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Arquivo mensal: março 2010

Não subestimem as redes sociais

Muitas companhias já estão usando as mídias sociais para se relacionar com os consumidores. Mas nem todas da forma correta. Mais um motivo para ouvir o que Charlene Li, uma das maiores especialistas nesta perigosa relação com a internet, tem a dizer

Por Bruno Galo

Em 2009, ela foi apontada pela revista norte-americana Fast Company como uma das mulheres mais influentes na área de tecnologia. É coautora do livro Groundswell: Fenômenos sociais nos negócios, um manual repleto de dicas, exemplos e estatísticas para o bom uso das mídias sociais nos negócios. Ela, que é fundadora do Altimeter Group, especializada em estratégias online, vem ao Brasil falar para mais de 500 executivos em seminário da HSM no final de março. Em entrevista exclusiva à DINHEIRO, Charlene explica por que os empresários não devem subestimar as redes sociais.
DINHEIRO – O que a sra. quer dizer com a expressão “groundswell” (ground-swell, em inglês, quer dizer algo como “forte e profunda ondulação no oceano” ou “repentina acumulação de forças”)?

CHARLENE Li – O groundswell é um movimento espontâneo de pessoas que conseguem o que precisam umas das outras graças às novas tecnologias, como as redes sociais, em vez de irem atrás de empresas, instituições ou governos. Quando nos juntamos online, uma grande força, que é muito difícil de ser parada, se forma. Não víamos isso no passado.
DINHEIRO – Mas por que as empresas devem prestar atenção ao “groundswell”?

CHARLENE – Não se trata apenas da multidão envolvida, mas da possibilidade realmente assustadora de que algum concorrente entenda este fenômeno primeiro e se aproveite dele de uma forma melhor e mais rápida. Mas esta não é a única ameaça. Outra tendência é de que pessoas conectadas e trabalhando de forma colaborativa já podem hoje concorrer com as empresas. E haverá cada vez mais produtos criados dessa maneira que competem com os produzidos pelas grandes empresas. Tudo isso pode ser uma ameaça ou uma oportunidade para as corporações. E para isso ser uma oportunidade é preciso compreendê-la.
 

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O uso de redes sociais ajudou J&J a reverter críticas à propaganda com mães

DINHEIRO – Qual a importância das redes sociais para os negócios?

CHARLENE – Essencial. E há muitas maneiras de usá-las a favor dos negócios, como divulgação e para estreitar relacionamentos.  O que está acontecendo afeta, sobretudo, a maneira como as pessoas conversam umas com as outras. Elas compartilham suas opiniões sobre produtos e marcas. Mesmo os funcionários podem estar falando de suas empresas. Há muitas formas diferentes de redes sociais. Mas seja você uma pequena empresa, seja uma grande companhia, precisa aprender a lidar com as mídias sociais.
DINHEIRO – O que vem primeiro: as pessoas ou a tecnologia?

CHARLENE – As pessoas, sem dúvida. A tecnologia só tem sentido se ela servir para que nos conectemos. Seja lá o que você ou sua empresa queiram, a tecnologia pode ajudar a conseguir. No livro, proponho um método de quatro etapas para desenvolver estratégias online, que chamamos de Post (acrônimo em inglês de pessoas, objetivos, estratégia e tecnologia). Primeiro, descubra como as pessoas com as quais quer se comunicar usam a tecnologia. Depois, estabeleça os objetivos, como impulsionar o marketing online. A terceira etapa é identificar de que maneira você quer mudar as relações com os clientes. Quer que eles estejam mais comprometidos com a empresa ou prefere que difundam mensagens entre seus conhecidos? Responder a essa pergunta ajuda a planejar a estratégia e medir seus avanços. Por último, vem a tecnologia. Por exemplo: a equipe de marketing da P&G criou uma comunidade no site beinggirl.com, depois de avaliar que meninas entre 12 e 15 anos visitam redes sociais. Assim, conseguiu atingir um público difícil de ser envolvido pelas campanhas tradicionais.
 

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“A internet vai se tornar mais móvel. Quase tudo o que você precisa fazer conseguirá pelo celular ”
DINHEIRO – Toda empresa precisa ter um blog ou uma conta no Twitter?

