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Arquivo diário: 03/03/2009

Eyetrack III

As principais conclusões do Eyetrack III são as seguintes:

1. A observação do movimento dos olhos de 46 “cobaias” humanas através de 25 sites de notícias dos Estados Unidos e Europa mostra que a esmagadora maioria vai primeiro para o canto esquerdo no alto da página e depois ziguezaguea pelo texto até a parte inferior direita, conforme mostra o desenho produzido pelos pesquisadores.

2. A constatação contraria as afirmações de muitos designers de que a maioria dos leitores usa na leitura online a mesma atitude adotada na televisão, ou seja, sua atenção era dirigida para o centro da tela.

3. Os pesquisadores do Eyetrack também verificaram que as manchetes do lado esquerdo no alto da página são mais lidas que as demais. E que dentro de cada manchete, as três primeiras palavras são as mais importantes para atrair a atenção dos leitores.

4. A constatação de que os leitores prestam mais atenção no texto do que nas imagens num site de jornalismo online contraria dados de relatórios anteriores da própria pesquisa Eyetrack, mostrando que houve uma evolução no comportamento dos leitores.

5. Também foi verificado que os usuários mergulharam mais no texto quando a fonte é menor (por exemplo Verdana 2, no editor de HTML) do que quando os editores usam uma tipologia maior. Neste caso, a atitude predominante foi fazer uma leitura dinâmica do texto.

6. Os dados recolhidos no monitoramento ocular permitiram aos pesquisadores propor um mapa da possível atenção dos leitores online, conforme mostra o desenho a seguir, no qual a zona vermelha é a que atraiu mais a atenção enquanto a verde teve um baixo índice de leitura:

  

7. No quesito títulos (manchete) e chamada (abertura ou lead), os pesquisadores descobriram que os maiores índices de leitura ocorrem quando o titulo é grafado em negrito (bold) e é seguido, sem separações, pela chamada com o mesmo tipo de fonte. Títulos separados por linhas ou espaços, induziram os leitores a ignorar a chamada.

8. Nas chamadas ou leads, as pessoas tendem a ler apenas a primeira terça parte do texto. Isto mostra a importância das primeiras palavras do texto na atração do interesse do leitor .

9. Ao contrário do que muitos pensam, os leitores rolam as páginas muito longas. O problema é que na parte baixa, ele prefere fazer leitura dinâmica (scanning) detendo-se apenas naquilo que lhe chamar a atenção ou se destacar do resto da página.

10. Nos testes do Eyetrack, as ferramentas de navegação funcionaram melhor quando colocadas na parte superior da página. Surpreendentemente, a segunda opção ficou para o lado direito da página, contrariando a tendência de um grande número de designers virtuais que colocam os botões utilitários na coluna da esquerda.

11. Os parágrafos curtos (menos de 50 palavras) e de no máximo duas frases atraíram o dobro da atenção dos mais longos.

12. A pesquisa também avaliou a atenção dos usuários em relação à publicidade online e descobriu que ela segue aproximadamente as mesmas regras dos textos noticiosos. Atraem mais olhares quando estão no alto e do lado esquerdo. Mas mesmo assim o leitor dá pouca atenção à publicidade, no máximo 1,5 segundos para anúncios com ilustrações, e 7 segundos para textos publicitários.

13. Finalmente, os pesquisadores descobriram que notícias produzidas no sistema multimídia (integrando texto, áudio, vídeo e interatividade) apresentaram um grau de retenção na memória do usuário três vezes maior do que quando apresentadas numa única mídia.

Fonte: Carlos Castilho, Jornalista e pesquisador de mídia eletrônica

Instituto Poynter, do Estlow Center for Journalism & New Media e da empresa Eyetools,

Instituto Poynter, do Estlow Center for Journalism & New Media e da empresa Eyetools,

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Publicado por em 03/03/2009 em Uncategorized

 

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Campanha de 2010 já começou, afirmam especialistas

A campanha presidencial de 2010 já começou e os pré-candidatos ao Palácio do Planalto já estão em plena campanha eleitoral, sobretudo porque exercem cargos públicos. A avaliação é de cientistas políticos ouvidos pela Agência Estado, com base no fato de que os principais postulantes ao cargo, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), e os governadores tucanos de São Paulo e Minas Gerais, José Serra e Aécio Neves, respectivamente, ocupam funções de destaque nas administrações federal e estadual.

