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Mídia brasileira tem alta credibilidade

10/11/2009

Embora a TV se mantenha soberana como principal fonte de informação da população brasileira, o rádio e a internet têm mais credibilidade. É o que revela pesquisa encomendada pelo Grupo Máquina ao Vox Populi, que ouviu 2,5 mil pessoas maiores de 16 anos, entre 25 de agosto e 9 de setembro, no Distrito Federal e nas regiões metropolitanas de Belo Horizonte, Curitiba, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.

O levantamento mostra que os sites de notícias e blogs jornalísticos já são a segunda principal fonte de informações, citados como primeira opção por 20,4% dos entrevistados e ficando atrás apenas da TV, com seus 55,9%. Na sequência, aparecem jornais impressos (10,5%) e rádio (com 7,8%).

Com uso crescente no País, as redes sociais foram citadas como principal fonte de informação por 2,7% da amostra, ficando à frente das versões online dos jornais (1,8%) e das revistas impressas (0,8%) e online (0,1%).

Quando o assunto é credibilidade, o ranking sofre modificações consideráveis. O Vox Populi pediu que os entrevistados dessem notas de 1 a 10 neste quesito aos meios de comunicação listados. Resultado: o rádio pulou para o primeiro lugar, com média 8,21. Em seguida, estão sites de notícias e blogs jornalísticos (8,2), TV (8,12), jornais online (8,03), jornais impressos (7,99), revistas impressas (7,79), redes sociais (7,74) e revistas online (7,67).

Por MMOnline

Como as notas médias variaram apenas meio ponto percentual, pode-se concluir que não há crise de credibilidade nos veículos de comunicação brasileiros – pelo menos na avaliação do público.

O economista Luis Contreras, consultor do Grupo Máquina e coordenador da pesquisa, foi surpreendido pelo fato de as redes sociais, embora um fenômeno recente, já desfrutarem de credibilidade similar aos demais meios. “Entre os usuários dessa nova mídia, 40% consideram-na como de credibilidade muito alta. Isso nos mostra claramente que não podemos ignorar o poder das redes sociais na formação de opinião”, frisa.

Ednilson Machado, sócio-diretor do Grupo Máquina, acrescenta que a pesquisa aponta uma tendência das pessoas se informarem pelas redes sociais, até então vistas mais como plataformas de relacionamento. “Isso faz da internet um ambiente ainda mais promissor. Como as redes sociais demandam muito tempo de interação, acabam sendo um veículo mais próximo das pessoas”, avalia.

Como a tradicional mídia eletrônica representada pela TV e pelo rádio se saiu bem na pesquisa, o dado negativo foi mesmo a menor relevância de jornais e revistas impressos. “A internet já tem praticamente o dobro de citações como principal meio de informação em comparação aos jornais impressos, que tradicionalmente são considerados de mais credibilidade entre os formadores de opinião”, salienta Machado.

A avaliação pública expressa pela pesquisa contrasta com o resultado de uma consulta feita no ano passado pelo próprio Grupo Máquina a 600 formadores de opinião. Perguntados sobre quais suas fontes de informação, mais da metade (53%) citou a mídia impressa (jornais e revistas), deixando a TV com menos de 10%. Na ocasião, a internet já aparecia bem colocada, com aproximadamente 30% das citações.

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Navegar na web já supera consumo de TV paga

25/08/2009

Os últimos números divulgados pelo Ibope confirmam o peso cada vez maior da web no consumo de mídia no Brasil. Em julho, foram 36,4 milhoes de pessoas, com uma utilizaçao média de 48hs e 26min, considerando somente navegaçao (sem aplicativos, etc). Isso dá uma média diária de 1h 36min por usuário. A Anatel estima cerca de 6,7 milhoes de assinantes de TV paga no Brasil. Supondo uma audiência de 3 pessoas por assinatura, temos 20,1 milhoes de pessoas, consumindo cerca de 2hs 14min por dia, de acordo com publicaçoes especializadas (o cálculo do tempo de utilizaçao da TV por assinatura cobre apenas as maiores regioes metropolitanas, enquanto os números da web sao calculados com base em uma amostra nacional). 

Fazendo as contas do consumo total de horas (usuários vs tempo gasto), a navegaçao diária na web já supera o consumo de TV por assinatura em pelo menos 30%. E apresenta possibilidades muito mais ricas de interaçao com as marcas. Entretanto, quando analisamos o investimento publicitário até maio deste ano, segundo o projeto Intermeios, verificamos que o share destas mídias ainda está bem próximo (3,3% para TV por assinatura, 3,9% para web). 

Claramente o potencial da internet ainda é subestimado pelos anunciantes. Esses dados sao confirmados por outra pesquisa, da Accenture, que mostrou que entre 13 países pesquisados, o Brasil foi o que apresentou o maior crescimento entre 2008 e 2009 em relaçao ao número de pessoas que afirmaram consumir conteúdo televisivo em computadores (passamos de 58% para 92% dos entrevistados). A mesma tendência aparece no que se refere ao consumo de conteúdo em plataformas móveis.  