CHARLENE – Absolutamente não. Muitas companhias não necessitam ter um blog ou estar em uma rede social. O segredo está em identificar a ferramenta correta, o que vai depender do público com quem você quer falar e do claro entendimento dos objetivos dessa relação. Mas todas as empresas precisam, ao menos, estar atentas ao que as pessoas estão fazendo e dizendo em seus blogs ou perfis do Twitter. Mudar o seu posicionamento e a sua relação pode ser algo muito difícil. Por isso, comece com um plano modesto, mas com potencial de crescimento.
DINHEIRO – Qual o canal mais eficiente para se desenvolver uma marca?

CHARLENE – Entendo que não se trata de um único canal. Alguém pode dizer: “Tenha um blog, essa é a solução. Afinal, todo mundo tem um blog.” Isso não é uma verdade absoluta. O seu caminho talvez passe por um blog, mas talvez passe por uma rede social, se uma boa quantidade de consumidores a estiver usando. No final, tudo depende da relação que as pessoas querem estabelecer. Então, se você está falando em desenvolver a sua marca não há um único caminho. A melhor forma de olhar para isto é pensar em quem quero atingir: são os meus clientes, meus funcionários, meus parceiros ou todos os três?
DINHEIRO – Mas como os executivos que desejam estabelecer um canal de comunicação com os seus clientes e consumidores devem agir?

CHARLENE – Neste caso, a primeira questão a ser respondida é: por que um executivo quer estabelecer um relacionamento com o público? Qual o tipo de relação que ele deseja criar? Clientes, consumidores e a audiência em geral precisam e querem entender qual o motivo para a sua presença online. É por que você quer me vender alguma coisa? Ou então por que você quer saber a nossa opinião sobre algo? Entendo que um objetivo claro é o primeiro passo para um bom canal de comunicação.
DINHEIRO – A sra. pode contar um exemplo de uma grande companhia que soube responder de forma efetiva a uma grave crise online?

CHARLENE – Sim, há muitos exemplos no livro, mas destaco um episódio envolvendo a Johnson & Johnson, que não está lá. Ela criou uma campanha voltada para as mães para divulgar uma linha de remédios para dores musculares. De repente, quase dois meses depois, um monte de gente em blogs e no Twitter começou a protestar. A campanha foi acusada de usar um tom impróprio para divulgar o remédio para mães que carregam seus bebês em suportes junto ao corpo. A peça trazia uma série de frases que tentavam se conectar com as mães ressaltando as dores causadas pelo ato de se carregar uma criança e mostrava o remédio como solução para elas. Alguns críticos notaram que a peça tratava os bebês como acessórios. “Vestir seu bebê parece estar na moda” era a frase que abria um dos vídeos. Em 48 horas, a Johnson & Johnson tirou a campanha do ar e a vice-presidente de marketing da companhia começou a se desculpar com blogueiros pessoalmente. A Johnson & Johnson foi hábil em lidar com essa crise e falar com a imprensa, criando inclusive o seu próprio blog para tratar do assunto. Paralelamente, a empresa encontrou mães que haviam usado o produto e estavam dispostas a dar os seus testemunhos sobre os efeitos positivos do tratamento. Logo, a empresa colocou alguns vídeos no YouTube com depoimentos dessas mães. Essa virada, é claro, só foi possível porque ela já tinha construído previamente sua credibilidade junto ao público. O melhor dos mundos, no entanto, é quando você consegue criar uma relação tão forte com uma parcela do público que ela mesma defenda você.
DINHEIRO – Qual a importância de ouvir nas redes sociais?

CHARLENE – Total. Só assim você pode se antecipar ou ao menos ter conhecimento de uma crise que pode estar se formando. Empresas como a HP e Dell não costumam esperar que o consumidor ligue para a empresa para reclamar de alguma coisa. Ao primeiro sinal, elas costumam entrar em contato com os clientes insatisfeitos em seus blogs ou no Twitter e perguntam: “O que está acontecendo? Como posso lhe ajudá-lo?” Isso é algo que você não poderia fazer no passado. E essa é a forma mais proativa que uma empresa que presta um serviço pode agir. Além disso, a relação que se estabelece entre cliente e empresa é outra.
DINHEIRO – Nos últimos anos vimos a ascensão da web 2.0 e das redes sociais. O que a sra. espera para os próximos anos?

