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Arquivo mensal: setembro 2009

Tendências na baixa renda

A Data Popular e Datafolha divulgaram os primeiros resultados da parceria que resultou na ferramenta “Mercados da Maioria”, que estuda as classes C, D e E. Motivados por dados que apontam que esse público responde por 85% da população, 69% dos cartões de crédito e 70% de tudo que se compra no supermercado, os dois institutos identificaram dez tendências entre os consumidores de baixa renda. Os dados se baseiam em mais de 100 mil entrevistas em 200 cidades brasileiras, inclusive com profissionais que lidam com esse público, como manicure, professores, cobradores de ônibus, ou mesmo antropólogos e economistas. Também foi analisada a cultura popular, através de ditados populares, músicas, novelas e revistas, por exemplo.

10 TENDÊNCIAS QUE IMPACTAM UM MERCADO DE R$ 760 BILHÕES

1 – CONSUMO DE INCLUSÃO Diferente do cliente tradicional, a descoberta do consumo faz com que o mercado emergente desenvolva um jeito próprio e inclusivo de comprar. As marcas que forem didáticas e apresentarem esse novo universo de consumo terão a fidelidade das classes C, D e E “Agora, eu escolho”

2 – IDENTIDADE E AUTO-ESTIMA A base da pirâmide está mais consciente da sua importância na sociedade e valorizarão cada vez mais as suas conquistas enaltecendo a relação com as suas origens, sua história e suas características. “Agora, eu tenho orgulho”

3 – ACESSO E QUALIDADE Com maior poder de consumo exigirão cada vez mais. Melhores produtos, melhores governos, melhor qualidade de vida. As marcas que se souberem conjugar a melhor relação custo-benefício será recompensado com sua fidelidade. “Agora, eu Posso”

4 – EDUCAÇÃO COMO INVESTIMENTO As famílias de baixa renda se conscientizaram que através da educação podem mais. De maneira muito funcional investirão cada vez mais na educação dos filhos pensando no próprio futuro. “Agora, eu sei, faço e aconteço”

5 – JUVENTUDE E GERAÇÃO C Os atuais jovens da baixa renda são mais escolarizados, mais informados e mais economicamente ativos que seus pais. Formarão um novo perfil de cidadãos e consumidores que serão a maioria da população brasileira. O Brasil de amanhã terá mais as características dos jovens da atual baixa renda. “Agora, tudo é do meu jeito”

6 – VAIDADE E BELEZA COMO INCLUSÃO Estar bem arrumada diminui as barreiras sociais que dificultam a inclusão da base da pirâmide. Com maior acesso aos produtos de beleza e aos tratamentos estéticos novos padrões de beleza serão mais abrangentes e as marcas deverão estar atentas as novas tendências dessa maioria. “Agora, eu sou mais eu.”

7 – NOVOS PAPÉIS, NOVA FAMÍLIA Os papéis dos homens e mulheres já não são mais os mesmos. Com o crescimento do poder (consciência, status e renda) as mulheres da baixa renda, estarão mais independentes e construirão uma outra relação familiar. Isso implicará no desenho de uma nova família, cada vez menor e com uma renda per capita maior. “Agora eu não dependo de ninguém”

 8 – REDES, DICAS E BOCA A BOCA As classes baixas sempre dependeram mais uns dos outros para viver, ou seja, cresceram e aprenderam a conviver em um ambiente colaborativo. Aliada as novas tecnologias e a disseminação das redes sociais, a baixa renda potencializará as suas já extensas relações sociais. “Agora, eu tenho mais meus amigos.”

9 – CAPILARIDADE E SEGMENTAÇÃO A geografia dos bairros e os diferentes tipos sociais das pessoas de baixas renda, exigem diferentes formatos de produtos e distribuição das cias. Os canais de venda deverão ter maior capilaridade, e as marcas trabalharão produtos segmentados para uma grande massa de consumidores. “Agora, tem mais do jeito que eu quero.”

10 – TECNOLOGIA COMO INVESTIMENTO A penetração de tecnologia da informação está em plena expansão nas classes baixas, principalmente através dos jovens populares. Tecnologia é vista como investimento no futuro profissional e como canal de acesso as informações antes restritas a minoria da população brasileira “Agora, eu me conecto.”

