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Arquivo diário: 10/10/2009

Foto da semana – Prefeito do Rio

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Foto da semana – Governador do Rio

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Foto da semana – Ministro dos esportes

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Foto da semana – Ministro das cidades

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“Pré-sal é a agenda do século 20, não do 21”

DINHEIRO – Como o sr. avalia o momento atual da economia global?
DELFIM NETTO
– A crise está passando e eu acredito que os Estados Unidos sairão dela melhor do que entraram. Estou cada vez mais convencido de que o objetivo básico do presidente Barack Obama é reconquistar a autonomia energética americana. E isso abre uma nova agenda industrial. A agenda das inovações do século 21. O erro é imaginar que os Estados Unidos estão morrendo. Na verdade, eles estão renascendo. Basta olhar a dimensão do programa de energia deles.

DINHEIRO – Se a era do petróleo pode chegar ao fim, o Brasil erra ao concentrar todas as suas fichas nas descobertas do pré-sal?
DELFIM
– Imagine como um governo teria que ser virtuoso para descobrir o pré-sal e ainda assim não bater tambor. Seria exigir demais. Se o papa descobrisse um poço dessa dimensão faria a mesma coisa. Mas o pré-sal não pode ser a concentração de todos os nossos investimentos. E por quê? Porque a agenda do futuro é a da transformação energética. E o fato é que uma boa parte da energia fóssil será substituída pela renovável.

DINHEIRO – O sr. acredita que a origem da crise possa ter sido o rombo externo dos Estados Unidos, causado pelas importações maciças de petróleo?
DELFIM
– Na verdade, a causa maior foi o extraordinário desenvolvimento desses instrumentos financeiros, sem que os bancos centrais soubessem o que estava acontecendo. Outro ponto foi o fato de os Estados Unidos terem virado lata de lixo do mundo, comprando tudo o que os outros produziam. Durante seis anos, eles fizeram um rombo externo de US$ 5,4 trilhões. E eles importam dez bilhões de barris de petróleo por ano. Isso foi um dos detonadores da crise.

DINHEIRO – Se os Estados Unidos serão capazes de se renovar, a aposta num mundo pós-americano e multipolar deve ser desconsiderada?
DELFIM –
Na minha opinião, eles continuarão na liderança por muito tempo. Potência tem que ter três atributos: autonomia alimentar, autonomia energética e autonomia militar. Qual é o único país que pode reunir as três condições? Só eles. Veja a Rússia. Tem autonomia energética, uma autonomia militar meia-boca e não tem autossuficiência alimentar. A China está bem no campo militar e tem limitações nas outras duas áreas. A Europa não tem mais nada.

DINHEIRO – E o Brasil?
DELFIM –
Apesar da limitação militar, o Brasil está na dianteira em duas frentes: a de alimentos e a de energia. E não deve perder isso por conta do pré-sal. A idade da pedra não acabou por falta de pedra. E a idade do petróleo não vai acabar por falta de petróleo.

DINHEIRO – O sr. aposta na retomada do crescimento nos Estados Unidos?
DELFIM
– Aposto que, em dois anos, eles já estarão crescendo mais do que o resto do mundo. A possibilidade de inflação lá é mínima. E os que falam em risco de solvência do Tesouro americano podem comprar papel chinês, papel brasileiro, se quiserem.

DINHEIRO – Mas não parece que a saída está sendo simples demais, como se bastasse imprimir dinheiro?
DELFIM –
O erro é imaginar que eles sairão da crise pelo estímulo monetário e fiscal. O que fará os Estados Unidos sair do buraco é a mudança da agenda industrial, que passa pelo campo energético. Crescimento é inovação mais crédito. E isso acontecerá predominantemente lá, ajudando a resolver o problema fiscal americano. Com energia limpa, eles poderão reduzir a conta da importação de petróleo e também a conta militar.

DINHEIRO – O sr. então é um entusiasta do etanol?
DELFIM –
Cada vez mais. De acordo com o Scientific National Bureau, só as florestas americanas, se fossem adaptadas para produzir etanol a partir de tecnologias de vanguarda, poderiam responder por 65% de todo o combustível líquido dos Estados Unidos. Eles vão transformar carvão em combustível líquido, sem emitir gás carbônico. Até os árabes estão comprando terras no Brasil para produzir etanol. Fora isso, o carro elétrico está cada vez mais próximo.

DINHEIRO – Como o Brasil deve se posicionar?
DELFIM –
Se nós usarmos só o présal, vamos ficar no século 20. Se formos capazes de compreender a nova agenda, entraremos no século 21 com os quatro motores ligados.

DINHEIRO – O pré-sal, na sua opinião, estaria reforçando tendências estatizantes deste governo?
DELFIM –
Estado que presta é o Estado indutor. Estado produtor é uma porcaria. Ponto.

DINHEIRO – E como fica então o novo modelo do petróleo?
DELFIM –
Não tenho a menor dúvida de que seria possível fazer tudo o que nós queremos, que é reforçar o interesse nacional e o papel da empresa brasileira, com a legislação em vigor. A mudança é política, mas eu digo isso sem demonizar a política. O dever de todo governo, que acredita estar cumprindo um bom papel, é continuar sendo governo. Mas o fato é que, quando a lei for aprovada, todas as empresas do mundo virão para cá, porque o Brasil tem o mais importante, que é o respeito aos contratos.

