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Arquivo diário: 16/07/2009

Embalagem

A embalagem é reconhecida como uma forte ferramenta de Marketing pelos executivos do setor, mas ainda não é posta em prática nas companhias brasileiras, revelando uma oportunidade para as empresas que se adiantarem. Essa é a conclusão da pesquisa “A Embalagem como Ferramenta Estratégica de Marketing”, realizada pela GfK Brasil e apresentada hoje no II Fórum Nacional de Gestão Estratégica da Embalagem, evento idealizado pela ESPM.

Segundo o levantamento, 61% dos executivos ouvidos afirmaram que a embalagem tem papel importantíssimo nos planos de Marketing e na estratégia da empresa, enquanto que 81% dizem que usam a embalagem como ferramenta de Marketing. Cerca de 22% deles se identificaram como o principal responsável por embalagem na empresa, enquanto que a maior parte deles (55%) contou ser uma das pessoas encarregadas.

A maioria (78%) ressaltou ainda que considera a embalagem muito importante na construção da imagem da marca, enquanto que 76% concordam que ela é uma importante ferramenta de Marketing, mesmo valor registrado entre aqueles que a consideram uma parte importante do produto final.

Alguns dados, no entanto, põem em dúvida as afirmações dos executivos. Somente 30% deles reconhecem que suas empresas possuem um quadro de colaboradores adequados para cuidar da embalagem. O seu aproveitamento como diferencial competitivo também é baixo, com apenas 46% das empresas afirmando desenvolver embalagens promocionais e 43% sazonais.

Custo ainda é principal critério no desenvolvimento de embalagens
Apenas 39% das empresas ouvidas afirmaram que fazem uso de um programa de inovação, apesar de 74% delas ter um profissional responsável por isso. O incentivo à participação de profissionais de Marketing envolvidos com embalagens em feiras do setor abrange 59% das empresas. A inovação, aliás, é o sétimo critério mais citado para seleção de parceria em design de embalagens, com 9% de citação.

Na frente, está o preço, liderando com 32%, seguido por agências conhecidas/conceituadas (30%) e criatividade (17%). Complementando esses dados, apenas 52% das empresas acreditam ter lançado uma embalagem inovadora nos últimos dois anos e 59% apontaram que não planejam adotar uma nova tecnologia ou equipamento no setor de embalagem. A questão da importância dada ao preço na hora de desenvolver uma embalagem é reforçada com a constatação dada por apenas 29% dos entrevistados de que sua empresa abriria mão de trabalhar apenas com fornecedores que oferecem o menor custo para ter uma embalagem com melhor design e valor agregado.

O critério de custo é privilegiado até mesmo em comparação com práticas sustentáveis. “Entre aqueles que consideram a sustentabilidade importante na estratégia de Marketing [N.R: apenas 51% dos entrevistados], sete em cada dez dizem que sua empresa está disposta a trocar de embalagem por uma mais sustentável, mesmo que tragam algum impacto no aspecto visual. Porém, se a mudança impactar no custo, esse número cai para 49%”, explica Paulo Carramenha, Diretor Presidente da GfK Brasil, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Resultados apontam oportunidade na área
As principais contribuições das embalagens aos clientes finais referem-se a transmitir a imagem da marca (48%) e Design (39%), seguidas por Praticidade (27%), Informação (22%) e Proteção (16%). Alguns desses quesitos aparecem com mais ou menos força em alguns segmentos, como o design em cosméticos (56%) e limpeza (apenas 18%). A proteção é mais privilegiada no segmento de limpeza (41%), enquanto que a informação vale mais para a indústria de alimentos (31%).

As ações de Marketing mais comuns com o uso da embalagem são o oferecimento de brindes (68%), criação de packs promocionais (63%) e promoções do tipo “compre dois leve três” (60%). Já a integração com a internet ainda é fraca: apenas 76 empresas das 150 pesquisadas (51%) fazem algum elo, geralmente apenas indicando o endereço do site e convidando o consumidor a entrar.

