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Arquivo diário: 09/10/2009

Contribuição social da embalagem

A embalagem moderna é resultado de um sistema que envolve materiais, tecnologia, processos, equipamentos, design, marketing, logística e comunicação. Seu objetivo é embalar o produto protegendo-o para que ele possa durar, ser transportado, exposto e comercializado chegando até o consumidor em perfeitas condições de consumo.

Para cumprir seu objetivo, a embalagem recebe o aporte qualificado de vários especialistas que são responsáveis pelas atividades multidisciplinares que ela demanda ao longo de sua existência. Técnicos, engenheiros, designers, profissionais de marketing, especialistas em comportamento do consumidor entre outros, contribuem para o resultado final da embalagem que encontramos no mercado.

Esta visão é importante para compreendermos um pouco a complexidade de uma atividade que movimenta mais de US$ 500 bilhões anualmente no mundo todo impulsionada por uma indústria avançada que processa o vidro, a celulose, os plásticos, o aço, o alumínio e outros materiais para produzir mais de 10 mil itens e componentes diferentes que formam as embalagens. No Brasil, só no ano passado, este setor movimentou 36,6 bilhões de reais, gerando cerca de 150 mil empregos diretos e mais de meio milhão indiretos.

Esta indústria alimenta as linhas de produção e envase nos fabricantes dos produtos que por sua vez abastecem o comércio varejista, os supermercados, e lojas de diversos tipos como farmácias, padarias, armazéns, bares e lanchonetes. Por traz desta operação existe uma cadeia logística de distribuição que entrega os produtos nos mais distantes pontos do país para atender os consumidores das pequenas e grandes cidades.

A embalagem existe para atender as necessidades e anseios da sociedade e tem acompanhado sua evolução provendo soluções compatíveis com o estágio de desenvolvimento em que ela se encontra. As grandes contribuições da embalagem se relacionam com a saúde e alimentação, pois cerca de 62% de todas as embalagens produzidas se destinam a embalar alimentos e bebidas e outros 13% se destinam a embalar medicamentos, vacinas e similares.Não é possível vacinar uma criança ou medicar uma pessoa doente sem a contribuição da embalagem.

Um estudo recente do Europen mostrou que a falta ou a deficiência de embalagem resulta na perda de quase metade dos alimentos produzidos nos países pobres. No Brasil, calcula-se que mais de 20% dos alimentos produzidos no campo não consegue chegar a mesa dos brasileiros. Esta equação trágica atinge as populações mais pobres do mundo todo, pois quanto menos embalagem se utiliza, mais alimentos são perdidos. Ela é decisiva para evitar o desperdício de alimentos.

A embalagem tem, portanto, uma importante contribuição social inclusive depois de utilizada, pois a reciclagem de embalagem no Brasil emprega mais de 500 mil pessoas que tiram desta atividade o seu sustento. Mas nada disso é lembrado ou mencionado na grande parte do que lemos ou assistimos a respeito deste tema, pois a embalagem aparece sempre mostrada, na melhor das hipóteses como um mal necessário e, na pior, como um grande inimigo do meio ambiente.

O marketing é uma batalha de percepção e a percepção que se criou é extremamente negativa a embalagem. Esta percepção tem levado o setor a sofrer constantes ameaças e sanções de todo tipo, pois muitos se sentem tentados a obter o aplauso fácil atacando a embalagem, seus fabricantes e as empresas que as utilizam.

Todos os setores da economia estão sujeitos às leis do marketing e tanto as indústrias que produzem as embalagens como as que as utilizam para embalar seus produtos precisam se conscientizar que esta situação lhes trará grandes prejuízos e transtornos a médio e longo prazo se não começar desde já a ser revertida.

Estamos avançando no século XXI e de uma coisa podemos ter certeza: “a embalagem existe para atender as necessidades e anseios da sociedade” e com ela continuará evoluindo, pois a população mundial continua a crescer, o tempo médio de vida das pessoas está aumentando, elas estão vivendo cada vez mais em grandes cidades e demandando mais embalagens. Sabemos, portanto, que no futuro haverá mais embalagens.

Elas precisarão ser geridas com maior responsabilidade ambiental, sendo recicladas e contribuindo com esta atividade para gerar mais trabalho, valor e renda, evitando que sejam dispostas de forma inadequada no meio ambiente. Este cenário nos indica um futuro promissor para esta atividade tão importante para a sociedade humana desde que seus agentes se conscientizem que precisam além de atuar de forma mais efetiva para reduzir seus impactos ambientais, mudar o discurso e passar a fazer o marketing da contribuição social que a embalagem tem.