Na avaliação desses especialistas, é difícil separar o exercício da administração pública da política, pois qualquer ação política pode ser interpretada como estratégia eleitoral. Além disso, eles acreditam que é impossível proibir os governos de usar os artifícios da propaganda para divulgar os feitos de suas administrações.

O cientista político e professor emérito da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Fábio Wanderley Reis afirma que a comunicação é fundamental para os governantes, uma vez que não só informa sobre as ações de governo como serve de parâmetro na avaliação dos eleitores. “Um governo deve se comunicar com o eleitorado e a ideia da reeleição contempla isso”, defende. Ele alega que administração pública e política são inseparáveis e, por isso, vê com naturalidade as ações do governo federal. “Isso é parte da dinâmica da democracia. Estamos com mania de encontrar pecados na democracia”, critica.

Na opinião dele, o encontro do governador tucano José Serra (PSDB) com prefeitos do Estado de São Paulo, suas viagens pelo País (Serra esteve recentemente numa feira de agronegócio no Paraná) e a divulgação em rede nacional dos trabalhos da Sabesp também podem ser entendidos como indícios de campanha. “Aí fica mais claro o desígnio eleitoreiro”, conclui. Embora não veja “pecados” em se fazer campanha, o professor chama a atenção para a necessidade de comedimento no uso de recursos públicos na divulgação das ações governamentais.

Na avaliação de Humberto Dantas, cientista político e integrante do Movimento Voto Consciente, ao fazer propaganda da Sabesp, Serra tem como objetivo firmar seu nome num cenário eleitoral para 2010. No entanto, ele acredita que os tucanos são mais cautelosos em não ultrapassar os limites da legislação eleitoral. “A propaganda é uma estratégia muito utilizada, é legal, mas o grande problema é ir além da propaganda legal e dizer: ‘ela (Dilma Rousseff) é minha candidata’. O presidente chutou a regra”, reitera.

Para os especialistas, a representação do DEM e do PSDB ao TSE poderá resultar, no máximo, em multa ao presidente e sua ministra/candidata.

“Dilma poderá continuar inaugurando obras, só não poderá dizer que ela é candidata”, reforça Dantas. Fábio Wanderley lembra que a Justiça “não pode restringir o presidente de manifestar sua preferência”, mas pode fazer um julgamento político nesta ação: “As decisões do Judiciário têm sido políticas. Acho que o TSE tem sido muito ativista, equivocado e predisposto ao falatório. Tem havido impropriedade na conduta da Justiça Eleitoral, o que é indesejável.”

Ilegalidade – Já o cientista político da Unicamp Roberto Romano questiona o uso da máquina pública para campanha eleitoral tanto da parte do governo federal quanto da oposição, mais precisamente do governador José Serra. “Já estão fazendo campanha e levando o Estado para a ilegalidade. Nenhum dos dois (lados) têm razão”, diz.

Para Romano, como no País se tornou rotineiro atos de governo se transformarem em atos eleitorais, seria mais apropriado que os pré-candidatos deixassem os cargos que ocupam, evitando assim a “partidarização” do Estado. “As diferenças entre oposição e governo se diluíram porque eles fazem a mesma coisa. É uma guerra de todos contra todos. Chegamos no limite entre a legalidade e a ilegalidade”, lamenta.

Agência Estado

 
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Brasil recua e agora é 60º no ranking de uso de tecnologia no mundo

O Brasil aparece no 60º lugar do ranking do ICT Development Index , estudo da  Internacional Telecommunications Union (UIT) , regredindo seis posições em relação à lista de 2002.

O estudo combina 11 indicadores (acesso à tecnologia e uso) em um índice que é usado como ferramenta de benchmarking para avaliar o acesso e o uso de tecnologias de informação e comunicação em 154 países de todo o mundo. Os resultados comparam dados de 2007 e de cinco anos atrás, para analisar a evolução de cada nação.