Quando analisados esses resultados por porte de empresa, percebe-se um melhor uso da embalagem como ferramenta de Marketing e integrada à estratégia de empresa entre as grandes companhias. O executivo da GfK garante que  o problema não é custo, mas sim uma falta de consciência nas pequenas e médias empresas, além da carência em profissionais capacitados e estrutura suficiente para pensar de forma estratégica. “Muitas vezes há apenas um profissional para cuidar de todos os detalhes nas pequenas empresas. Esses resultados negativos, porém, apontam uma grande oportunidade nessa área. Quem perceber e apostar na embalagem sairá na frente”, prevê Carramenha.

Amostra
A GfK ouviu executivos de 150 empresas, entre grandes (49), médias (53) e pequenas (48), nos segmentos de alimentos, bebidas, cosméticos e limpeza. Foi realizado um estudo quantitativo por meio de entrevistas telefônicas realizadas no mês de fevereiro e março.

Foram ouvidos em sua maioria Gerentes de Produtos (35%), Gerentes de Marketing (32%) e Diretores de Marketing (7%). Pouco menos da metade dos entrevistados (45%) cursaram pós-graduação, enquanto que o restante tem o ensino superior completo. A média de tempo trabalhando na área de Marketing é de 6,6 anos, enquanto que de duração na empresa atual é de 4,7 anos.

Por Mundo Marketing

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Reflexos da crise na classe A

crise econômica não é mais assunto corriqueiro na mídia. Porém, a sombra dela está deixando empresas preocupadas com o comportamento do consumidor. Até companhias voltadas para a classe A estão perdendo força apesar de suas marcas estarem sempre na mente dos consumidores. Uma pesquisa feita pela Fractual Consulting mostra o impacto da crise econômica no consumo da classe A. O resultado aponta para um momento em que os consumidores de maior poder aquisitivo dependem também de iniciativas do Governo e resultados de mercado para continuar consumindo.

O estudo aponta para um comportamento mais defensivo dos consumidores cuja renda mensal é maior que o consumo. Diferente das classes B, C D e E, as mudanças para estes consumidores são nos padrões de investimento. Mesmo com renda mensal que varia de 7 a 14 mil reais, com a crise, o comportamento do consumidor é mais racional e exigente, segundo Celso Claudio, presidente da Fractual Consulting.

Priorizando custo e beneficio, o comportamento de compra da classe A durante a crise se baseia na qualidade de um bem ou serviço. Com cada vez mais consciência de seu poder de compra, aumenta a sua sensibilidade por um bom preço. Segundo Claudio, este consumidor torna-se menos vulnerável ao poder da marca, ou seja, está cada vez menos fiel a ela.

Esperança na demanda interna
A pesquisa da Fractual mostra que a renda mensal familiar da classe A, que está dividida em A1 e A2, varia de R$ 14.250 a R$ 7.557 respectivamente. O que parece muito se torna discrepante se comparado aos R$ 329,00 que a classe E costuma ter de renda mensal. Antes da crise econômica se anunciar, só no setor de imóveis os brasileiros investiam 19,7% de seu consumo médio.

Mas, de acordo com o presidente da Fractual Consulting, o brasileiro pode esperar por um 2009 de crescimento devido a fatores determinantes na demanda nacional como desempenho, recuperação dos preços de commodities exportados e, principalmente, a demanda interna. Esta, segundo Cláudio, é a força que tem sustentado a economia brasileira durante o período de crise.

“Para fugir da crise os investidores adotaram uma estratégia defensiva, mas vejo o Brasil com grandes instrumentos monetários para fazer frente a isso, como o espaço que a taxa de juros tem para cair, por exemplo”, avalia Celso Cláudio durante o Fórum ABA Rio de Pesquisa, realizado no Rio de Janeiro.

Sudeste e Nordeste recebem maior investimento
Este cenário compõe a realidade da outra extremidade do consumo: as classes C e D. As regiões Sudeste e Nordeste do Brasil podem vislumbrar crescimento baseado no programa de investimento do Governo que deve atingir R$ 110 bilhões este ano. O estudo mostra que os principais investimentos do PAC (Programa de Aceleração de Crescimento) serão no Sudeste e Nordeste brasileiro.

