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Arquivo diário: 07/10/2009

Marca – Os Beatles, acabaram há 40 anos. Mas sua marca continua sendo uma das mais poderosas do mundo

Num ano marcado pela morte de Michael Jackson, em que as melhores esperanças da combalida indústria fonográfica estavam depositadas na enorme procura por seus álbuns e coletâneas, os Beatles surgem para bater todos os recordes de vendas de CDs. Sim, 40 anos após seu término, a banda formada por Paul, John, George e Ringo, os quatro garotos de Liverpool, mostra que continua a ser uma das marcas mais poderosas do planeta. O nome Beatles e tudo o que ele representa — rebeldia, revolução, qualidade e inovação — ainda hipnotiza a geração de filhos e netos de seus primeiros fãs.

Em meados de setembro, a banda chegou ao topo da lista dos álbuns mais vendidos da revista americana Billboard, principal indicador de vendas de discos nos Estados Unidos e termômetro da indústria fonográfica mundial. O lançamento dos 14 álbuns dos Beatles em versão remasterizada, a cargo da EMI, detentora dos direitos, levou milhões de consumidores às lojas. Em cinco dias, 2,3 milhões de cópias de CDs simplesmente desapareceram das prateleiras. A procura fez com que os Beatles tivessem cinco entre os dez álbuns mais vendidos do ranking geral da Billboard, batendo a marca do próprio Michael Jackson (que tem três discos entre os dez mais vendidos do ano) e de estrelas populares, como o rapper Jay-Z e a cantora Beyoncé. Simultaneamente ao lançamento dos CDs, a emissora MTV e a distribuidora Viacom lançaram o Beatles Rock Band, videogame adaptável a vários tipos de console, que, em apenas uma semana, entrou para o grupo dos cincos jogos mais vendidos nos Estados Unidos, na Europa e no Japão. A expectativa é que sejam vendidos 5 milhões de cópias do game até o fim do ano. “Ninguém ignora que os Beatles são provavelmente a marca musical mais forte que já houve, mas a capacidade de renovar seu apelo comercial sempre surpreende”, diz Luiz Garcia, gerente de marketing estratégico da EMI Brasil, responsável pela distribuição dos álbuns da banda no país.

Quase ninguém discorda de que há um abismo de qualidade entre a produção musical dos Beatles e do rapper Jay-Z, mas não é só isso que faz de John Lennon, Paul McCartney, Ringo Starr e George Harrison ícones da música até hoje. Há muito marketing — bom marketing — por trás da marca Beatles. Uma das táticas para preservar sua mística é manter longos hiatos entre cada leva de lançamentos de produtos que recebem a grife. Desde que os quatro músicos se separaram, em 1970, houve apenas quatro grandes “ondas”. Em 1987, lançaram seus álbuns em CD — depois que as outras grandes bandas, como Rolling Stones e Pink Floyd, já haviam feito a digitalização de suas músicas. O segundo grande lançamento só veio em 1995. Batizado de Anthology, o projeto reuniu os ex-integrantes Paul McCartney, Ringo Starr e George Harrison para a gravação de três álbuns com músicas inéditas deixadas por John Lennon, assassinado 15 anos antes. Em 2000, lançaram o álbum Beatles 1, a primeira coletânea de grandes sucessos do grupo. A procura foi tão grande que o CD entrou para o Guinness Book como o álbum que vendeu mais cópias no menor espaço de tempo em toda a história: 13,5 milhões de cópias no primeiro mês. “Esse é o tempo do amadurecimento de uma geração”, diz Alejandro Pinedo, diretor-geral da consultoria Interbrand no Brasil. Para Pinedo, trata-se de uma estratégia semelhante à adotada pela Disney na exploração comercial de seus clássicos. A empresa criada por Walt Disney costuma dar um intervalo de sete anos entre os lançamentos de novas versões de desenhos como Cinderela ou Branca de Neve. Na prática, ao programar esses intervalos, os Beatles conseguem renovar constantemente sua legião de fãs. Uma pesquisa feita nos Estados Unidos e divulgada em agosto pelo Pew Research Institute, especializado em comportamento, mostrou que os Beatles estão entre as quatro bandas favoritas por gente de todas as faixas etárias. A pesquisa também constatou que os Beatles estão em segundo lugar entre os astros pop mais admirados por jovens de 16 a 25 anos, logo atrás de Michael Jackson.