CHARLENE – A internet vai se tornar cada vez mais móvel e interligada, quase tudo que você precisa fazer conseguirá  pelo telefone. Dessa forma, poderemos estar conectados a qualquer hora e em qualquer lugar. E as redes sociais vão estar em toda parte. Elas vão se tornar como ar. Estaremos sempre conectados, mas precisamos manter um equilíbrio, não devemos nos tornar escravos da tecnologia. E é assim que lido com ela.
DINHEIRO – Qual a sua principal mensagem para os executivos brasileiros?

CHARLENE – Não subestimem as redes sociais. As comunidades online que você usa na sua vida pessoal, como passatempo, podem e devem ser usadas no seu trabalho, para que a empresa em que você trabalha possa atingir seus objetivos. As companhias que conseguem fazer isso bem estabelecem uma relação de confiança com o público, mas o controle é relativo. A principal razão para muitas empresas não participarem dessa revolução é que elas temem não estar no controle do que as pessoas vão dizer. E o meu ponto é que tudo isso não vai embora de uma hora para outra. Então é preciso aprender a lidar com isso e, se possível, tirar proveito desse movimento.

Por Istoé dinheiro

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Saúde – No Brasil inteiro, cerca de 49 milhões de habitantes tem um plano

O percentual de moradores com planos de saúde privados na região Sudeste é quase o triplo do registrado no nordeste -35,6% contra 13,2% (veja gráfico abaixo). No Brasil inteiro, cerca de 26% da população (49 milhões de habitantes) tem um plano. Os dados são de 2008, foram coletados pela Pesquina Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) e divulgados pelo IBGE nesta quarta-feira.

As diferenças regionais e sociais são sublinhadas no nível de adesão aos planos. As regiões mais ricas lideram o ranking. Depois do sudeste, com 35,6% de sua população atendida por planos de medicina privada, vêm o Sul (30%), o Centro-Oeste (24,6%), o Norte (13,3%) e o Nordeste (13,2%).

Os pobres são os mais desprotegidos no país inteiro. A diferença de cobertura por plano de saúde entre os que ganham menos e os que ganham mais passa de 30 vezes. Entre os que ganham até um quarto do salário mínimo, apenas 2% têm plano de saúde. Na faixa com rendimento acima de cinco salários mínimos mensais, 63,2% têm um plano assistencial.

As populações urbanas do país têm quase cinco vezes o percentual de planos de saúde em relação aos habitantes da zona rural: 29,7% na cidades em comparação com 6,4% no campo.

Quase um terço (28,7%) de quem tem plano de saúde no Brasil todo não paga a mensalidade -recebe algum benefício, como pagamento integral pela empresa onde trabalha. A fatia mais representativa de valores mensais pagos pelo plano é a de R$ 100 a R$ 200, com 14,5% dos usuários pagantes.

A segunda faixa é de R$ 50 a R$ 100, com 13,1% dos pagantes. Entre os usuários de planos, 4,5% pagam mais de R$ 500 por mês.

Quem paga

A maior parte dos titulares dos planos paga o serviço por meio de seu trabalho (43,2%), enquanto 28,1% pagam diretamente à prestadora de serviços. Um em cada cinco titulares de planos têm seus gastos totalmente cobertos pelo seu patrão.

Além das mensalidades pagas, 29,3% das pessoas precisam realizar pagamentos adicionais pelo serviço utilizado. O copagamento é mais frequente em planos que abrangiam apenas consultas médicas (47,8%) e consultas médicas e exames complementares (52,4%).

A maioria dos planos de saúde, 88,9%, dá direito a consultas, internações e exames complementares.

O percentual de mulheres cobertas por plano de saúde (26,8%) é maior do que o dos homens (24,9%), porém a maioria delas fica na condição de dependentes de outra pessoa (60,8% das mulheres cobertas são dependentes). Os homens que são dependentes no plano de saúde representam 42,5% do total de homens cobertos.

A cobertura por plano de saúde cresce conforme a idade aumenta. Entre pessoas de 0 a 18 anos, 20,8% tinham pelo menos um plano. No grupo de 19 a 39 anos, o índice é de 26,7%. Nos grupos de 40 a 64 e de 65 anos ou mais, o percentual é próximo, de 29,8% e 29,7%, respectivamente. 

