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‘gerenciamento de conteudo’

27 jun

Teve workshop de brasileiros esta tarde aqui em Cannes. Uma pena que tenha sido programado para o mesmo horário do seminário do Eric Schmidt, do Google, porque merecia estar muito mais cheio. Emmanuel Dias, Vinicius Pereira e Marcelo Coutinho, da ESPM, deram uma aula sobre como (nao) mensurar o investimento no novo contexto da publicidade. O título da palestra era ‘Quem se importa com o Custo por Mil? Eu quero ver o Clipping!’. Marcelo, também colaborador do Blue Bus, comentou q o título original era para ter sido ‘Fuck the Cost per Thousand!’ (F… o CPM), mas pediram que trocassem :- ). 

Com muitos exemplos e dados estatísticos, o trio explicou as mudanças na comunicaçao com a entrada das arenas digitais, como o Orkut e o Facebook, e apresentou alguns novos conceitos para a era em que a comunicaçao é dominada pelos consumidores. 

(1) Socialcast – Passamos da era do Broadcast, e da comunicaçao de um para muitos para a era do Socialcast, em que muitos falam nao para muitos, mas sim em que muitos falam de um para um, como ressaltou Marcelo. Essa é uma mudança fundamental, que significa uma reformulaçao em toda a estrutura do custo publicitário.
 
(2) Custo por impressao vs custo por impacto – Atualmente os anúncios sao medidos pelo grau de exposiçao e nao pelo grau de interaçao com o público e isso nao corresponde mais à realidade. O antigo formato, baseado em impressoes, é quantitativo e, atualmente, a relaçao com a mídia é qualitativa, baseada em envolvimento e conversaçao. Aliás, na opiniao dos três palestrantes, o que chamamos de ‘mídia’ deveria ser chamado de ‘gerenciamento de conteúdo’.
 
(3) Attention Economy (economia da atençao) – com tanta gente brigando pela atençao do consumidor, a mídia de massa, centrada apenas nos sentidos de audiçao e visao, já nao funciona mais. Hoje em dia, a comunicaçao que envolve é aquela dirigida aos 5 sentidos, capaz de acionar todo o corpo humano. Um exemplo é o console Wii, da Nintendo.
 
(4) Comunicaçao Panmediática – O novo modelo de comunicaçao nao deve ser só digital, mas panmediático. Ou seja, mídias novas e tradicionais sao complementárias.

(5) Capital Social – A marca deve funcionar como uma moeda, que trocamos com nossos amigos. Quanto mais fatos gerados e trocados entre os consumidores a respeito de uma marca, maior será o seu capital social.
 
Os conceitos e exemplos nao pararam por aí. Confesso que o workshop extremamente didático me deixou com muita vontade de conhecer melhor as pesquisas do PAN MEDIA LAB, da ESPM. E, pelo visto, nao fui a única. No final, um estudante da Eslováquia comentou que os seus professores “também deveriam estar ali” :- ).

Por Blue Bus/ Deborah Serra em Cannes

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Publicado por em 27/06/2009 em Uncategorized

 

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