DINHEIRO – Se o Brasil está resolvendo problemas de energia, contas externas e inflação, o sr. vislumbra um longo ciclo de crescimento?
DELFIM –
Vejo o Brasil crescendo de 5% a 7% nos próximos 20 anos. O Brasil tem a nova agenda. Só não pode jogá-la fora porque descobriu a agenda velha. O Brasil tem que liderar o futuro. Veja o caso do etanol. Hoje, os americanos se protegem com uma tarifa. Daqui a dez anos, se não fizermos nada, nós nos protegeremos deles.

DINHEIRO – Como o sr. avalia a disputa eleitoral de 2010?
DELFIM
– Nós vamos fazer a eleição crescendo 4,5%. Essa é uma garantia de que os vendedores de óleo de cobra terão pouco sucesso. Temos duas ou três possibilidades, mas nenhuma delas vai alterar a nossa dinâmica estrutural de crescimento.

DINHEIRO – E o fator Marina?
DELFIM –
Vejo como um fator positivo. Mas, no mundo, não há produção de PIB sem produção de gás carbônico, assim como não há produção de carne, sem produção de couro. O fato é que o pobre gosta de crescimento. Ele não tem uma consciência muito clara do custo ambiental do que se produz. Ele quer o bem-estar material.

DINHEIRO – O risco de uma recaída internacional não comprometeria o ciclo de crescimento brasileiro?
DELFIM
– O Brasil tem coisas extraordinárias. Se a gente pudesse pegar exemplos de quatro grandes empresas internacionais e quatro grandes empresas brasileiras, as reações à crise foram muito diferentes. Quem estava nos Estados Unidos, chamou a rapaziada e disse: Vocês vão para o seguro-desemprego e passem bem. No Brasil, as pessoas sentaram à mesa e começaram a dialogar.

DINHEIRO – Que riscos então o sr. enxerga no horizonte?
DELFIM
– Não existem. O Brasil é, de longe, o melhor dos BRICs. Nós temos uma vantagem biológica, que é a miscigenação. O que é a evolução? A mudança do meio ambiente e a capacidade do indivíduo de se adaptar. A nossa adaptabilidade é a maior do mundo. Somos o quinto maior país do mundo em território, o quinto em população e o nono em PIB absoluto. E temos um mercado interno que provou ser sustentável. Temos ainda um sistema institucional estabilizado. E o Brasil é o único dos BRICs que tem um Supremo Tribunal Federal que garante as liberdades individuais – e muitas vezes é incompreendido.

DINHEIRO – O que o sr. acha dos empresários e juristas que falam em Estado policial?
DELFIM
– O que houve no Brasil foi uma sociedade secreta, de inspiração robespierriana, que saiu desmoralizada na sua tentativa de implantar um Estado policial no Brasil. Eles perderam essa batalha. E o presidente Gilmar Mendes, bem como os outros ministros do STF, tiveram um papel fundamental. Se eles tivessem sido covardes, o Brasil estaria frito.

DINHEIRO – O sr. não teme mesmo a onda estatizante?
DELFIM
– Isso é terrorismo. Nos EUA, o que houve foi o fracasso do Estado. Depois, o mesmo Estado veio em socorro de si mesmo. Eu repito: Estado indutor é necessário e Estado produtor é uma porcaria. Se o Brasil decidir caminhar na linha do Estado produtor, ele vai paralisar o crescimento lá na frente. Mas essa é a vantagem do sufrágio universal. Se isso ficar visível, as coisas mudarão. Existem dois sistemas: o mercado e a urna. O eleitor é a intersecção dos dois.

DINHEIRO – Quem critica então faz terrorismo?
DELFIM –
Não, mas deveria criticar com certo relativismo. Não tenho a menor dúvida de que um banco público, como o Banco do Brasil, tem sido fundamental na disseminação do crédito. Essa diretoria do BB é toda técnica. São ex-office boys que conhecem o Brasil e que, quando se aposentarem, serão contratados pelos melhores bancos privados. No passado, a pior coisa que podia acontecer com um banco público era a nomeação de um banqueiro privado para dirigi-lo. A primeira coisa que ele fazia era transferir para o BB seus maus negócios.

DINHEIRO – No seu cenário, então, a chance de algo dar errado é mínima.
DELFIM –
De fato, a probabilidade de dar certo é muito alta. A estrada terá alguns buracos, mas nós vamos chegar lá. E veja que até agora nós nem falamos de câmbio e juros.

DINHEIRO – O que mudou na sua rotina depois da internação?
DELFIM
– As recomendações foram as seguintes: coma tudo o que quiser, mas pela metade. E que eu continuasse trabalhando no mesmo ritmo. Tive esse problema com 81 anos e só vou ter outro daqui a 81 anos.

DINHEIRO – O sr. parece mais magro.
DELFIM
– Perdi 350 gramas.

Por Istóe Dinheiro

 
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lula

 
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