Por Uol

 
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Publicado por em 31/03/2010 em Uncategorized

 

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Sentidos e Significados do Uso do Batom

 
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Publicado por em 29/03/2010 em Uncategorized

 

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Poder de consumo da mulher

 
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Publicado por em 29/03/2010 em Uncategorized

 

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Datafolha – 29/Março –

José Serra, candidato do PSDB à presidência, voltou a abrir vantagem sobre Dilma Rousseff (PT) em pesquisa de intenção de voto feita pelo Datafolha. A vantagem do tucano sobre a petista, que era de quatro pontos percentuais na sondagem do mês passado, agora é de nove pontos. Enquanto Serra ganhou quatro pontos e chegou a 36% das intenções de voto, Dilma oscilou negativamente um ponto, e agora tem 27%.

O resultado mostra uma reversão no crescimento de Dilma e a recuperação de Serra. Em dezembro, a petista tinha 23% das intenções de voto, contra 37% de Serra.

O atual governador de São Paulo ganhou espaço na mídia durante as últimas semanas ao manifestar sua intenção de concorrer ao Planalto. Ele deve se desincompatibilizar do cargo até o dia 01 de abril, deixando o governo paulista para seu vice Alberto Goldman.

Os desempenhos dos outros candidatos mantiveram-se praticamente inalterados. Ciro Gomes (PSB), que tinha 12% em fevereiro, agora tem 11%, e Marina Silva (PV) manteve 8%. Pretendem anular ou voto ou votar em branco 7% dos entrevistados (eram 9% em fevereiro). Já os indecisos são 11%.

A pesquisa Datafolha entrevistou 4158 brasileiros de 16 anos ou mais nos dias 25 e 26 de março de 2010, e a margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Um outro cenário, sem o nome de Ciro Gomes, também foi testado. Neste, a diferença entre os dois principais candidatos é de dez pontos. Serra tem mais dois pontos em relação à pesquisa anterior, com 40% da preferência dos eleitores. Dilma está com um ponto a menos, e hoje tem 30%. Marina Silva manteve os mesmos 10% do levantamento anterior.

Pela primeira vez nessa corrida eleitoral, o Datafolha incluiu sondagens com candidatos “nanicos”, que não modificam o panorama observado nas situações sem eles.

No cenário que inclui os nanicos e Ciro Gomes, Serra tem 36%, contra 26% de Dilma, 10% de Ciro e 8% de Marina. Nenhum outro candidato teria 1% dos votos se a eleição fosse hoje. Já no cenário com nanicos e sem Ciro, Serra atinge 39%, Dilma tem 29% e Marina chega a 9% das intenções de votos. Nesta sondagem, Mário de Oliveira (PT do B) tem 1%.

Serra cresce dez pontos na Região Sul

Apesar de ter crescido em todas as regiões, foi o Sul do Brasil que mais contribuiu para a variação positiva do candidato do PSDB. Serra ganhou dez pontos na região quando comparado com a pesquisa do mês passado, e agora tem 48% das intenções de voto contra 20% de Dilma, que perdeu quatro pontos. Também contribuiu para o crescimento do tucano a diminuição no número de indecisos (16% para 5%).
Nas outras regiões, Serra e Dilma variaram próximos à margem de erro da pesquisa. Excluindo-se o Sul, região do maior índice de intenção de voto de Serra, o peessedebista apresenta melhor desempenho no Sudeste, onde tem 40%, e a petista tem 24%. O Nordeste é a única região onde Dilma está na frente de Serra (35% a 25%).

Outro fator que contribui para a melhor performance de Serra foi o aumento das intenções de voto entre os menos escolarizados. Entre os eleitores com o ensino fundamental completo, Serra saltou de 31% para 37%, enquanto Dilma manteve-se estável, com 26%. Já entre a população com ensino médio, o governador de São Paulo ganhou quatro pontos e Dilma perdeu três. Por outro lado, a ministra ganhou quatro pontos entre os mais escolarizados (superior completo) e, pela primeira vez em três leituras, ultrapassou Serra (33% a 31%), que perdeu cinco pontos na preferência do eleitorado.

A pesquisa também mostra uma correlação positiva entre renda e escolaridade, já que o tucano ganhou eleitores de menor poder aquisitivo, e Dilma variou positivamente entre os mais abastados.

Serra ainda ganhou intenções de voto em todas as diferentes quebras por idade, com destaque para o crescimento de seis pontos entre os eleitores de 45 a 59 anos.