Além de estratégica, a demora para levar novos produtos ao mercado tem uma explicação, digamos, menos nobre. Segundo o americano Bill Stainton, autor do livro 5 Best Decisions the Beatles Ever Made (“As cinco melhores escolhas que os Beatles fizeram”, numa tradução livre), sobre o modelo de negócios da banda, a complexa rede de autorizações necessárias para o fechamento de cada contrato é outro fator que define a velocidade dos lançamentos. Além dos ex-Beatles e de seus herdeiros, executivos da Sony/ATV (dona do catálogo com as músicas da banda) e da EMI (que detém o direito de distribuição dos álbuns) precisam avaliar cada proposta. “É muita gente para entrar em acordo”, diz Stainton. Para que as decisões desse grupo sejam respeitadas, foi preciso criar uma rede de proteção com severas restrições ao uso da marca e uma afiada equipe de advogados. Os ex-Beatles vivos, Paul McCartney e Ringo Starr, e as viúvas Olívia Harrison (de George Harrison) e Yoko Ono (de John Lennon) não permitem a inclusão de músicas da banda em coletâneas com outros artistas, e a marca não pode ser vinculada a campanhas comerciais de produtos que não os dos próprios Beatles. Também são vetadas promoções com os discos da banda — até hoje eles são vendidos com preços de álbuns novos.

Essas restrições já renderam aos representantes dos Beatles longas batalhas judiciais contra empresas como Nike e Apple. Em 1987, a Nike foi processada pela banda por utilizar a música Revolution num comercial de TV. Os ex-integrantes da banda não haviam sido consultados e cobraram 15 milhões de dólares na Justiça. O comercial saiu do ar e chegou-se a um acordo (o valor jamais foi revelado). Com a empresa de Steve Jobs a pendenga foi mais longa e muito mais cara. O motivo era o nome Apple, que batizava a empresa criada por Jobs em 1976 e também a empresa dos Beatles, fundada oito anos antes, a Apple Corps. Depois de 25 anos de briga, o caso foi resolvido — de acordo com o noticiário da época, Jobs teve de desembolsar mais de 500 milhões de dólares.

A próxima “invasão” do quarteto de Liverpool deve coincidir com os Jogos Olímpicos de Londres, em 2012, quando os Beatles vão ser explorados como um dos símbolos do país. A Disney já anunciou que vai recriar o filme Yellow Submarine, um desenho animado estrelado pelos quatro músicos em 1968, para lançá-lo em versão 3D no ano dos Jogos. O cineasta americano Martin Scorsese também trabalha numa biografia de George Harrison, que morreu de câncer em 2001. Os ex-integrantes da banda sabem que eles mesmos ainda têm muito material para explorar quando quiserem. Há centenas de horas de gravações que nunca foram divulgadas e Paul McCartney já afirmou que gostaria de lançar em breve uma faixa gravada em 1995 com os demais integrantes da banda. Quarenta anos após seu fim, os magistrais Beatles continuam a ser referência — na arte e nos negócios.

Por Exame

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Informática e Eleições

depois de intensa articulação nos bastidores e ministros disso e daquilo chamados às pressas, o presidente da república sancionou, sem vetos importantes, a nova lei eleitoral. dois temas principais da reforma, do ponto de vista de informática, vão mudar o estado das coisas, talvez de vez.

imageprimeiro, ao contrário do que queriam os defensores da suposta segurança das atuais urnas eletrônicas, o voto vai ser auditado: uma porcentagem das urnas terá o voto impresso para posterior conferência. isso vai aumentar a transparência do processo de votação, senão do sistema eleitoral.

o sistema eleitoral brasileiro tem um problema radical, a concentração de poderes e execução do processo em uma única instituição, o TSE, que define a política, o processo, executa a eleição, dirime dúvidas e, do primeiro ao último caso, é o tribunal de si mesmo.

este blog fez uma longa série de considerações sobre o processo eleitoral antes das últimas eleições, em agosto e setembro de 2008, que você pode ver [pela ordem] aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.

deixando o sistema eleitoral, como um todo, para lá [e por enquanto], começar a auditar as urnas pode ser parte do processo de mudança, da mesma forma que liberar a web, segunda parte da reforma no que diz respeito à informática, redefine o campo e parte das regras do jogo eleitoral.

isso porque revogamos parte do bisonho regulamento onde os candidatos só podiam usar, nas campanhas, o domínio “.can.br”, e onde a rede era tratada como se fosse, simplesmente, um amontoado de jornais eletrônicos. do jeito que ficou, candidatos e seus apoiadores [e opositores] podem usar do twitter ao facebook, do jeito que quiserem e até quando quiserem, para propagar seus planos e projetos. isso é muito bom.

mas o efeito desta “abertura” do processo eleitoral na web é bem menor do que poderia ser, porque apenas uma parcela do país está na rede, e em sua maior parte [acho eu] aquela que não será muito afetada pelos argumentos de um ou outro lado da política [se é que a política brasileira tem lados e não só interesses].