Por Mundo Marketing

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Publicado por em 29/09/2009 em Uncategorized

 

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Internauta está mais atento à publicidade durante a manhã

Para avaliar o impacto da publicidade online entre os consumidores, a Eyeblaster divulga resultados da pesquisa “A atenção do consumidor”, que mostra o comportamento do internauta em relação aos principais formatos de anúncios na internet.

Os resultados mostram que o consumidor gasta intencionalmente, em média, um minuto por dia com a publicidade online. O período da manhã é o melhor para atrair a atenção do internauta por meio dos anúncios, com pico às 9h. “É quando as pessoas estão mais dispostas a interagir”, diz Carlos Medina, diretor geral da Eyeblaster no Brasil. Já no horário do almoço é quando essa interação com os anúncios tem maior duração.

Consequentemente, o consumidor dá menos atenção à publicidade digital durante a tarde e noite. Ainda de acordo com a pesquisa, as peças com vídeos conquistam quase o dobro da atenção do consumidor, 71 segundos contra 37 das peças sem vídeos. Quando se avalia o desempenho dos formatos de anúncios, o ranking é o seguinte: messenger ads (83 segundos), rich media (73 segundos), banner (59 segundos) e skycrapers (37 segundos).

O estudo foi realizado a partir de uma amostra isolada de 42 bilhões de interações nos diversos formatos, no mundo inteiro, entre setembro de 2008 e março deste ano. Segundo Medina, esses dados são obtidos por meio da utilização do feature Dwell Time, métrica que proporciona a medição da interação dos consumidores com a publicidade digital e a duração desse contato.

Por Adnews

 
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Publicado por em 28/09/2009 em Uncategorized

 

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O que vai pela cabeça do brasileiro?

