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Arquivo diário: 14/10/2009

Veja como a internet tornou obsoletos leis ecônomicas que governaram o mundo por 300 anos e como você pode se beneficiar desta mudança.

Veja como a internet tornou obsoletos leis ecônomicas que governaram o mundo por 300 anos e como você pode se beneficiar desta mudança.

Por Pedro Superti

Esses dias estávamos conversando no escritório sobre como certas atividades rotineiras até pouco tempo atrás simplesmente estão sumindo de nossa agenda e habitos diários. Coisas simples como:

  • enviar um fax;
  • enviar um telegrama;
  • ir à locadora de filmes;
  • fila de banco;
  • pesquisar e comprar livros (usados principalmente…);
  • ir à loja comprar CDs;
  • telefonar para saber horários de ônibus e voôs.

E a lista poderia continuar por horas e faz pensar como algo que existe há dez anos (levando em conta que a internet ter realmente atingido a maioria dos brasileiros a partir de 1999) ter mudado hábitos de décadas.

O mais curioso é que a mudança afetou também os princípios da economia moderna que têm sido a base de nosso sistema financeiro há séculos.

Princípios da economia moderna

Você conhece a história.

adam-smith.jpg.

Em 1776 Adam Smith (escritor e filósofo nascido na Escócia) escreveu um livro chamado A Riqueza das Nações (Wealth of Nations), onde abordava as razões que seriam responsáveis por uma nação ser rica e outra pobre. Suas ideias permanecem importantes até hoje e são usadas por quase todas as nações desenvolvidas. Ele até figura nas atuais notas de 20 libras do Reino Unido (veja na imagem).

Algumas dessas ideias ajudam a entender como atribuímos valor às coisas, baseados em três pilares:

Capacidade de exclusão: o vendedor pode “excluir” você da posse do produto (como uma telecom que corta sua linha telefônica quando você não paga). O produto é complexo para ser replicado; então se você quer mesmo tê-lo, precisa comprar do vendedor.

Uso exclusivo: o produto não pode (na medida do possível) ser usado por mais de um pessoa. Se duas pessoas desejam usá-lo, você precisa comprar duas unidades.

Transparência: compradores podem identificar com clareza o que eles estão adquirindo, antes mesmo da compra.

Essas regras funcionaram por séculos, principalmente quando falamos de produtos físicos, como carros, frutas e roupas.

E com produtos não-físicos?

As leis de Adam Smith funcionaram que era uma beleza durante muito tempo. Até que em 1956 aconteceu algo fantástico nos Estados Unidos: o número de “trabalhadores de conhecimento” passou, pela primeira vez na história da humanidade, o número de “trabalhadores braçais” ou de “fábrica”.

Existiam agora mais contadores, professores, engenheiros, advogados, publicitários, consultores e afins do que trabalhadores clássicos como agricultores e metalúrgicos.

E qual a diferença do primeiro para o segundo grupo?

O primeiro trabalha com um produto intangível chamado “informação“.

Esse foi o marco do fim da era industrial. A era da informação acabara de nascer. E com isso, a demanda por informação estava mais alta do que nunca. E foi ai que os três pilares de Adam Smith começaram a balançar na base.

Veja bem… antes da internet, qualquer informação era paga. As indústria literária e a fonográfica cresciam de vento em popa. Os autores de qualquer pedaço de informação ou propriedade intectual eram (razoavelmente) pagos por sua criação. Impérios de mídia (televisão, rádio, jornais e revistas) foram criados. Claro,se você emprestar um disco ou livro para um amigo, ele teria acesso ao conteúdo sem pagar nada … mas você pagou.

Mas com o advento da internet, a casa de Adam veio abaixo.

Pensemos:

Capacidade de exclusão: conteúdo era fácil de criar e enviar para outras pessoas (você pode ter um site com acesso pago, mas dificilmente ele terá informação que não possa ser encontrada em algum lugar).

Uso exclusivo: Um e-mail é suficiente para enviar seu conteúdo para um mundo e meio.

Transparência: agora que você já tem acesso ao conteúdo, meio que perde a vontade de comprar, não? (Duvida? Veja o que o MP3 fez com a indústria de CDs das gravadoras).

De acordo com nosso amigo Adam, quando algo é controlável, pessoal e previsível ele teria (teoricamente) o máximo valor. Mas com a internet veio a explosão de e-mails, websites, foruns, blogs, vídeos e redes sociais e nunca se teve tanto acesso a conteúdo público e grátis (olha o que aconteceu com os jornais de papel depois da internet) – e mesmo assim, nunca se teve tanta sede de conhecimento quanto agora.