O resultado da pesquisa também aponta que Dilma segue com mais dificuldades de conquistar o eleitorado feminino, no qual tem 22% da preferência contra 37% do candidato da oposição. Entre os homens, essa diferença cai para três pontos (35% a 32%).
O candidato também cresceu entre o grupo de entrevistados que avalia o governo de Lula como bom ou ótimo. Agora, está empatado tecnicamente com Dilma nesse segmento. (33% tem a petista, 32% tem o tucano).

Simulações de segundo turno também apontam crescimento de Serra

Se o segundo turno das eleições para presidente fosse hoje, Serra teria nove pontos de vantagem sobre Dilma. Na pesquisa anterior, essa diferença era de quatro pontos. Hoje, Serra teria 48% dos votos, contra 45% em fevereiro, e Dilma teria 39%, contra 41% no mês passado. Os índices de eleitores que votariam em branco ou anulariam e os indecisos ficaram estáveis.

Numa simulação de segundo turno contra Ciro, a vantagem do tucano é maior. O governador de São Paulo tem 52% das intenções de voto e Ciro tem 29%. Na última pesquisa, os índices eram de 49% e 31%, respectivamente.

O candidato do PSB também perderia para Dilma em um eventual segundo turno (46% a 34%). A diferença a favor da ministra alterou-se dentro da margem de erro da pesquisa. No mês passado, Dilma tinha 46% e Ciro 33%.

O Datafolha também pesquisou o índice de rejeição dos candidatos à presidência. Com o crescimento em seu índice, Ciro Gomes é agora o candidato que apresenta maior rejeição. 26% dos entrevistados afirmaram que não votariam em Ciro no primeiro turno das eleições, cinco pontos a mais do que o índice da pesquisa anterior.

Em relação ao último levantamento, mais eleitores afirmam que não votariam em Marina Silva. Sua rejeição passou de 19% para 22%.

A rejeição aos principais candidatos é similar e não variou. Enquanto 25% dos eleitores rejeitam Serra, 23% rejeitam Dilma.

Sem mostrar a lista de nomes dos candidatos, o Datafolha questionou os entrevistados em quem eles votariam para presidente. Apenas 41% dos entrevistados souberam apontaram algum candidato. Quando o fazem, a diferença entre Dilma e o candidato tucano está dentro da margem de erro da pesquisa. A ministra da Casa Civil tem 12%, contra 8% de Serra. Os índices não sofreram variações significativas em relação à pesquisa anterior.

Mesmo sem ser candidato, Lula ainda aparece com 8% das menções espontâneas. Progressivamente, a população está percebendo que o presidente não concorrerá nas próximas eleições. Em novembro do ano passado, o presidente tinha 25% da preferência do eleitorado.

 
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Publicado por em 29/03/2010 em Uncategorized

 

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Serra e Dilma empatam na base lulista

dos que aprovam Lula, 33% votam na petista, e 32%, no tucano

  •  só 58% dos eleitores sabem que Dilma é a candidata de Lula
  •  Texto de hoje (28.mar.2010) na “Folha” mostra um dado relevante para entender a origem da vantagem do candidato do PSDB na corrida presidencial:

    A popularidade recorde de 76% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva se fragmenta quando se trata de eleger o seu sucessor. Embora seja de oposição, José Serra (PSDB) está empatado com Dilma Rousseff (PT) entre os eleitores que consideram o governo Lula ótimo ou bom, segundo a pesquisa Datafolha.

    No levantamento realizado nos dias 25 e 26 deste mês, Dilma registra 33% de intenção de votos entre os eleitores que dão 76% de aprovação ao governo Lula. Já Serra obtém 32% dos votos nesse segmento. Ciro Gomes (PSB) recebe 11% dos votos dos eleitores que aprovam Lula, e Marina Silva (PV), 7%.

    A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

    Esses números do Datafolha mostram que ainda está longe de se concretizar a transferência automática dos votos de Lula para sua candidata. Também fica mais nítida a estratégia de Serra, cujas declarações públicas têm sido elogiosas em relação ao atual presidente.

    Outro dado relevante é o desempenho de Dilma entre os que consideram o governo Lula apenas regular (20% dos eleitores). Nesse grupo de eleitores não há empate: o Datafolha detectou uma grande vantagem de Serra, que recebe 51% das intenções de voto, contra apenas 9% da petista. Com 10% cada um, Ciro e Marina estão numericamente à frente de Dilma.