Lançado em 2007, o livro A cabeça do Brasileiro, é resultado de uma pesquisa de opinião, empreendida pelo sociólogo Alberto Carlos Almeida e com colaboração de Clifford Young, ao abrigo da Universidade Federal Fluminense e com financiamento da Fundação Ford. Ambicionando funcionar como um teste quantitativo da antropologia de Roberto DaMatta, segue os passos do mentor ao dialogar pouco com a historiografia e a sociologia brasileiras. Provocou acalorados debates na imprensa, mas teve recepção morna no ambiente acadêmico. Almeida partiu da questão central lançada por DaMatta, a de que os brasileiros lidam mal com a igualdade, perspectivada aqui no modelo anglo-saxão. Assim como DaMatta, tomou os Estados Unidos e seu liberalismo como tipos ideais, mas exacerbou a desconsideração pelo vetor de síntese hibridizante da sociedade brasileira e seu pendor à tolerância, aspectos que funcionam como faces positivas do criticado jeitinho brasileiro, comportamento característico de uma sociedade hierarquizada e patrimonialista. Seu trabalho privilegia ainda mais que DaMatta a idéia de conflito, ao invés da interculturalidade. Abraça a fórmula de Euclides da Cunha dos dois Brasis, o da classe alta e o popular, mas inverte os fatores: considera a elite mais moderna, impessoal e democrática porque é mais escolarizada, enquanto o povo é fatalmente mais conservador. Contrariando DaMatta, Almeida admite que o País está em transformação, que segue rumo a uma mentalidade mais moderna, em favor da democracia. Para ele, a alavanca desse desenvolvimento é a expansão da educação. Foto: Reprodução O autor de A cabeça do brasileiro, Alberto Carlos Almeida Almeida mostra, com sua grade de respostas e questionários, que há razoável consciência de que a quebra da regra ou da lei é desonesta. Almeida logra medir a fronteira entre o jeitinho e a corrupção. Para seus depoentes, é corrupção usar um cargo no governo para enriquecer, subornar um guarda, ser funcionário fantasma ou fazer uma gambiarra de energia elétrica. É jeitinho dar gorjetas a um garçom para ser melhor atendido num restaurante, usar de um cargo para ajudar um amigo a furar uma fila, valer-se de relações pessoais para conseguir pequenos benefícios, tais como acelerar a retirada de um documento de um órgão público. As situações de jeitinho, contudo, embora o autor não perceba, são encontradas com relativa freqüência em muitos países europeus. Não há, portanto, porque exacerbar a especificidade brasileira neste particular. Por outro lado, o apelo a uma relação pessoal, que o autor sublinha como herança patrimonial e tradicional, é cada vez mais exercitado na moderna sociedade de massas, como estratégia de fuga ao uniforme, do que os clubes exclusivos e os serviços personalizados dão bem conta. Esquecendo-se de se remeter a Sérgio Buarque de Holanda, o autor comprova que quem mora nas capitais tende a ser menos tolerante com a indistinção entre espaço público e privado. Esta tendência também valeria para os cidadãos mais jovens e para aqueles melhor inseridos na dinâmica da economia de mercado, indicando que a revolução cultural capaz de combater a cordialidade vem na esteira da industrialização e da urbanização. O autor consegue mapear por momento de inflexão geracional o início dos anos 1960, precisamente quando o Brasil começa a dar um salto de urbanização. Seus dados mostram haver uma percepção geral de que dá mais jeitinho quem tem mais estudos. A população menos escolarizada acredita que a elite lida melhor com os aspectos extralegais. Já a população com nível superior completo tende a ser mais tolerante com relação à prática do jeitinho. A pesquisa não explica se isto acontece porque estas pessoas sabem-se parte da elite e usufruem seus privilégios ou porque compreendem as injustiças do País e acham que o jeitinho é uma estratégia de sobrevivência dos mais pobres que pode ser tolerada. O dado, entretanto, serve para relativizar a conclusão central do próprio autor, pois indica que a escolarização, embora importante, por si só não é garantia da consolidação da impessoalidade. De qualquer modo, como sublinha o autor, solapando a regra universal, o jeitinho permite uma válvula de escape às relações hierárquicas, que, na prática, evita a implosão do sistema como um todo. É uma estratégia de sobrevivência e de acomodação, ao mesmo tempo que de reforço de uma face autoritária. Esforça-se o autor para provar o sentimento hierárquico da sociedade brasileira. Entretanto, muitas de suas conclusões são discutíveis. Dizer que os cidadãos mais idosos e os habitantes das zonas menos urbanizadas são mais conservadores em matéria de costumes, tolerando menos a independência feminina ou o homossexualismo, é uma platitude que se aplicaria provavelmente a todos os países. O autor conclui por um alto grau de intolerância, de um modo geral, dos brasileiros para com o homossexualismo masculino: entre 75% e 90% dos entrevistados, dependendo do grau de instrução, de superior completo a analfabetos, responderam contra a esta questão. Surpreendentemente, quando perguntados a respeito da opinião sobre todo o tipo de prática sexual voluntária, a porcentagem de contrários caiu para 15% e 61%, respectivamente. A pesquisa não consegue avaliar se, quando perguntados sobre o homossexualismo, muitos entrevistados entenderam tratar-se de suas próprias vidas, o que explicaria o elevado repúdio. Por outro lado, ela também não consegue medir a diferença entre homoerotismo e homoafetividade. Ora, há sinais muito evidentes de que no Brasil o homoerotismo pode estar presente em razoável intensidade mesmo entre aqueles que se declaram heterossexuais. Finalmente, o índice de tolerância às práticas sexuais consentidas é elevadíssimo para um país onde 97% dos habitantes declara acreditar em Deus, como indica pesquisa recente do Instituto DataFolha (Folha de São Paulo, 6 de maio de 2007). Ao tratar da fé, o autor não abre espaço para diferenciar fatalismo religioso de espiritualidade: quando 47% de seus entrevistados com escolaridade superior afirmam que “Deus decide o destino, mas as pessoas podem mudá-lo muito” contra 27% que acreditam não haver destino e 9% que acreditam que Deus decide tudo, o que parece estar sendo indicado é uma sociedade altamente espiritualizada, mas muito pouco exclusivista ou reducionista em sua fé. Com efeito, o forte espírito religioso do brasileiro não tem estimulado formas de intolerância. A convivência entre as crenças, salvo episódios isolados, costuma