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Arquivo diário: 11/11/2009

Marca própria

crescimento das marcas próprias é uma tendência global. Para você ter uma idéia, no ano passado elas alcançaram participaçao de 38% na Europa – na Suíça, o percentual chegou a 46%. Hoje, cerca de 17% das vendas em supermercados e drugstores americanos sao de marcas próprias. Na América Latina o movimento ganha espaço aos poucos. Tanto que na Colômbia, país onde a penetraçao é maior, apenas 9,2% do faturamento vem desse tipo de produto. Mas isso está mudando – e rápido. Itens como leite, açúcar, arroz, óleos comestíveis e papel higiênico puxam as vendas de marcas próprias no continente, o que deixa claro que consumidores confiam na qualidade desses produtos e nao vêem motivos para pagar um pouco mais pelas marcas tradicionais em determinadas categorias.

Na 2a feira, durante evento da Associaçao Brasileira das Marcas Próprias, realizado aqui em SP, a Nielsen divulgou seu estudo anual sobre o tema mostrando que cerca de 49% dos domicílios brasileiros compraram marcas próprias ao menos 3 vezes no intervalo entre agosto de 2008 e julho de 2009. Essa tendência tem animado o varejo. Nao é a toa que neste período os supermercados brasileiros lançaram cerca de 48 mil novos itens de marca própria, um aumento de 27% em relaçao ao ano anterior. E tem de tudo – cama, mesa e banho, artigos esportivos, produtos de cuidado pessoal e até acessórios para computador, pen drives, mouses e teclados, acredita? Basta dizer que já existem mais de 24 mil itens de produtos têxteis de marcas próprias sendo vendidos em supermercados brasileiros – 1 ano atrás nao eram mais que 16.500

Ainda segundo a Nielsen, 82% desses produtos estao no segmento de preço baixo, ou seja, tem custo ao menos 10% inferior que a média da categoria. Mas outros 18% tem preços entre médio e alto. O que significa que tem gente preferindo mesmo a marca própria em lugar das marcas tradicionais. Isso acontece nao apenas pela necessidade dos consumidores de atender o desejo por produtos supérfluos e mais sofisticados sem ferir o orçamento. Também contribui para o crescimento das marcas próprias o marketing competente que o varejo tem feito de suas marcas, o que ajuda o consumidor a confiar na qualidade desses produtos. Quem nao gosta nem um pouco dessa novidade sao as marcas tradicionais, que assistem seus parceiros essenciais, os varejistas, se tornarem também concorrentes importantes.

Por Blue Bus/ Luiz Marinho

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Publicado por em 11/11/2009 em Uncategorized

 

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