Entre as maiores economias da América Latina, a Argentina e o Chile são as nações com melhor desempenho, respectivamente no 47º e 48º lugar do ranking. Além de perder posições, o Brasil teve ganhos relativamente pequenos, totalizando apenas 0,93 pontos em cinco anos. O tímido crescimento deve-se tanto ao uso quanto ao acesso à tecnologia, analisa o estudo da UIT, que ressalta a taxa de penetração de telefonia celular de 63%.

Ainda na região das Américas, os Estados Unidos caíram seis lugares, ocupando a 17ª posição no estudo em 2007. Apesar de apresentar evolução nos índices de uso e acesso, os EUA ainda não atingiram o nível de penetração de tecnologias da informação e de comunicação de países europeus.

Por exemplo, nos Estados Unidos, 62% das donas de casa tinham acesso à internet em 2007, contra 79% da Suécia, que ocupa a primeira colocação do ICT Development Index em 2007 e também em 2002.

O Canadá também perdeu 10 posições e passa a ocupar o 19º lugar no ranking mais recente, pelos mesmos motivos dos norte-americanos.

Os países que ocupam os 10 primeiros lugares da lista da UIT, como aqueles que mais oferecem acesso a tecnologias são Suécia, Luxemburgo, Hong Kong, Islândia, Holanda, Suiça, Alemanha, Dinamarca, Macau e Reino Unido.

Ter, 03 Mar – 08h30

 
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De cara nova

A multinacional Procter & Gamble, dona de marcas como Gillette e Pampers, muda de ares para não perder talentos de sua preciosa Geração Y.

Na sede brasileira de uma multinacional americana, jovens profissionais fazem pausa no trabalho para jogar videogame, esparramados no sofá, às 5 da tarde. Não estamos falando da Google, mas do principal escritório da Procter & Gamble (P&G) no Brasil, uma empresa de 171 anos que detém 14 marcas gigantes e estabelecidas no mercado há muitas décadas. A P&G não é, exatamente, inovadora em gestão de carreira, mas precisou correr atrás antes que registre o prejuízo. Sua melhor oferta, até pouco tempo, era carreira internacional e estabilidade. O problema é que seus novos funcionários não querem mais isso.

Uma pesquisa feita pela companhia entre universitários, sua única fonte de contratação (com poucas exceções, como aqueles que vieram de aquisições), mostrou que 48% deles não querem passar a vida em uma única empresa e metade nem mesmo quer deixar o país a trabalho. Para conseguir os melhores talentos, disputados a tapa entre suas concorrentes, a P&G começa a se mexer mais rápido. Só assim tem chances de diminuir a rotatividade de seu pessoal da Geração Y (os nascidos entre 1978 e 1988), faixa que compõe 24% dos seus gerentes e que tem turnover 10% acima do da companhia. “Começamos a mudar alguns aspectos para reter quem entra no nosso programa de estágio, já que investimos nesses profissionais para fazer carreira longa aqui dentro”, diz Carlos Relvas, diretor de recursos humanos. As novidades vão além da sala de videogame e do campeonato de totó, do qual participam diretores e muitos dos 115 estagiários que entram todos os anos.

Por Fabiana Corrêa/ Você SA.

Leia mais: http://vocesa.abril.com.br/edicoes/0127/aberto/materia/mt_412485.shtml

 
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O futuro já chegou ao trabalho

Agora, não vamos mais até o trabalho, é ele que vem até a gente. A nova forma de trabalhar, chamada de telecommuting ou telework (em bom português, teletrabalho) nem é tão nova assim, mas foi facilitada pelas tecnologias que se popularizaram.

Hoje em dia é bem comum encontrar cafeterias, livrarias, aeroportos e até parques com sistema wi-fi, onde é possível se conectar com o mundo através do seu notebook ou smartphone. Eles permitem que você leve o trabalho para onde quiser. Muitas empresas já estão encarando este novo estilo de trabalho como uma forma de otimizar o espaço físico e cortar gastos.