Hoje, a distância de um clique, você tem acesso a informação de qualidade de todo o tipo, geralmente disponibilizada por outras pessoas para qualquer um que deseje acessá-la.

Então… vivemos num mundo imerso em (e movido por) informação e que (graças à internet) tornou-se a prova viva que as leis econômicas de Adam precisam ser reformuladas e adaptadas, pois não são mais eficazes.

O futuro das leis econômicas

Agora chega a parte que vai dizer qual será o próximo modelo econômico que dominará o mundo, certo? Quem dera eu soubesse. E se soubesse, não daria gratuitamente aqui… venderia pelo menos, né? Mas não custa chutar e aqui vai o meu.

Em um mundo com muita informação, surge a escassez de outro recurso extremamente precioso para nossa vida moderna, que é a capacidade de prestar atenção.

Veja bem, se você tem um filho, ele ganha tanta atenção da família que pode ficar mimado. Se você tem dez filhos, enquanto vivermos em um mundo onde o dia continua tendo só 24 horas, eles nunca terão a a atenção de qualidade que um só filho demanda de um pai ou mãe.

Se no nosso dia lemos sobre dez assuntos diferentes, não é possível ler todos com a mesma atenção que se focasse em um só assunto e aprendesse tudo sobre ele.

Logo, a “atenção” que temos para distribuir entre os assuntos que são mais importantes para nós se torna o mais valioso “recurso” da sociedade moderna. Quem tem a capacidade de levantar e manter a atenção de outras pessoas tem a mais alta chance de ter sucesso em sua área de atuação.

A atenção rende ótimos frutos

E é por isso que atletas, atrizes, músicos e astros de TV têm as mais bem pagas profissões do mundo. Dúvida? Recentemente o jogador português Cristiano Ronaldo foi vendido para o time de futebol espanhol Real Madrid por R$ 257 milhões – o maior valor já pago por um jogador na história do futebol.

No dia de apresentação oficial do jogador para a torcida do Real Madrid, ele bateu três recordes ao mesmo tempo: maior número de camisetas vendidas, maior valor pago por um jogador na história e o maior número de torcedores presentes para ver a apresentação de um jogador (saiba mais).

É por isso que times mais ricos procuram comprar o passe de jogadores como Cristiano Ronaldo. Quando citam o nome dele na TV, as pessoas param para ver. As pessoas comentam. Assistem videos dele no Youtube.

Ele tem a atenção das pessoas. Atenção essa que as empresas (patrocinadores) estão muito dispostos a pagar um premium para ter um pouco dela refletida em suas marcas.

Nossa atenção determina o que aprendemos, absorvemos e sentimos. Nosso conhecimento e sentimentos determinam nossas decisões.

Imagine o poder disso! E você? Se arriscaria a chutar qual regra poderia ser a próxima a dominar o mundo ecônomico? Ao seu sucesso! [Webinsider]

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Publicado por em 14/10/2009 em Uncategorized

 

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Twitter e nova blogosfera

Resuma. Abrevie. Fale pouco. Seja breve. Não abstraia. Comunique-se em poucas palavras. Essa é lógica dominante na web. Poucos entenderam tão bem esse padrão que se estabeleceu quanto os responsáveis pelo Twitter. Esse microblog, como tem sido “definido”, delimita a experiência da escrita a apenas 140 caracteres.

Alguns analistas estão prevendo o fim da blogosfera como foi a princípio concebida. Não foram poucos, também, a pensar que o Cinema acabaria com o advento da televisão, depois do videocassete, mais para frente com o surgimento dos DVD players, recentemente com a TV por assinatura. Por isso, diferentemente destes especialistas que, como autênticos videntes com suas bolas de cristal, antevêem o fim de uma ferramenta revolucionária como os blogs (que serviram como principal porta de entrada para o que conhecemos como Web 2.0), penso que o que já está ocorrendo é uma revisão da ferramenta e uma adaptação dela aos novos tempos.

blog, por si só, não mais sobrevive. Ele está atado e dependente de outras ferramentas. O quadro que se compõe à frente de nossos olhos é aquele da convergência total. É como a ideia do sujeito que tem em suas mãos um martelo ou um serrote. Suas aplicações limitadas não permitem que se amplie a possibilidade de “consertar”, “remediar” ou “solucionar” situações mais complexas. O atual estágio da Internet e, mais além, das Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs), é aquele no qual não basta mais ter apenas o serrote, no caso, os blogs, ou os sites que utilizam poucas ferramentas que estimulam a interatividade.

O momento, assim como o que está por acontecer, demanda espaço para que o internauta se integre, participe, realize, conceba, concretize uma experiência muito mais sedutora aos seus olhos, porquanto ele também seja protagonista.