ser bastante pacífica. E embora o Parlamento e o Poder Público enfrentem alguma dificuldade para tratar de assuntos como a liberação do aborto e a instituição do casamento homossexual, em decorrência da pressão dos grupos religiosos, o estado brasileiro é laico. Por seu turno, a jurisprudência, notadamente nos Estados do Sul, já reconhece há vários anos o direito dos cônjuges de uniões homossexuais estáveis à herança e à pensão, bem como reconhece o direito de homossexuais à adoção de crianças órfãs, o que resta um tabu absoluto na Europa. A questão importante a reter aqui é como um país onde 97% da população se declara crente em Deus consegue produzir ciência, manter universidades de padrão internacional e modernizar-se tão rapidamente, como o fez ao longo do século XX? A resposta passa pela admissão de algo ainda a ser estudado: a cultura brasileira não apenas existe, como acreditava Roberto Foto: Divulgação Roberto DaMatta: sua tese é base para as novas constatações de Almeida DaMatta, como encontrou uma fórmula de convivência entre a razão e a fé. As teses de ensaístas neo-ateístas, como Christopher Hitchens e Luc Ferry, para os quais a religião a tudo envenena e em nada contribui para a liberdade do Homem, simplesmente não se colocam no Brasil, onde o que importa é a solução cotidiana de composição entre o universo sensorial e o plano da razão. Almeida constata que os brasileiros nutrem a percepção de viverem em um mundo onde existem zonas nebulosas nas quais o certo e o errado não estão claramente sinalizados, sendo definidos em função do contexto e das circunstâncias. Para ele, que sonha com o padrão dicotômico da realidade como o idealizado para o mundo anglo-saxão, reside aí prova de subdesenvolvimento. Penso o contrário. A crença inabalável na regra universal pode se revelar autoritária e intolerante. Talvez seja preferível que o certo e o errado possam compreender sua dimensão universal e racional, mas também uma dimensão de definição circunstancial. Como propõe François Jullien, precisamos nos engajar na construção de uma nova universalidade, fundamentada na diferença. E isto passa, creio, pela capacidade de ler o contexto. O espaço nebuloso do qual Almeida sente horror, é também o território da adaptação, da flexibilidade, da tolerância e da criatividade. O excesso de regulamentação do cotidiano pode não ser tão positivo. Em 2006, o Conservador-chefe do Departamento de Artes Gráficas do Museu do Louvre, Régis Michel, afirmou no Brasil que a regulamentação estatal na cultura produziu uma verdadeira crise de criatividade na França. Já o paraíso igualitário-impessoal damattiano-almeidiano, os Estados Unidos, promoveu uma bizarra confluência entre conservadorismo criacionista e politicamente correto para regular os costumes como em nenhum outro país ocidental. Hoje, as relações interpessoais são lá cada vez mais reguladas pela Justiça. O autor também conclui ser elevado o índice de brasileiros que defendem a intervenção estatal na economia. Mais uma vez, a proporção diminui na medida em que aumenta o grau de escolarização. A pesquisa não mede, entretanto, a confiança no empreendedorismo. Em relatório da Global Entrepreneurship Monitor de 2005, o Brasil figurou entre as nações onde mais se iniciaram empresas . Além disso, a pesquisa de Almeida não considera que em zonas menos urbanizadas o estado é visto como um anteparo benéfico ao arbítrio do poder privado local e como um instrumento assistencial contra a pobreza. Portanto, exagera o autor ao concluir pelo espírito patrimonial dos brasileiros que sonhariam com um estado paternalista. Almeida constata que quase ¾ de seus entrevistados afirmam não considerar que o que é público merece ser cuidado por todos. O déficit de cidadania no Brasil como desdobramento da histórica indistinção entre espaço público e privado tende a favorecer este alheamento do que é comunitário. Mas ele próprio reconhece o paradoxo de uma população que é simpática à intervenção do estado na economia, mas considera a eficiência do setor público inferior à iniciativa privada. Almeida conclui que o brasileiro é antiliberal e que deseja o estado mesmo reconhecendo que ele é ineficiente e mesmo não se sentindo parte do espaço público. O que a pesquisa pode aqui estar mediando é justamente a tensão entre empreendedorismo e liberdade, que emergiram com força nos anos 1990, e o efeito de sentido recorrente legado por séculos de tradição fortemente estatista e autoritária. Finalmente, Almeida pretende testemunhar a existência do racismo no Brasil. Mas o que realmente consegue é comprovar que os brasileiros associam a pobreza e a baixa escolaridade à cor parda. O que está, portanto, na base é o preconceito de classe. Almeida é mais feliz em quantificar a ideologia do branqueamento, que consiste no motor da mestiçagem brasileira. O fenômeno foi bem descrito por Thomas Skidmore. É bastante presente na literatura brasileira. Mas não pode, de forma alguma, ser reduzido ao tipo de racismo vigente nos Estados Unidos. Enfim, a obra de Alberto Carlos Almeida propôs uma metodologia criativa para renovar e revalidar as teses de DaMatta. Apresentou a expansão da educação como porta de saída para o seu diagnóstico labiríntico. O irônico é que, ao fazê-lo, Almeida contradiz o fulcro da teoria damattiana, fugindo do mecanicismo estruturalista e aproximando-se implicitamente das teses de outros intérpretes do Brasil, como Sérgio Buarque de Holanda, Vitor Nunes Leal e, mesmo, Gilberto Freyre. Mas ao dialogar de forma precária com a historiografia brasileira e ao insistir no cotejo com um idealizado processo histórico norte-americano, Almeida chegou freqüentemente a conclusões que transitaram do lugar comum a um reducionismo dicotômico, de forma a escapar-lhe a singularidade da cultura brasileira na contemporaneidade. Neste particular, Almeida investe preponderantemente em uma fração do modelo estrutural de DaMatta, deixando de explorar a face mais criativa do autor, quando este exalta a especificidade da cultura brasileira e seus componentes de adaptabilidade, de criatividade e de produção de mecanismos inclusivos. Assim, em que pese a novidade do método e alguns esboços eficazes, como a matização das fronteiras entre o jeitinho e a corrupção, o livro de Almeida, a mais atual visita ao universo damattiano, no geral, frustra. A obra de Roberto DaMatta ainda está a espera de uma atualização capaz de proporcionar o seu aproveitamento crítico na contemporaneidade.