O Sudeste receberá cerca de R$ 70,6 bilhões (ou 47,7%) enquanto o Nordeste ficará com 24,8% dos investimentos. As outras regiões aparecem com R$ 23,1 bilhões para a região Norte, R$ 10,7 bilhões no Sul e R$ 7,6 no Centro-Oeste do país. Mas, não são apenas estes números que constroem o otimismo de Celso Claudio quanto ao comportamento de consumo na outra ponta.

“É preciso que a política assistencial (do Governo) seja eficiente, assim como os programas sociais e até a manutenção do emprego das classes C, D e E”, diz Celso Claudio. Neste cenário, as classes de menor renda de consumo manterão o consumo em áreas básicas como alimentos, aluguéis, eletrodomésticos e insumos da construção civil. Na classe média a aquisição de imóveis, alimentos, carros usados ou semi-novos e a redução de alguns itens de serviço estão inseridos no comportamento de compra dos consumidores. Para a classe mais alta, o consumo em 2009 estará ligado ao turismo interno, marcas premium importados, imóveis comerciais, segurança, educação, cultura e entretenimento, de acordo com dados da pesquisa.

Classe A também recua com a crise
Para se manter vivo enquanto o mercado se torna gradativamente mais competitivo, Cláudio aconselha as empresas à fazerem escala de operação e de produtividade, avaliar custos de distribuição e a sua qualidade. “Estas são variáveis relevantes nessa competição”, ensina.

É inegável que o comportamento de consumo dos brasileiros da classe A mudou por conta do que pode acontecer na economia. “Eles estão mais defensivos. As mudanças do consumidor que tem renda mensal maior que o seu consumo são feitas nos padrões de investimento. Eles apresentam comportamento racional e exigente, buscam a qualidade e sabem do seu poder de compra”, aponta Cláudio.
 
Cada vez menos vulneráveis ao poder de uma marca, estes consumidores acabam minimizando a sua fidelidade a elas. Por outro lado, na classe A como em todas as outras classes, a pesquisa da Fractual Consulting revela que o consumidor de uma forma geral está mais voltado para o consumo familiar, e com isso ele apresenta maior taxa de permanência no lar. “É necessário localizar demanda geograficamente e identificar as formas de consumo para sair na frente e manter a competitividade. Reduzir os custos de capacitação e redefinir os papéis e funções das cadeias de distribuição”, completa o presidente da empresa.

Por Mundo Marketing

 
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Cliente misterioso

Um cliente que entra no ponto-de-venda precisa receber um atendimento de alto nível que atenda suas necessidades e que explore todas as possibilidades de vendas para a empresa. Porém, nem sempre assim. Por isso que empresas investem cada vez mais em pesquisas de cliente misterioso. Esta metodologia usa pessoas comuns que simulam uma compra e avaliam os pontos determinantes para um bom ou mal atendimento feito pelas empresas contratantes.

Pensamos na satisfação do cliente como o foco principal do atendimento, mas nem sempre é o mais importante. De acordo com Paulo Carramenha, diretor geral da GfK Brasil, empresa do Grupo GfK, especializado em pesquisa, medir a satisfação é preciso, porém deve haver a percepção se os clientes mais importantes estão satisfeitos. Outros aspectos como retenção e lealdade estão ligados ao atendimento e com a ajuda da pesquisa de cliente misterioso é possível saber onde a empresa precisa melhorar para suprir necessidades racionais e emocionais do consumidor.

Longe de ser um mistério para os colaboradores, este tipo de pesquisa pode ser aplicado em diversos segmentos e, segundo Maria Cecília Perez, gerente de desenvolvimento da Bare Associates International, empresa mundial de cliente misterioso, é preciso que os funcionários saibam da ação para que dêem o melhor em cada atendimento.

Cliente misterioso, mas nem tanto
Durante o Fórum ABA Rio de Pesquisa, que ocorreu no Rio de Janeiro este mês, o cliente misterioso foi desvendado, pelo menos com relação à sua aplicação nas empresas. Com o objetivo de monitorar a qualidade e aumentar a retenção de clientes, companhias do ramo de serviços saem em desvantagem com relação ao varejo, por exemplo. “A qualidade de serviços é mais difícil de ser avaliada que a qualidade de produtos. O cliente misterioso não deve ser usado para traçar planos estratégicos. É eficiente para uma empresa que busca uma decisão rápida, de objetivo tático”, diz Paulo Carramenha, da GfK.

