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midia social

27 jun

No ultimo dia do Festival, a midia social foi tema de 3 boas palestras. Mas em um sábado com tanto sol, praia e prêmios sendo anunciados, o pessoal foi mesmo socializar. Nao mais que 30 pessoas acompanharm as falas da Profero, Alquimistas e News Corporation, que acabaram sendo um bom resumo de tudo o que foi visto sobre o assunto ao longo da semana. O pessoal da Apple,1o seminario de hoje, aliás, nem se deu ao trabalho de comparecer. 

Mas Jeremy Schwartz, diretor de marketing da News Corporation, nao se intimidou com a falta de “audiência” da sua apresentacao, que de resto ele nao considera mais como uma medida importante de publicidade – “Um consumidor descontente com nossa marca pode gerar atraves de seu blog ou twitter mais GRPs do que podemos comprar em um ano”. E essa é a mudança estrutural que ele enxerga no negócio da comunicaçao – depois da escrita, da prensa e da comunicaçao de massa, chegamos a era da “conexao coletiva”. E como aconteceu com as revoluçoes midiáticas anteriores, ainda estamos muito deslumbrados com a tecnologia – “Há 500 ou 600 anos, as pessoas deviam chacoalhar um livro impresso na cara dos seus amigos e vizinhos da mesma maneira como faziamos com nossos iPhones há 2 anos”. 

Mas no final o que vai prevalecer é a qualidade das mensagens que circulam nesses ‘lugares’. Para ele, a internet nao é um meio, mas um lugar onde as pessoas vao fazer muitas coisas, inclusive consumir televisao, noticias, etc. E a oportunidade que ela oferece é permitir às marcas, agências e veiculos descobrir o que as pessoas fazem de fato neste lugar, e nao o que elas dizem que fazem, ao contrario do que nos contam quando fazemos pesquisa do jeito tradicional. 

Segundo o diretor da News Corporation, as agencias e veículos estao diante de uma oportunidade unica, se entenderem o “mercado de mensagens”, e nao apenas de publicidade no sentido tradicional. “Nosso negócio é contar historias e colocar nelas mensagens que, independente do meio, sejam coerentes com os valores das marcas que utilizam nossos serviços”. O grande desafio, do ponto de vista do modelo de negócios, é sair de um modelo que oscila entre ‘generalista’ ou ‘especialista’, para um que seja ‘catalizador’ do talento coletivo de pessoas interessadas nas marcas, através de diferentes midias. 
 
Foi exatamente o que as palestras da Profero e dos Alquimistas detalharam – como contar histórias utilizando multiplas midias e multiplas Sherazades. Para os brasileiros dos Alquimistas, a tecnologia digital é apenas uma plataforma que permite às pessoas convergirem em torno de histórias. Lembraram que esta convergência nao é nova, apresentando para a plateia Nelson Rodrigues, Assis Chateaubriand e as crônicas de Susana Flag, o pseudonimo de Nelson para contar historias que levantavam a audiência das publicacoes de Chatô e faziam as pessoas escreverem milhares de cartas para os jornais. 

E mostraram como contar historias, atraves de uma plataforma digital chamada ‘Five Nations’, um game (e muito mais) sobre 5 paises que competem em um mundo de comida e recursos naturais cada vez mais escassos. O patrocinador desta iniciativa, que se espelha no que foi feito com a serie ‘Heroes’, é a Petrobras. Para os Alquimistas, a metáfora basica é criar “um balde” para que os fans possam enchê-lo com conteudo. Segundo eles, toda vez que os valores da marca estao alinhados com a estrutura dos elementos que ajudam a contar a historia, o sucesso é garantido.

Por Blue Bus/ Marcelo Coutinho em Cannes

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Publicado por em 27/06/2009 em Uncategorized

 

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