Como mencionou o diretor executivo da Time Warner Cable, citado na pesquisa da Accenture, “as pessoas, particularmente as mais jovens, estao dizendo ‘tudo que eu preciso é uma conexao de alta velocidade. Nao preciso de vídeo’…”. As métricas do mercado de internet sao infinitamente mais complexas que do mercado de audiência tradicional, por envolverem um nível de interaçao muito mais profundo. Trabalhar no desenvolvimento e divulgaçao destas métricas é a maneria mais efetiva para aumentar o share da web no bolo publicitário.

Por Blue Bus/ Marcelo Coutinho

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Como o adolescente brasileiro consome midia

22/07/2009

Marcio Machado, colaborador do Blue Bus, entrevistou um adolescente da Zona Sul do Rio sobre seus hábitos de consumo de mídia. A conversa foi inspirada no boletim do estagiário do banco Morgan Stanley que provocou grande repercussao ao revelar hábitos de sua geraçao em relaçao a cada meio e a novidades como o Twitter. Marcio procurou um jovem brasileiro de perfil semelhante. O entrevistado Rodrigo Washington, de 16 anos, revela que nao ouve rádio, nao gosta dos programas da TV aberta, acha os telejornais longos e têm o incoveniente do horário fixo, acessa a internet em seu próprio computador, visita o Orkut 5 vezes por semana, nunca usou paginas amarelas, prefere baixar música da internet do que comprar cds e considera que o importante num celular é que ele faça ligaçoes.

Leia a integra das resposta:

http://lili.bluebus.com.br/como_adolescente_consome_midia.pdf

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Sobre a grande mudança que é a digitalizaçao do mundo

24/06/2009

Nigel Morris, fundador da Isobar, vem a Cannes todos os anos. Quem assistiu as suas apresentaçoes anteriores percebe que ele trouxe para o Palais as mesmas questoes do ano passado, que refletem boa parte das conversas aqui. Estamos assistindo a uma grande mudança que é a digitalizaçao do mundo. Mas nossos mindsets nao mudaram com a mesma velocidade e, por isso, existe uma enorme oportunidade para as agências que se reinventarem mais rápido. Simplesmente ainda nao se entrega tudo o que é possível. 

Lógico que algumas coisas se mantém – a chave para conquistar o tempo e a atençao do consumidor sao as ideias. Também temos, no caso especifico do Brasil, a questao dos modelos de remuneraçao determinando um certo modus operandi. Mas o fato é que estamos num mundo mais interconectado, interdependente e transparente. E isso traz novos desafios para a comunicaçao. 

Um deles é a necessidade de promover novas interaçoes. O planejamento de mídia nao é mais apenas a definiçao meios, mas sim a montagem do mapa de conexoes. Um exemplo simples da distância que as agências ainda precisam percorrer. 67% das buscas online sao provocadas pelas açoes de comunicaçao offline. No entanto, o plano de mídia e a estratégia de search na maior parte das vezes sao feitas em momentos distintos, por agências diferentes, sem que se estabeleça conexao. Faz sentido?

Por Blue Bus/ Patrícia em Cannes

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A mídia na mira da Sociologia

28/03/2009

Desde o desenvolvimento da sociedade industrial, a mídia, sobretudo a TV, padece de um estudo que revele as transformações ocorridas em todas as formas comunicativas.

por JULIANA TAVARES fotos PAULO BRASIL

Alberto Abruzzese é um dos mais notáveis pensadores do panorama cultural de estudos da comunicação do mundo. Professor da cátedra de Sociologia da Comunicação da Universidade de Línguas e Comunicação de Milão (IULM) e da Universidade La Sapienza de Roma, Abruzzese esteve recentemente no Brasil a convite do Centro de Pesquisa da Opinião Pública em Contextos Digitais, o Cepop-Atopos (ECA/ USP), para ministrar um curso de pós-graduação sobre a natureza do mundo na época pós-humana. Além disso, ele aproveitou a viagem para divulgar o seu livro O esplendor da TV: origem e destino da linguagem audiovisual, o primeiro traduzido para o português e publicado pela editora Studio Nobel em parceria com o Istituto Europeo di Design.

Nascido em 1942, em Roma, na Itália, Abruzzese vem desenvolvendo uma intensa atividade de pesquisa, em colaboração com centros e institutos italianos e internacionais, entre eles o próprio Atopos, da Universidade de São Paulo (USP). Além disso, é articulista em vários periódicos (Rinascita, Manifesto, Espresso, Mattino), nos quais aborda temas sobre estratégias expressivas da comunicação e políticas culturais do cinema, da TV e das informações.

Para esta entrevista, que só aconteceu graças à intermediação do doutor em comunicação e professor da ECA, Massimo Di Felice – que fez a vez de tradutor do sociólogo – Abruzzese sugeriu receber a equipe da Sociologia Ciência & Vida no bar de um importante hotel de São Paulo. Entre um gole de café e um sorriso debochado para o tradutor que, cansado, às vezes confundia o português com o italiano, o sociólogo gesticulava ao mesmo tempo em que discorria sobre o seu tema favorito: mídia e sociedade. A verdadeira aula sobre a história da comunicação que se seguiu a partir desta entrevista, mostra o brilhantismo do sociólogo. Confira!

Leia mais:

http://sociologiacienciaevida.uol.com.br/ESSO/Edicoes/16/artigo74795-1.asp