Esta ferramenta funciona para melhorar e treinar a linha de frente das equipes de atendimento, mostrando e, principalmente, aplicando a forma correta e o comportamento adequado do funcionário diante do consumidor. Além disso, uma pesquisa de cliente misterioso pode ajudar a descobrir novos benchmarks. “É possível descobrir o que os concorrentes estão fazendo e definir os pontos de destaque destas empresas”, aponta Carramenha.

Para que um programa de cliente misterioso dê resultado é preciso que os funcionários estejam envolvidos e saibam que serão avaliados. “Sempre orientamos as empresas a falar para seus funcionários porque assim eles tratarão todos os clientes da mesma maneira. O que podem ocultar é a periodicidade”, conta Maria Cecília Perez, da Bare. De acordo com ela, o período da pesquisa é definido pela empresa, mas a recomendação é de que seja feita quatro vezes no mínimo por ano ou todo mês.

Satisfação dos verdadeiros clientes
A retenção de clientes pode ser mais importante do que adquirir um novo, de acordo com Carramenha. “Reter um cliente é cinco vezes mais rentável para a empresa do que adquirir um novo. Mas um cliente retido nem sempre é feliz ou está satisfeito”, acredita. “Ao se sentir um “prisioneiro” de uma marca, ele mudará de marca na primeira oportunidade”, completa o diretor geral da GfK Brasil.

Por isso é necessário definir os clientes-chave das empresas, aqueles que representam 20% dos consumidores, mas que geram 80% das receitas. Por conta destes clientes, as companhias precisam entender os seus padrões de comportamento e suas principais necessidades. Como todo consumidor, as formas práticas de relacionamento são baseadas nas necessidades racionais, ou seja, quando o que antecede uma compra é a questão ‘o que eu ganho com isso?’.

Por outro lado, todo cliente possui necessidades emocionais e o motivo da compra está no sentimento que ele terá usando aquela marca. Tudo isso está envolvido na pesquisa de cliente misterioso já que o objetivo é medir a aderência dos funcionários aos padrões definidos para o atendimento no ponto-de-venda.

A escolha do misterioso ideal
Para realizar estas pesquisas, empresas contratam e treinam pessoas para desenvolverem uma avaliação anônima dos padrões de atendimento das empresas e identificar as possíveis operações que não se coligam. “Avaliamos a atitude dos funcionários frente a uma situação específica. Além disso, percebemos a presença e a correta utilização de materiais promocionais, sinalização, posicionamento, limpeza, tempo de espera ou resposta e a qualidade de produtos e serviços”, diz Carramenha.

Na Bare Associates International a escolha dos pesquisadores não segue um perfil profissional necessariamente. Qualquer pessoa maior de 18 anos e que tenha o 2º grau completo pode fazer a pesquisa. Hoje temos cerca de 25 mil cadastrados no site e cada empresa avalia os seus pesquisadores”, explica Maria Cecília ao site. “O ideal é usar pessoas comuns, com o mesmo perfil dos clientes que se quer estudar. Não é bom usar entrevistador porque ele é treinado para fazer perguntas”, completa Carramenha.

Entre os projetos desenvolvidos pela Bare, estão postos de gasolina, restaurantes, empresas do ramo de varejo, de franquias, bancos e redes de hotelaria. “Um dos que sempre fazem pesquisa de cliente misterioso é a Vivenda do Camarão assim como a adidas no Brasil”, aponta a gerente de desenvolvimento da Bare em entrevista ao site.

 
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A importância do Marketing para as empresas brasileiras

Está crescendo e o profissional está sendo mais valorizado nos últimos três anos. Esta é a opinião de 73% dos profissionais de Marketing do Brasil que participaram de um estudo feito pela ABMN (Associação Brasileira de Marketing e Negócios) em parceria com o Ibope Inteligência para avaliar o Marketing no Brasil. A pesquisa teve como base um estudo sobre organizações de Marketing nos Estados Unidos feito pela ANA (Association of National Advertisers) e pela Booz Allen & Hamilton.