 Fonte: Mundo do Marketing/ Por Fabio Mestriner (coordenador do Núcleo de Estudos da Embalagem da ESPM, Coordenador do Comitê de Estudos Estratégicos da ABRE

Por HSM Global

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Melhoria econômica impulsiona número de casais sem filhos

Mais dois milhões de casais do país não têm filhos, embora marido e mulher trabalhem e tenham condições de sustentar uma criança, segundo a Síntese de Indicadores Sociais (SIS), divulgada nesta sexta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os dados apontam que entre 1998 e 2008, esse tipo de combinação aumentou de 3,2 para 5,3% dos quase 40 milhões de casais nacionais.

Na região Sudeste, a mais rica do Brasil, a proporção de casais sem filhos e empregados é maior do que a brasileira: houve avanço de 3,6% em 1998 para 6,2% em 2008. No Nordeste, os níveis praticamente dobraram, saltando de 2,1% dos casais há 11 anos para 3,8% até 2008.

Parte da explicação do resultado está na análise da proporção de mulheres ocupadas no período do levantamento. A presença feminina no mercado de trabalho saltou de 42% para 47,2%, o que as desestimula a terem filhos até que se satisfaçam profissionalmente.  Em todas as regiões do país, o grupo dos casados e sem filhos supera os 40% do total na faixa entre 25 e 34 anos de idade.

Cai número de jovens
Outro reflexo da decisão dos casais de terem filhos mais tarde é a redução das populações mais jovens. O número de pessoas com menos de um ano de idade despencou 27,8% nos 10 anos de intervalo pesquisados pelo IBGE, que considerou os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD).

De acordo com o levantamento, a quantidade de bebês no Brasil caiu de 1,8% da população total em 1998 para 1,3% no ano passado. Entre os habitantes da região Sudeste, essa proporção é ainda menor: agora é de 1,2% do total. A maior participação dos bebês na população geral fica no Norte, com 1,8% até 2008.

A mesma queda foi observada no número de crianças e adolescentes de até 14 anos de idade. Em 1998, eles eram 30% da população total e agora são 24,7%. “A redução da população de crianças e jovens e o consequente aumento da população adulta e idosa está associada à queda continuada dos níveis de fecundidade e ao aumento da esperança de vida”, afirma o texto divulgado pelo instituto.

A proporção de idosos subiu de 8,8% para 11,1% entre 1998 e 2008, diz o IBGE.

Por UOL Notícias

 
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Mulheres chefiam mais de um terço das famílias brasileiras

O aumento da presença feminina no mercado de trabalho impulsionou as mulheres à chefia de mais de um terço das famílias brasileiras até 2008, indicou um estudo divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (9). De acordo com a Síntese de Indicadores Sociais (SIS), esse número subiu de 25,9% há 11 anos para 34,9% no ano passado. Mesmo quando há um homem presente, 9,1% das mulheres são consideradas a pessoa de referência da casa, contra 2,4% delas em 2008, apontou o levantamento feito com base em informações da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad). Os dados levam em consideração apenas a opinião dos próprios membros da família. “Esses dados podem estar revelando aspectos importantes para a análise das transformações que vêm ocorrendo de forma substancial no contexto das relações familiares e de gênero, na maioria das sociedades atuais”, diz o texto divulgado pelo IBGE.

“Entretanto, é necessário investigar os motivos pelos quais a escolha da pessoa de referência é feita, para se obter subsídios e compreender melhor o significado dos papéis exercidos pelos membros que compõem as famílias no Brasil.” A situação financeira, indica a pesquisa, é determinante compreender isso, aponta o instituto.

Ainda donas de casa
A participação das mulheres no mercado de trabalho brasileiro saltou de 42 para 47,2% entre 1998 e 2008 – que não significa, entretanto, que elas tenham se livrado das tarefas domésticas.

Entre as que têm emprego, 87,9% cuidam dos afazeres do lar, enquanto entre os homens esse número chega a 46,1%. O número médio de horas semanais dedicado a tarefas domésticas pelas mulheres é de 20,9. Para os homens, 9,2 horas.

As mulheres também levam vantagem na escolaridade média – o que influencia na entrada mais tardia delas no mercado de trabalho e, por consequência, tem peso sobre o número feminino na condição de chefe de família.

Em 2008, em áreas urbanas, a média das mulheres foi de 9,2 anos de estudos, contra 8,2 anos para os homens. No campo, elas somam 5,2 anos de escola na média, contra 4,4 anos deles.

Por UOL Notícias

 
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