Por Revista Cult

 
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Publicado por em 28/09/2009 em Uncategorized

 

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Tweens brasileiros

A Turner, dona dos canais Cartoon Network, Boomerang e TNT, entre outros, aproveitou a 4a ediçao do seu estudo ‘Kids Experts’ para dar um mergulho na vida dos pré-adolescentes brasileiros – aquela garotada que já saiu da infância mas ainda nao chegou a plenitude da adolescência. Em nosso país, essa turma na faixa dos 8 aos 14 anos representa 8% da populaçao, segundo dados do IBGE.

A pesquisa, apresentada ontem a imprensa em SP, confirmou que os amigos sao mesmo parte essencial da vida desse pessoal. As principais tribos identificadas pela pesquisa sao a dos esportistas, a dos bagunceiros, (que arrumam confusao e tiram notas baixas para chamar a atençao), a das patricinhas, os ‘nerds’, que só pensam em estudar e muitas vezes sao alvo de preconceito por parte dos colegas, os ‘emos’ (jovens sentimentais, sensíveis e geralmente tristes) e os populares – que é onde quase todos querem chegar.

Os populares sao convidados para todas as festas, nunca ficam sozinhos e sao aqueles com quem todos e todas querem ‘ficar’. Curiosos sao os 6 passos que um pré-adolescente brasileiro precisa dar para se tornar ‘popular’ – tem que ser bonito, chamar a atençao na classe, usar roupas de marca, ter vida social intensa, ser bom em esportes e ter dinheiro para comprar as coisas mais legais. Os amigos servem nao apenas para fazer companhia e escutar os problemas, mas também para compartilhar programas, como festas, ida ao boliche, restaurantes e shoppings. Nada menos que 65% dos nossos pré-adolescentes nao têm namorados nem querem ter um agora. Mas 20% estao a procura de um ‘alguém’ e 12% estao namorando. Vale dizer que a partir dos 11 anos ‘ficar’ (beijar sem compromisso) torna-se algo comum para essa turminha.