Na visão do profissional de Marketing americano, os departamentos de Marketing de empresas daquele país não estão integrados ao foco principal das empresas. Diferente do Brasil, onde 83% dos entrevistados acreditam que o Marketing está mais próximo dos objetivos da companhia. No Brasil, o profissional de Marketing vem ganhando e mostrando valor e a estrutura dos departamentos nas empresas nacionais hoje estão divididos em três modelos: centralizado, segmentado e generalizado. Mas isto não quer dizer que uma empresa siga apenas um dos modelos em sua estrutura de Marketing.

Os profissionais de Marketing também demonstram características diferenciadas com relação ao seu perfil dentro da empresa. Precursores, disseminadores ou viabilizadores, estes profissionais hoje estão envolvidos tanto nas estratégias junto aos diretores quanto em análises táticas como gerenciamento de campanhas ou no contato direto com agências de publicidade e de Marketing.

Perfis diferentes de Marketing
O estudo da ABMN e do Ibope mostra um novo cenário nas empresas brasileiras. Nelas, o profissional de Marketing apresenta características variadas de acordo com o projeto desenvolvido. O Marketing Centralizado é baseado em um gestor que coordena todo o departamento. Grande ou pequena, a empresa que tem um profissional de Marketing com este perfil procura a coerência nas ações da empresa. “Pode ser o vice-presidente ou o diretor, desde que uma pessoa responda pelo departamento de Marketing. Este desenho é comum em grandes ou pequenas empresas e o objetivo é não deixar que cada setor trabalhe de forma diferente”, diz Vera Ligia Toledo, diretora de planejamento e atendimento do Ibope Inteligência em entrevista ao Mundo do Marketing.
 
Outra característica percebida no estudo é o Marketing segmentado, que se organiza em diferentes diretorias, mas cada uma com sua responsabilidade específica. Segundo Vera, as empresas possuem diretores de Marketing para produto, planejamento estratégico, serviços, entre outros. “Cada um tem que cumprir com suas ações independente do setor”, aponta.

O Marketing Generalizado é encontrado principalmente em empresas do ramo de bens de consumo já que é preciso ter atividades de Marketing em diversos departamentos. “Nestas empresas é comum ter uma equipe de Marketing em cada área. Em empresas que possuem diversas marcas também é comum ter o Marketing Generalizado. Funciona como o coração que bombeia sangue para todo o corpo”, diz a executiva do Ibope.

Marketing X publicidade
Mais do que ganhar importância nas empresas do Brasil nos últimos anos, o Marketing nacional não fica devendo nada ao que é praticado em países de primeiro mundo, segundo o presidente da ABMN, Dudu Godoy (foto). “O Marketing feito no Brasil já pode ser comparado ao dos EUA. A porcentagem de profissionais que entende que o Marketing faz parte da estratégia da empresa é igual nos dois países. O Marketing não está mais relacionado à tática da publicidade, mas sim com a estratégia” conta ao site.

No estudo, 32% dos entrevistados ocupam cargo de diretorias, 26% são gerentes e 10% são presidentes de empresas. Com média de 43 anos de idade, 69% são homens e 31% mulheres. Na visão de 62% dos profissionais pesquisados, o Marketing é responsável pela inovação de produtos e desenvolvimento de novos negócios. Mas, de acordo com Dudu Godoy, no Brasil, a publicidade é muito forte e as empresas normalmente colocam o Marketing como responsável pela tática publicitária e não pela estratégia. “Quando as empresas querem uma estratégia bem feita, o Marketing não consegue entregar porque está acostumado a ser tático”, afirma Godoy.

O discurso de Godoy é endossado por Vera, do Ibope. “O Marketing está sendo ensinado de maneira mais tática do que estratégica. O futuro profissional vê o Marketing com glamour e se resume a fazer comerciais, aprovar peças publicitárias, entre outros. Esse é o Marketing tático do dia-a-dia e não é a função principal do profissional”, ressalta Vera Ligia. Com projetos para realizar eventos voltados aos futuros profissionais de Marketing, Vera acredita que os currículos das faculdades de Marketing não estão atualizados suficientemente para formar profissionais com funções mais estratégicas.