Nos Estados Unidos e em alguns países europeus, é cada vez mais comum as empresas oferecerem esta opção para seus funcionários, em especial para trabalhar de um escritório em casa. Geralmente, o formato permite contar com o funcionário por um ou dois dias da semana no escritório principal – para manter contato com a empresa e com os colegas – e deixar o restante do trabalho ser feito à distância. Ponto principal disso tudo é que a estrutura física da empresa é otimizada.

Não é mais necessário ter muitas salas privativas para os funcionários que agora se encontram essencialmente para trocar idéias. Ou seja, este tipo de ambiente pede soluções diferenciadas, mobiliário flexível, espaços sem barreiras e mentes antenadas. Afinal, é preciso confiar no colaborador, checar seu perfil para tal mudança e adequar a empresa para este fim. Mudanças como estas devem ser feitas com cuidado e precisam ser baseadas na análise das tarefas, no fluxo de trabalho, nas tecnologias disponíveis e na cultura organizacional da empresa.

Fundamental nesta nova formatação é a importância de continuar trabalhando em mobiliário ergonômico, próprio para esta finalidade. Cada vez mais as empresas – e colaboradores que possuem escritório em casa – estão cientes disso e investem em soluções adequadas às suas atividades profissionais. Já contamos com soluções para os home offices que se adaptam perfeitamente à decoração da casa, assim como para os escritórios formais, que privilegiam a integração das equipes.

Resumindo, vivemos em um tempo em que a mobilidade caminha de mãos dadas com a produtividade. Já existem diferentes formatos deste novo estilo de trabalhar, como o compartilhamento de tarefas (job-sharing), meio expediente, semanas reduzidas de trabalho, horário flexível, além do aluguel de escritórios temporários. E sempre acabam surgindo outras novas formatações. Definitivamente, nas áreas mais estratégicas, é cada vez mais comum a flexibilidade de agenda tomar o lugar da padronização de horário.

Os escritórios convencionais não vão deixar de existir, mas certamente sofrerão alterações para se adaptarem aos novos tempos. Eles vão ser mais um dos locais de onde é possível trabalhar. Afinal, o que conta é a produtividade, trabalhando de onde se trabalha melhor.

Por Ronaldo Duschenes, está sempre por dentro das novidades no mercado de trabalho, www.gohome.com.br

 
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Todo poder ao design

Gigantes dos produtos de consumo recrutam designers para o topo da hierarquia corporativa como forma de valorizar suas marcas – e ganhar competitividade. Em meio aos diversos significados que a palavra “design” adquiriu com o passar dos anos, o mais utilizado do ponto de vista do marketing está relacionado à ideia de sofisticação e exclusividade.
Foi com esse sentido que os setores da moda, de artigos de luxo, automóveis e eletrônicos se apropriaram do termo para aumentar o prestígio – e o preço – de seus produtos. Mas o conceito original de design é muito mais amplo: envolve todo o processo de concepção e fabricação de um produto, seja ele um apontador de lápis ou um tanque de guerra. É justamente dentro dessa abordagem mais ampla que o design experimenta um renascimento entre as empresas globais de produtos de consumo.
Proprietárias de um portfólio gigantesco de marcas e espalhadas por dezenas de países, grandes corporações têm utilizado as possibilidades oferecidas pelo design para reforçar suas marcas e aumentar suas vantagens competitivas em relação aos concorrentes.
 

Por Daniel Hessel Teich /Exame
 
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O fim das redes

Enquanto a internet avança com novas ferramentas como o Twitter, as redes de TV enfrentam “audiência declinante e lucros em queda livre”.

O “New York Times” primeiro noticiou a perda de 52% nos lucros da CBS, a cadeia de maior audiência hoje. Depois deu reportagem especial, no fim de semana, mostrando como em todas as redes americanas o esforço agora é “para permanecerem viáveis“.

E por fim abriu debate on-line com especialistas respondendo à pergunta “Nós precisamos da TV aberta?”, diante da programação fragmentada de cabo e satélite e da web. Para o “NYT”, “a sensação é de fim de uma era“.

Sintomaticamente, José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, garante em seu blog que “a TV aberta está mais forte que nunca“, nos EUA.

Leia aqui a íntegra da coluna “Toda Mídia” de 3.3.

 
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