mas é claro que as novas regras para a rede, na próxima campanha, vão aumentar a transparência das eleições brasileiras. vamos todos poder dizer o que pensamos e queremos de candidatos, nossos e dos outros. haverá um aumento significativo do espaço e tempo ocupado por política na web. mas a mudança verdadeira não será na eleição que vem, e sim à medida em que muito mais gente, de todas as classes e lugares, se tornar cidadão de primeira classe, na rede.

pra isso, precisamos de mais e melhor rede, em todos os recantos do país, e este é um problema político, como sempre. assim como educação: estamos cansados de saber quais são os problemas essenciais do processo e sistema educacionais do país. por que, então, ainda não temos soluções verdadeiramente nacionais? por que ainda não temos nem o equivalente de um SUS para educação? será que interessa, para algum [ou muitos] grupo[s] manter uma grande maioria da população na ignorância?…

as respostas a estes ingênuos dilemas são conhecidas. quanto mais ignorantes, mais manipuláveis os indivíduos. quanto mais desinformados, menos educadas, mais ignorantes as pessoas. quanto mais fora da rede, quanto mais isoladas dos grandes fluxos nacionais e mundiais de conhecimento, das redes sociais de todos os tipos que são, o tempo todo, habilitadas pela internet, mais as pessoas estão sujeitas ao cabresto político que toma conta de boa parte do brasil, desde sempre.

a verdadeira eleição em rede só vai rolar quando quase cada um for capaz de, na mais ampla rede possível, discutir, sem preconceitos e ofensas, as propostas de todos os lados da eleição, refletindo e sintetizando premissas, princípios, valores, políticas, estratégias, ações, resultados e possíveis consequências das opções de representação democrática.

a maior contribuição da informática para as eleições, que se inicia de forma histórica, no brasil, na próxima eleição, é aumentar a transparência do processo eleitoral. tanto antes, na discussão na web, quanto durante, na auditoria da urna. é um grande passo.

mas ainda falta muito. a falta de transparência é o maior problema de lugares pouco civilizados como o nosso. a opacidade dos sistemas [que tal “atos secretos”?…], processos e instituições permite, o tempo todo, que indivíduos e instituições se apossem do bem público, das coisas públicas, quando não do imaginário público, em benefício único de suas obscuras causas, metas e, por que não dizer, profundos bolsos.

precisamos incluir o ESTADO inteiro, aquele com “E” maiúsculo, de forma transparente, na rede. do processo eleitoral às decisões [e razões] dos tribunais. quando isso começar de fato a acontecer, os representantes do povo, que hoje são quase donos do povo, serão apenas… representantes do povo, mediadores da discussão e decisão democráticas. em qualquer poder. como nunca deveriam ter deixado de ser.

vai demorar. mas vai acontecer. quando chegarmos lá, daqui a muitas décadas, nossos tempos serão lembrados como uma espécie de idade média [moderna]. e as eleições “em rede”, começando pela de barack hussein obama II, serão comparadas a uma espécie de prensa de gutenberg da democracia. espere. e verá.

Por Terra Magazine/ Silvio Meira

 
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Importância econômica das midias sociais

uma das práticas que mais divide a opinião dos blogueiros [e tuiteiros, e membros de redes sociais…] é a de receber [dinheiro, produtos, serviços] para escrever sobre empresas, marcas, casos de sucesso, produtos e serviços. no jornalismo, tal prática sempre existiu e sempre foi condenada; os praticantes eram –e são- vulgarmente chamados de “penas-de-aluguel”, que é o mesmo que ser lançado ao fogo do inferno das redações em plena vida. não queira nem pensar o que é ser apontado como tal. a regulação deste [digamos assim] mercado de influências, interesses e remuneração sempre foi interna: as melhores redações nunca deixaram a coisa passar dos limites; e os limites eram [por exemplo] receber uma passagem de uma empresa para ir a um evento e aparecer, no topo da matéria, que a “reportagem viajou a convite de…”. daí pra frente, se descoberto, o pena-de-aluguel ia pra rua. propaganda tinha seu lugar e não era dentro do texto noticioso. ou pelo menos a gente sempre acreditou nisso. claro que há redações [como é relatado neste caso aqui] que, in totum, não têm limites. para um público leitor com um mínimo de inteligência e senso, no entanto, elas perdem a credibilidade rapidamente e têm, como destino, a lata de lixo da história. no caso dos blogs [e twitter, e redes sociais], não há uma redação na maioria dos casos. aqui no terraMagazine, por acaso, há: bob fernandes toca a operação, mas não intervém no que seus “blogueiros” fazem, pensam, dizem ou como escrevem [como este aqui, em minúsculas, veja aqui porque]… o que é uma permanente fonte de irritação para uma certa classe de leitores. mas o fato é que a mídia social é cada vez mais importante. há blogs com audiência maior do que portais e jornais; redes sociais nos primeiros lugares de atenção e uso em todos os países; e coisas muito novas, como twitter, se transformando em fonte de informação essencial para uma ampla gama de pessoas. o impacto das mídias sociais no mercado, nos negócios, o efeito nas comunidades já é importante a ponto da FTC [federal trade comission, o CADE dos EUA] ter decidido que vai multar blogueiros que escrevem “a soldo” em até US$16.000, caso não fique explícito, no texto para o qual estão sendo remunerados, as conexões materiais com o produto [serviço, etc.] do qual estão falando. ou seja, há que se diferenciar, mesmo num blog, o que é opinião isenta do autor e o que é paga, seja lá como for, por um anunciante. estes, aliás, estão sujeitos a multa, também, caso tentem se esconder por trás, por exemplo, de um blogueiro…