Perfil do profissional
Definidos na pesquisa como precursores, disseminadores e viabilizadores, os profissionais de Marketing brasileiros apresentam características diferentes de acordo com a empresa e sua área de atuação. Os precursores são os profissionais que executam atividades estratégicas, investimentos, inovações e correspondem à maioria (36%) dos entrevistados.

Os disseminadores (35%) são profissionais de gerência que coordenam a prática do Marketing em outras unidades. A minoria dos profissionais pesquisados pertence ao perfil de viabilizadores (29%), que corresponde ao profissional que desenvolve ações táticas e mantém contato direto com agências.

O estudo da ABMN e do Ibope revela que as ações e decisões tomadas pelo departamento de Marketing estão ligadas de alguma forma ao faturamento e à direção estratégica das empresas. De acordo com os perfis definidos na pesquisa, 79% dos precursores acreditam em um grande impacto das ações de Marketing nas decisões e no faturamento das empresas, contra 52% dos disseminadores e 43% dos viabilizadores com a mesma opinião.

Raio X do Marketing
De acordo com Dudu Godoy, o Marketing ganhou importância nos últimos três anos principalmente por causa do aprendizado do brasileiro em lidar com um mundo globalizado. “Houve uma maturidade da profissão de Marketing no Brasil e hoje somo atores e não coadjuvantes. Não dependemos mais tanto dos EUA e da Europa como há doze anos. É notório o amadurecimento da profissão no país”, diz o presidente da ABMN.

O executivo não acredita que o reconhecimento da profissão de Marketing no Brasil seja tardio. “Acho que acompanhou o desenvolvimento do país e a inserção do Brasil no mercado mundial. Estamos aprendendo na prática porque na sala de aula o Marketing é muito fraco no Brasil. Precisamos primeiro estabelecer o profissionalismo para obter melhores condições de aplicar o Marketing”, acredita Godoy.

Apesar da maturidade que vem ganhando no Brasil, a área de Marketing perdeu o glamour que tinha no passado. Antes, o profissional de Marketing era o dono do produto, da marca. Ele mandava no jeito como ela seria apresentada, na comunicação da marca. “Hoje este profissional se vê como o cérebro da empresa já que o Marketing ganhou mais atribuições e deu conta do recado”, conta Vera Ligia. “No cenário atual, o Marketing deixou de ser romântico e passou a ser mais cérebro e eficaz”, completa a diretora de planejamento e atendimento do Ibope Inteligência.

Por Mundo Marketing

 
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“O consumo consciente são escolhas conscientes”

Explica, consultora do Instituto Akatu em entrevista ao Mundo do Marketing. Ela conta que as ações da entidade são voltadas principalmente para o grande público e para o impacto que decisões simples do dia-a-dia podem acarretar. O consumidor é incentivado a repensar, reduzir o desperdiço, reciclar e reutilizar.

Como não poderia deixar de ser, esta necessidade também foi percebida pelas empresas. A responsabilidade social tornou-se um diferencial estratégico tanto pela consciência quanto pelo interesse em satisfazer as demandas do consumidor. A comparação de pesquisas realizadas entre 2000 e 2004 pelo Instituto Ethos mostra que houve 39% de aumento no número de pessoas que reconheciam que ações de responsabilidade social incluíam práticas além da lei. Investir em projetos educacionais para funcionários e contratar deficientes físicos também foram apontados como dois dos fatores que contribuem para uma boa reputação nas empresas.

Visão crítica
Apesar da crescente popularidade deste ponto de vista, estes dados ainda são insuficientes para delinear o perfil dos consumidores adeptos à causa. Estudioso do marketing verde, o Professor André Lacombe, da PUC-Rio relata que esta ainda é uma área carente de dados, principalmente quando se fala em estratégias de comportamento do consumidor.

Lacombe indica que o número de pessoas realmente fiéis à causa na prática pode ser muito pequeno, pois a maioria delas tende a se preocupar mais com produtos cujos aspectos as influenciem diretamente, como inseticidas e cosméticos. Nos demais segmentos, quando as pessoas são confrontadas com variáveis como marca, preço ou embalagem, os resultados não são tão otimistas. “Consumidor consciente na sociedade ainda é minoria”, opina Lacombe.