Para terminar, seja qual for a tribo desses jovens, estar na moda é quase que obrigatório. Cerca de 90% dos entrevistados consideram que andam na moda e isso significa consumir marcas de prestígio, principalmente as esportivas, como Adidas e Nike. As lojas de departamento, como a C&A, também foram citadas como lugares onde eles podem comprar roupas da moda por preços acessíveis. Os eletrônicos sao também elementos que agregam status. Aliás, tanto para meninos quanto para meninas, o objeto com o qual nao podem sair de casa sao os celulares.

A multitarefa, utilizar mais de uma ferramenta e executar mais de uma atividade ao mesmo tempo, é “uma realidade incontestável na vida da criança”, diz a pesquisa Kids Experts 2008, realizada pelo Cartoon Network. Anualmente o canal investiga o comportamento infantil e este ano o foco foi no uso de tecnologia e aparelhos eletrônicos. Segundo o estudo, analisando a questao da multitarefa, uma criança de 9 anos ainda nao usa varias ferramentas ao mesmo tempo, mas adquire essa habilidade com rapidez. Aos 14, está apta a interagir com todos os meios ativamente e de maneira auto-suficiente. Veja abaixo alguns resultados da pesquisa, divulgados hoje pelo Cartoon –

– Crianças entre 6 e 8 anos usam a tecnologia de forma mais passiva, com foco no entretenimento, fazendo atividades que não exijam a divisão da atenção;

– Entre 9 e 11 anos começa a existir maior interação, com busca também por informação. É quando acontece o pico da utilizaçao dos videogames pelos meninos;

– A partir dos 12 anos, a comunicação também passa a ser elemento primordial, com a criança dominando totalmente as ferramentas. Nesta fase, elas conseguem executar até 8 combinações diferentes entre tecnologias;

– A TV é o primeiro aparelho com o qual as crianças têm contato e está presente durante toda a infância, mas a música em aparelhos como rádio e MP3 players surge logo depois e ocupa espaço permanente;

– O computador cresce em influência a partir dos 9 anos e se transforma justamente no equipamento mais usado em combinação com outros, registrando presença em 57,5% das combinações entre meios;

– O celular é o equipamento que mais demora a ser incorporado, já que seu uso regular aparece entre os 9 ou 10 anos. O estudo sinaliza ainda que o celular pode cada vez mais assumir um papel importante como integrador de todas as tecnologias.

A pesquisa Kids Experts 2008, do Cartoon Network, diz ainda que há uma nítida diferença de hábitos entre meninos e meninas em relação ao uso de tecnologia. Elas sao mais multitarefa que os meninos – 79% das garotas declararam fazer alguma outra coisa ao mesmo tempo em que acessam um site, enquanto isso acontece com 70% dos garotos. Elas fazem uso da tecnologia com mais foco em comunicaçao, eles preferem o entretenimento. Veja mais resultados do estudo –

– Mais de 70% das meninas pesquisadas usam programas de comunicação instantânea, sendo que 46% das meninas utilizam o MSN todos os dias e 22% passam de 1 a 2 horas conversando por meio do software;

– Nas comunidades online (Orkut, Facebook, MySpace), as meninas dominam. 66% delas são membros, mantendo uma média de 80 contatos;

– Nas redes sociais, as crianças têm em média 23 amigos que não moram na mesma cidade. 73% dizem que a maioria dos que estão suas listas de amigos sao conhecidos ‘ao vivo’;

– 23% das meninas têm blog, fotolog ou videolog;

– 75% dos meninos têm videogame. O Playstation é o console favorito;

– Os games multiplayer online também são uma febre – 65% dos meninos disseram ter experimentado esta modalidade pelo menos uma vez;

– Meninos e meninas têm em comum o fato de que entram em contato com o mundo digital cedo. 77% das crianças entre 7 e 9 anos acessaram um site de comunidade online pela 1a vez quando tinham entre 5 e 8 anos;

– 2 em de cada 5 crianças pesquisadas já trocaram com amigos algum conteúdo de mídia na web (música, vídeo, fotos);

– 1 em cada 5 crianças já publicou algum vídeo no YouTube.