claro que as regras vão ser muito difíceis de aplicar. mas, na internet, que regra de uso é fácil de implementar? do ponto de vista mais amplo, as recomendações da FTC não são novas, mas uma modificação da regulação das interações entre anunciantes e o público que, revisadas pela última vez em 1980, ficaram quase trinta anos esperando que alguma coisa nova desse as caras. a novidade, como se vê, são as mídias sociais. mais hora, menos hora, vamos ter que pensar em algo parecido para o espaço midiático [virtual] nacional, que anda bem confuso aqui e ali, vez por outra…

quase pra terminar, taí o contexto usado pela FTC para enquadrar a mídia social americana:

The recent creation of consumer-generated media means that in many instances, endorsements are now disseminated by the endorser, rather than by the sponsoring advertiser. In these contexts, the Commission believes that the endorser is the party primarily responsible for disclosing material connections with the advertiser. However, advertisers who sponsor these endorsers (either by providing free products – directly or through a middleman – or otherwise) in order to generate positive word of mouth and spur sales should establish procedures to advise endorsers that they should make the necessary disclosures and to monitor the conduct of those endorsers.

a recomendação, como se vê, é simples e óbvia. faz parte do bom senso que deve regular a vida de anunciantes, veículos e mercado, em qualquer lugar e ambiente, dos jornais do séc. XIX à última geração de redes sociais.

Por Terra Magazine/ Silvio Meira

 
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Hábitos de consumo de mídia na era da convergência

O Ibope Mídia aproveita a edição 2009 do MaxiMídia para apresentar a pesquisa “Conectmídia – hábitos de consumo de mídia na era da convergência” . Segundo Juliana Sawaia, gerente de marketing do Ibope Mídia, o objetivo do estudo é propor uma reflexão sobre os processos de convergência, de como entender esses processos e maneiras de se comunicar. Os resultados da pesquisa revelam que 81% das pessoas se preocupam muito mais com a qualidade da informação do que com os lugares em que elas estão sendo veiculadas, o que diminui a importância das plataformas, passando a colocar o conteúdo como protagonista desse processo. Essa preocupação com a importância da informação é justificada pela grande quantidade de material disponível, o que acaba pressionando as pessoas a terem acesso a todos esse material, 53% dos entrevistados revelaram sentir essa pressão. Quando se considera somente o público feminino, esse percentual sobre para 56%. Com todo esse turbilhão de coisas para absorver ao mesmo tempo, as pessoas são obrigadas a fazer escolhas e acabam indo atrás do conteúdo que mais lhe interessam e estão relacionados com o seu cotidiano, o que faz com elas deixem de atuar como meros espectadores e se transformam em colaboradores. Outra característica importante revelada por Sawaia é que o consumo midiático não é predatório, as pessoas inserem outros meios, sem abrir dos que anteriores. O que faz a diferença nesse processo é ter uma boa plataforma 360°, é saber como se comunicar bem como esse público, bem informado. O estudo mostra que a maioria da população, 82%, prefere acessar um meio de cada vez, mas quanto aos jovens a convergência é algo inevitável, acessando a web ao mesmo tempo que a TV e rádio. Outro dado interessante é que ao todo 30% das pessoas são a favor da publicidade no celular, sendo que esse número cresce para 45% quando os entrevistados são os jovens entre 18 e 24 anos. A falta de tempo também é uma preocupação latente para 46% dos paulistanos quando questionados sobre os recursos que acreditam que serão escassos em 2020, além de citar os recursos naturais (81%), saúde (65%) e trabalho (56%). Essa preocupação acaba fazendo com que cresça a busca pela individualidade.

Por MMonline

 
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