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Arquivo diário: 27/06/2009

‘gerenciamento de conteudo’

Teve workshop de brasileiros esta tarde aqui em Cannes. Uma pena que tenha sido programado para o mesmo horário do seminário do Eric Schmidt, do Google, porque merecia estar muito mais cheio. Emmanuel Dias, Vinicius Pereira e Marcelo Coutinho, da ESPM, deram uma aula sobre como (nao) mensurar o investimento no novo contexto da publicidade. O título da palestra era ‘Quem se importa com o Custo por Mil? Eu quero ver o Clipping!’. Marcelo, também colaborador do Blue Bus, comentou q o título original era para ter sido ‘Fuck the Cost per Thousand!’ (F… o CPM), mas pediram que trocassem :- ). 

Com muitos exemplos e dados estatísticos, o trio explicou as mudanças na comunicaçao com a entrada das arenas digitais, como o Orkut e o Facebook, e apresentou alguns novos conceitos para a era em que a comunicaçao é dominada pelos consumidores. 

(1) Socialcast – Passamos da era do Broadcast, e da comunicaçao de um para muitos para a era do Socialcast, em que muitos falam nao para muitos, mas sim em que muitos falam de um para um, como ressaltou Marcelo. Essa é uma mudança fundamental, que significa uma reformulaçao em toda a estrutura do custo publicitário.
 
(2) Custo por impressao vs custo por impacto – Atualmente os anúncios sao medidos pelo grau de exposiçao e nao pelo grau de interaçao com o público e isso nao corresponde mais à realidade. O antigo formato, baseado em impressoes, é quantitativo e, atualmente, a relaçao com a mídia é qualitativa, baseada em envolvimento e conversaçao. Aliás, na opiniao dos três palestrantes, o que chamamos de ‘mídia’ deveria ser chamado de ‘gerenciamento de conteúdo’.
 
(3) Attention Economy (economia da atençao) – com tanta gente brigando pela atençao do consumidor, a mídia de massa, centrada apenas nos sentidos de audiçao e visao, já nao funciona mais. Hoje em dia, a comunicaçao que envolve é aquela dirigida aos 5 sentidos, capaz de acionar todo o corpo humano. Um exemplo é o console Wii, da Nintendo.
 
(4) Comunicaçao Panmediática – O novo modelo de comunicaçao nao deve ser só digital, mas panmediático. Ou seja, mídias novas e tradicionais sao complementárias.

(5) Capital Social – A marca deve funcionar como uma moeda, que trocamos com nossos amigos. Quanto mais fatos gerados e trocados entre os consumidores a respeito de uma marca, maior será o seu capital social.
 
Os conceitos e exemplos nao pararam por aí. Confesso que o workshop extremamente didático me deixou com muita vontade de conhecer melhor as pesquisas do PAN MEDIA LAB, da ESPM. E, pelo visto, nao fui a única. No final, um estudante da Eslováquia comentou que os seus professores “também deveriam estar ali” :- ).

Por Blue Bus/ Deborah Serra em Cannes

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Publicado por em 27/06/2009 em Uncategorized

 

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midia social

No ultimo dia do Festival, a midia social foi tema de 3 boas palestras. Mas em um sábado com tanto sol, praia e prêmios sendo anunciados, o pessoal foi mesmo socializar. Nao mais que 30 pessoas acompanharm as falas da Profero, Alquimistas e News Corporation, que acabaram sendo um bom resumo de tudo o que foi visto sobre o assunto ao longo da semana. O pessoal da Apple,1o seminario de hoje, aliás, nem se deu ao trabalho de comparecer. 

Mas Jeremy Schwartz, diretor de marketing da News Corporation, nao se intimidou com a falta de “audiência” da sua apresentacao, que de resto ele nao considera mais como uma medida importante de publicidade – “Um consumidor descontente com nossa marca pode gerar atraves de seu blog ou twitter mais GRPs do que podemos comprar em um ano”. E essa é a mudança estrutural que ele enxerga no negócio da comunicaçao – depois da escrita, da prensa e da comunicaçao de massa, chegamos a era da “conexao coletiva”. E como aconteceu com as revoluçoes midiáticas anteriores, ainda estamos muito deslumbrados com a tecnologia – “Há 500 ou 600 anos, as pessoas deviam chacoalhar um livro impresso na cara dos seus amigos e vizinhos da mesma maneira como faziamos com nossos iPhones há 2 anos”. 

Mas no final o que vai prevalecer é a qualidade das mensagens que circulam nesses ‘lugares’. Para ele, a internet nao é um meio, mas um lugar onde as pessoas vao fazer muitas coisas, inclusive consumir televisao, noticias, etc. E a oportunidade que ela oferece é permitir às marcas, agências e veiculos descobrir o que as pessoas fazem de fato neste lugar, e nao o que elas dizem que fazem, ao contrario do que nos contam quando fazemos pesquisa do jeito tradicional. 

Segundo o diretor da News Corporation, as agencias e veículos estao diante de uma oportunidade unica, se entenderem o “mercado de mensagens”, e nao apenas de publicidade no sentido tradicional. “Nosso negócio é contar historias e colocar nelas mensagens que, independente do meio, sejam coerentes com os valores das marcas que utilizam nossos serviços”. O grande desafio, do ponto de vista do modelo de negócios, é sair de um modelo que oscila entre ‘generalista’ ou ‘especialista’, para um que seja ‘catalizador’ do talento coletivo de pessoas interessadas nas marcas, através de diferentes midias. 
 
Foi exatamente o que as palestras da Profero e dos Alquimistas detalharam – como contar histórias utilizando multiplas midias e multiplas Sherazades. Para os brasileiros dos Alquimistas, a tecnologia digital é apenas uma plataforma que permite às pessoas convergirem em torno de histórias. Lembraram que esta convergência nao é nova, apresentando para a plateia Nelson Rodrigues, Assis Chateaubriand e as crônicas de Susana Flag, o pseudonimo de Nelson para contar historias que levantavam a audiência das publicacoes de Chatô e faziam as pessoas escreverem milhares de cartas para os jornais. 

E mostraram como contar historias, atraves de uma plataforma digital chamada ‘Five Nations’, um game (e muito mais) sobre 5 paises que competem em um mundo de comida e recursos naturais cada vez mais escassos. O patrocinador desta iniciativa, que se espelha no que foi feito com a serie ‘Heroes’, é a Petrobras. Para os Alquimistas, a metáfora basica é criar “um balde” para que os fans possam enchê-lo com conteudo. Segundo eles, toda vez que os valores da marca estao alinhados com a estrutura dos elementos que ajudam a contar a historia, o sucesso é garantido.

Por Blue Bus/ Marcelo Coutinho em Cannes

 
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Publicado por em 27/06/2009 em Uncategorized

 

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Geração celular

Telefone móvel é o item tecnológico onipresente entre jovens adultos do Brasil, da China e do Reino Unido, segundo pesquisa sobre hábitos de consumo feita com 432 jovens de cada país pelo instituto Synovate. Por Alexandre Teixeira Mais de 90% dos pós-adolescentes do Brasil, da China e do Reino Unido já têm celular e, mesmo assim, até 24% planejam comprar um novo nos próximos três meses. Não mais do que meia dúzia de marcas dividem a preferência desse público: Coca-Cola lidera no Brasil; Nokia, na China; e Sony/PlayStation entre os britânicos. Câmera digital e notebook são objetos de desejo

Leia os resultados: http://epocanegocios.globo.com/Revista/Common/0,,EMI70727-16363,00-GERACAO+CELULAR.html

 
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Publicado por em 27/06/2009 em Uncategorized

 

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