Segundo a pesquisa “Ética – Consumo Ético e Consciente”, realizada pelo Provar – Programa de Administração de Varejo, da Fundação Instituto de Administração – FIA – em parceria com a consultoria Canal Varejo, os entrevistados disseram levar em conta atitudes responsáveis das empresas, mas, ao mesmo tempo, 55,4% deles compraram recentemente algum produto “pirata”.

Do mesmo modo, Lacombe afirma que nem todas as empresas estão preparadas para transformar a responsabilidade social numa ação estratégica. Existem aquelas que cumprem a lei, as que incentivam ações filantrópicas e ainda as que perceberam que investir na área não só é um posicionamento necessário para o futuro, mas sim uma oportunidade de se posicionar positivamente junto ao consumidor, otimizar processos e aumentar a lucratividade simultaneamente. É o caso das empresas que antes de investir em programas politicamente corretos recebiam vultosas multas por poluição e desmatamento.

Consumidor consciente
Todos concordam, no entanto, que a batalha está somente começando. O consumidor é o protagonista nesta história e cabe a ele assumir a responsabilidade pelo que valoriza na hora da compra. Este é por si só um fator que possibilita mudança e, por isso, grande parte das campanhas pelo consumo consciente são voltadas a ele. A agência de propaganda Leo Burnett está há quatro anos nesta empreitada junto ao Instituto Akatu e, como parceira da entidade, divulga os ideais junto ao público.

“Consuma sem consumir o mundo em que você vive” é o apelo das campanhas que incluem desde site e filmes, à ações de divulgação como a realizada durante o São Paulo Fashion Week. Nela, celebridades como Naomi Campbell e Aécio Neves circularam pelo evento com sacolas desenvolvidas exclusivamente para divulgar a causa. Os anúncios também estão presentes.

Um deles foi ganhador do Prêmio da ONU de peça mais efetiva de comunicação social em 2006. Ruy Lindenberg (foto), Vice-Presidente de Criação da agência conta que o segredo é estar engajado na causa. “A empresa não pode pensar só no lucro”, diz em entrevista ao Mundo do Marketing. “Isso virou uma prática institucionalizada”, conclui ao falar do empenho na disseminação da proposta também entre os funcionários.

Por Mundo Marketing

 
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Publicado por em 16/07/2009 em Uncategorized

 

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Amacinante

Pesquisas realizadas pela Unilever apontam que o perfume é um dos itens essenciais em um amaciante. A empresa acaba de lançar a linha Comfort Atitude. O estudo identificou grupos de mulheres em todas as regiões do país fascinadas por cheiros. Diferente das consumidoras típicas, elas apresentam reações emocionais por meio de fragrâncias, o que constrói relacionamento forte com a marca O produto apresenta cores vibrantes, diferente dos amaciantes tradicionais, nas opções “Sedução Cítrica” e “Vibração Floral”. A primeira é um coquetel que proporciona sensação refrescante, a segunda conta com a perfumaria fina para estimular os sentidos . Esta nova linha terá mulheres nos rótulos para ressaltar o poder que as roupas têm de influenciar no bom humor e no alto-astral delas. Comfort quer transmitir a imagem de pessoas que têm uma atitude e energia.

Por mundo do marketing

 
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Varejo

O Programa de Administração do Varejo & Laboratório de Finanças realizou em parceria com a Felisoni Consultores Associados a “Pesquisa Trimestral de Intenção de Compra no Varejo”. O estudo mostra que o índice de intenção de compra entre julho e setembro deste ano é maior que no mesmo período de 2008.

A pesquisa mostra que há uma tendência para aquisição de novos produtos já que no ano passado o percentual era de 72,4% e hoje está em 74,2%. Quanto a intenções de compra, no mesmo trimestre de 2008 e 2009, o índice subiu de 61,8% para 74,2%.

Entre os produtos que têm o maior índice de intenção de compra são os de informática que lideram. A pesquisa ouviu 500 consumidores de São Paulo, entre 16 e 26 de junho, e 14,2% deles mostraram interesse de compra desses produtos. As outras categorias de produtos com maior índice de intenção de compra correspondem a linha branca, cine e foto, e móveis.

Por Mundo do Marketing/ Thiago Terra

 
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