez no time da 20 mais valiosas chegando a US$ 15,4 bilhões, 12% a mais do que no ano passado quando era a 24ª. Com US$ 7,8 bilhões, a Amazon teve a segunda melhor cifra de crescimento com 22% e figura pela primeira vez entre as 50 mais valiosas no 43º lugar - foi 62º em 2007 e 58º em 2008. A grife Zara também entrou nas 50 mais, crescendo 14%.
O setor financeiro, por sua vez, monopolizou as maiores quedas de valor de marca ao longo do último ano de crise. Os conglomerados financeiros UBS e Citi perderam praticamente metade do valor mensurado pela Interbrand no ano passado, com quedas de 50% e 49%, respectivamente.
American Express e Morgan Stanley também amargaram pesadas reduções nos valores de suas marcas com 32% e 26% de redução nos valores. Considerando todos os bancos avaliados no estudo, aqueles com ações em bolsa e atuação global (mais de um terço do faturamento fora do país de origem), o valor total de suas marcas recuou de US$ 130 bilhões em 2008 para US$ 78,8 bilhões neste ano, um tombo coletivo superior a US$ 50 bilhões (40%), conta Pinedo.
A lendária marca de motocicletas Harley Davidson, por sua vez, caiu 43% como um reflexo direto da redução do consumo de bens de luxo pela população norte-americana, seu principal mercado, um dos mais impactados pelos efeitos da crise que começou em setembro passado com a quebra do banco Lehman Brothers.
Todas as marcas da indústria automobilística, com exceção da Ferrari que manteve sua cifra, perderam valor nesta edição do ranking Interbrand. Aquelas que apostaram em inovação sofreram menos. “Houve um forte impacto sobre os fabricantes, que deixaram acumular nos pátios das montadoras o que se pode chamar de modelos ultrapassados. O consumidor agora quer carros menores e mais eficientes, movidos a bicombustível”, explica o diretor da Interbrand.
Sete novas marcas ingressaram no ranking das 100 mais: Lâncome, Burger King, Adobe, Puma, Burberry, Polo Ralph Lauren e Campbell’s. As que deixaram a lista foram AIG, ING, Merryl Lynch, Motorola, Hennessey, Marriot e Fedex.
Por MMonline

Marcas precisam dedicar mais tempo para conhecer o consumidor
23/09/2009Para Eric Almquist, da Bain & Company, as marcas precisam dedicar mais tempo para conhecer profundamente os consumidores e entender o que dirige o seu comportamento de compra.
As marcas precisam conhecer profundamente o que pensam e sentem os seus consumidores, e não somente o que eles dizem da boca para fora. “Às vezes nem as pessoas conseguem dizer o que estão pensando. O consumidor é mais complicado do que nós pensamos e do que eles próprios pensam”, afirmou Eric Almquist, sócio sênior da consultoria Bain & Company, que defende que as marcas precisam gastar mais tempo para compreender o seu consumidor. “Isso pode fazer a diferença”, sentencia. Vindo de Boston, ele veio ao Brasil pela primeira vez e apresentou-se para clientes nesta terça-feira, 22. A discrepância entre o que se pensa e o que se diz a pesquisadores reside no fato de que o cérebro humano tem dois lados que pensam de forma diferente, ora voltado para a razão, ora para a emoção. De um lado, o pensamento lógico-seqüencial e a racionalidade, do outro os impulsos e o subconsciente. E o comportamento humano geralmente é dirigido pelas associações profundas e necessidades, pontuou Almquist. “Uma pesquisa disse que as pessoas sentem confiança pelo catchup Heinz, mas a real razão pela qual alguém compra o produto é mais profunda do que aquela que a pessoa disse. Existem associações mais profundas, como a lembrança da infância, de tempos mais simples”, disse o executivo. Esse conhecimento mais amplo, e que precisa ser buscado pelos anunciantes, é definido por Almquist como o “Deep Why”, ou o “Porque Profundo”, uma verdade que demanda tempo e muita análise sobre hábitos para ser alcançada. “Gastar tempo com o consumidor no dia-a-dia vale a pena e faz a diferença”, proclamou. Almquist deu exemplos de empresas e produtos que sofrem por terem dedicado pouco tempo a conhecer o consumidor, a começar pela sempre elogiada Apple, que simultaneamente ao Mac esteve envolvida com o sistema Lisa, que naufragou. Ou, então, a Coca-Cola que cometeu um erro ao lançar uma nova fórmula nos anos 80. “Aquilo o que o consumidor pensa deve ser determinante para a tomada de decisão das empresas”, analisou o executivo da Bain & Company. Ainda na linha de exemplos, ele teceu críticas à General Motors como maneira de demonstrar a força do subconsciente na decisão de compra das pessoas. “A GM faz carros bons, mas nos Estados Unidos criou-se um estigma profundo de que eles são ruins, principalmente pelos problemas enfrentados nos anos 80 e a concorrência com as marcas japonesas”, lembrou. Por outro lado, a De Beers, uma empresa do segmento de diamantes, detectou que seus consumidores tinham receio interno de que o produto que compram pudesse ser falso, mesmo que não o dissessem abertamente. Baseado nisso, ela descobriu uma tecnologia de raios que, quando apontados para a pedra, indicavam que ele era real. Adotada nas lojas, a tecnologia aumentou as vendas do anunciante.