O protagonismo traz a possibilidade de se fazer ouvir e participar. A demanda no universo virtual é cada vez maior nesse sentido. As pessoas querem ler, saber, conhecer e, também, participar através de gravações em áudio, vídeos caseiros, textos, fotos e mensagens pessoais, opiniões expressas de diferentes modos e em formatos diversos. E as Tecnologias de Informação e Comunicação permitem isso, diferentemente das mídias e recursos anteriores, que trabalhavam apenas numa via, ou seja, do transmissor das informações para quem as recebia. Por isso mesmo a TV, o rádio, os jornais, as revistas e as outras formas de trabalhar informações estão se apoiando também nos recursos das TICs. Todo mundo criou sites. Depois passaram para blogs. Já estão aderindo (em massa) ao Twitter, o microblog, participam das redes sociais (como o Facebook ou o Orkut), mandam fotos para o Flickr, enviam vídeos para o YouTube.

Os blogueiros que não participarem dessa nova etapa das TICs – convergente, que integra imagens, textos, áudios, apresentações em PowerPoint, fotografias e tantas outras formas de enviar informações e mensagens, partilhando e pedindo a participação alheia tanto na forma de respostas como na de produções que se agreguem a seus blogs e/ou sites – estarão, aos poucos, perdendo espaço, sendo desconectados.

A blogosfera não está acabando. Ela está se renovando. E a grande percepção do Twitter, nesse caso, pode ser entendida ao notarmos que essa ferramenta consolida a tendência dominante na web desde praticamente seu início. E que tendência é esta? A de que lemos apenas as manchetes quando entramos num site, em leituras muito rápidas (velocíssimas), numa busca por informações que realmente valham a pena para nossos interesses (pessoais ou profissionais).

Ao delimitar o espaço a 140 caracteres, o Twitter trabalha com o conceito de manchetes ao mesmo tempo em que permite a seu usuário que escolha as pessoas e grupos que pretende seguir. Abrevia o trabalho de busca por informações que podem fazer a diferença para o internauta, pois concentra em sua plataforma, bastante simples e funcional, contatos interessantes e postagens desse usuário. Dessa forma, a visita a inúmeros sites e endereços torna-se menos necessária e diminui-se o tempo perdido navegando a esmo.

Os profissionais e as empresas já se deram conta disso, tanto é que associaram o Twitter e suas funcionalidades a seus outros espaços de produção, trabalho, estudo e disponibilização de dados na web, ou seja, aos seus sites, blogs, canais de vídeo, páginas de fotos. Como? Simplesmente mantendo seus espaços no Twitter atualizados constantemente com tudo o que oferecem nas páginas em que os conteúdos são mais amplos, burilados, completos. Quem quer saber mais entra nos links dispostos no Twitter. Seus olhos atraídos pelas manchetes e pelo interesse relacionado ao trabalho de tal empresa, ou de certos profissionais.

Por ADnews/  João Luís de Almeida Machado, editor do Portal Planeta Educação; Doutor em Educação pela PUC-SP; Autor do livro “Na Sala de Aula com a Sétima Arte – Aprendendo com o Cinema” (Editora Intersubjetiva).

 
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Publicado por em 14/10/2009 em Uncategorized

 

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Facebook decola, MySpace encolhe e Twitter desacelera

Novos dados publicados pela Hitwise mostram um novo capítulo do sempre em movimento mundo das redes sociais. Enquanto o Facebook cresce cada vez mais – o seu share de usuários nos EUA cresceu de 19,9% no ano passado para 58,6% este ano – o MySpace parece estar afundando em areia movediça – seu share caiu para menos da metade no mesmo período, de 66,8% para 30,3%. Já o Twitter, apesar de tao falado, têm 1,84% de share – uma gotinha comparada aos seus gigantes concorrentes. Mesmo tendo crescido 1,170% no último ano (começou com 0,15%, um ano atrás), os dados mostram um possível esgotamento – desde abril, o ritmo de crescimento do Twitter caiu consideravelmente, o que matéria do MediaPost compara a “um grande muro” no qual o Twitter teria batido. Ou seja, o Twitter pode ter chegado perto do número máximo de usuários que poderia alcançar, considerando o limitador serviço que presta em comparaçao com as muitas ferramentas oferecidas por outras redes. Talvez tenha mesmo chegado a hora do microblogging deixar de ser considerado uma rede social de uma vez por todas – ou correrá o risco de ficar sempre na última posiçao. Veja a materia do Media Post original em inglês.

Por Blue Bus

 
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