Por Luiz Marinho

 
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Publicado por em 28/09/2009 em Uncategorized

 

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Sociedade em rede

 
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Publicado por em 26/09/2009 em Uncategorized

 

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Sociedade de consumo

 
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Publicado por em 26/09/2009 em Uncategorized

 

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Rede social – como enfrentar as principais questões que ainda impede de ter uma estratégia

As empresas ainda têm medo de se engajar nas redes sociais, apresentando justificativas como a de que elas fazem os funcionários perder tempo e que as pessoas que odeiam as marcas delas poderão causar danos. O estrategista de marketing e palestrante B. L. Ochman apresenta os seis medos das empresas com redes sociais e explica como elas podem vencê-lo.

Os empregados perderão tempo com redes sociais:

Muitas empresas grandes bloqueiam o acesso de seus empregados à internet. Outras tentam bloquear e-mails pessoais ou redes sociais como Facebook.

Em maio de 2009, de acordo com a eMarketer, existiam 29 milhões de smartphones nos Estados Unidos. Trata-se de muito acesso de internet disponível para trabalhadores em qualquer lugar, e os empregadores não os podem impedir de acessar internet em intervalos, almoço, no banheiro.

O valor para os trabalhadores de ter acesso à internet, em termos de pesquisa, comunicação e velocidade, é muito maior do que a ameaça de perda de produtividade. As empresas têm o direito de fazer políticas sobre uso pessoal da internet, mas bloqueá-la durante o trabalho é tolice.

Os “odiadores” irão causar dano à marca:

“E se as pessoas começarem a dizer coisas ruins sobre nossas marcas?”, é a primeira pergunta que respondo em workshops. Bem, talvez haja coisas que você precise mudar em sua marca e, neste caso, você deve agradecer a essas pessoas por deixá-lo saber quem elas são. A partir daí, você pode fazer as mudanças.

Se você construir uma comunidade online, ela incluirá pessoas que não te odeiam, e a comunidade irá crescer em sua defesa e ela própria irá cuidar dos problemas para você.

Perderemos o controle da marca:

Ouça bem: cada pessoa com um computador e um pouco de habilidade tem as ferramentas para fazerem suas opiniões sobre sua marca serem ouvidas por outras pessoas. Elas já estão falando sobre você. O controle da mensagem é uma ilusão, desista.

Seus funcionários estão falando sobre você no Facebook, em grupos fechados desenhados para deixá-lo fora, para que possam falar sobre você em paz. Seus clientes estão enviando e-mails, usando Twitter e Facebook e ligando para amigos para falar da experiência com sua marca. Você não tem controle. Você deve entrar na conversa, ao menos você poderá influenciar o que está sendo dito.

Redes sociais demandam dinheiro:

Embora muitas ferramentas de redes sociais sejam gratuitas, saber usá-las demanda experiência e boa perspectiva. O amigo do colégio do chefe não pode integrar rede social no marketing da empresa. É necessário experiência e perspectiva. E ter uma reputação online boa ajuda também.

Como existem carpinteiros que podem construir uma estante e outros carpinteiros mestres que podem criar objetos de beleza genuína e duradoura, há milhares de gurus de redes sociais que jamais trabalharam para um cliente real. Contrate-os, mas por sua conta e risco.

Geoff Livingston afirmou corretamente em um post recente: “Reportar o que você vê na internet não é igual a saber fazer. E nem transforma alguém em conselheiro”.

Estamos com medo de processos jurídicos:

Essa não. Próxima por favor!

Temos medo de estar revelando segredos corporativos que possam afetar o valor de nossas ações:

Se você não tem uma política de rede social, precisa criar uma. Se você não confia em seus empregados como pessoas para falar com os consumidores, ou para representar a marca, você precisa então rever suas práticas de contratação e de treinamento.

Do Advertising Age.

 
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Publicado por em 26/09/2009 em Uncategorized

 

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