    Entre os 4% que consideram o governo Lula ruim ou péssimo, Serra lidera com folga, atingindo 48%. Nesse segmento, Marina vem a seguir (11%), seguida por Ciro (8%) e Dilma, que está em quarto lugar (5%).

    O Datafolha mostra também que Dilma não se ressente mais de ser uma pessoa pouco conhecida dos eleitores: 87% já dizem conhecê-la de alguma forma, ainda que apenas de ter ouvido falar a seu respeito. Ou seja, não é por ser desconhecida dos eleitores que a petista estaria impedida de melhorar sua taxa de intenção de votos.

    Serra tem um percentual mais alto, com 97% dos eleitores dizendo conhecê-lo. Ciro tem 93%, e Marina, 52%.

    Um fato a contribuir para Dilma estar agora estacionada na pesquisa é que só 58% dos eleitores sabem que ela é a candidata de Lula; 5% acham que o atual presidente apoia Serra. Esses percentuais pouco se alteraram de dezembro para cá.

     Por Uol/Fernando Rodrigues

     
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    Publicado por em 29/03/2010 em Uncategorized

     

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    “O Brasil está dividido”

    “Será uma disputa dura para qualquer um dos lados. Não há favoritos”

    Apesar de toda sorte de ma­zelas que atingem o universo político brasileiro com escândalos de corrupção, compra de votos, mensalinhos e mensalões, as eleições de 2010 consolidarão no País uma característica típica de países desenvolvidos: a segmentação eleitoral. Apenas países com democracias longevas e estruturadas têm disputas tão passionais entre dois partidos políticos antagônicos.

    “A novidade é que o cidadão não vota mais em candidatos que
    dão ênfase somente a grandes obras de infraestrutura”

    É assim nos Estados Unidos, com o Democrata e o Republicano; na Inglaterra, com o Trabalhista e o Conservador; e, agora, no Brasil, com o PT e o PSDB. “Esse é um fenômeno novo, em que duas forças dominam a maior parte do eleitorado e dependem dos eleitores de centro para vencer as eleições”, diz o sociólogo e cientista político Alberto Carlos Almeida, do Instituto Análise, principal advogado dessa tese. Autor dos livros “A Cabeça do Brasileiro”, “A Cabeça do Eleitor” e do novo “Erros nas Pesquisas Eleitorais e de Opinião”, Almeida acredita mais uma vez que o eleitor será pragmático. “Ele escolhe aquele que lhe der mais capacidade de consumo.”

    “Já está dado o alinhamento: a classe mais alta prefere o PSDB
    e os mais pobres o PT. Não existe lulismo, Lula será passado em alguns dias”

    Istoé –

    Qual é o presidente que o brasileiro quer? 

    Alberto Carlos Almeida –

    Ele quer um presidente que melhore a vida diária dele especificamente no consumo, na sua capacidade de comprar mais. O eleitor brasileiro é extremamente pragmático e egoísta. A maioria expressiva não pensa no bem comum. Só olha para o próprio umbigo, o bolso e o bem-estar. 

    Istoé – Então, voto não tem ideologia, o eleitor pouco se preocupa com o coletivo? Alberto Carlos Almeida – Na eleição, o eleitor vê a oportunidade de manter alguma coisa na vida dele ou de mudar alguma situação que não o está ajudando em nada. A novidade eleitoral é que o cidadão não vota mais em candidatos que dão ênfase somente a grandes obras de infraestrutura. O eleitor agora se preocupa principalmente com temas sociais, como a saúde.

     Istoé – Há uma mudança no perfil do eleitor? Alberto Carlos Almeida – Sim. O eleitor não acreditava que seu voto poderia mudar a sua forma de viver. Agora não. O eleitorado pobre, por exemplo, descobriu que com o passar do tempo ele ficou menos pobre, foi se escolarizando, e agora sabe que seu voto pode mudar sua vida. Políticos que não tinham marcas do social, como o (Paulo) Maluf, ficaram ultrapassados.

     Istoé – Esse tipo de comportamento serve para todo mundo? Alberto Carlos Almeida – Em certa medida, sim. Mas quanto mais o eleitor está colado na necessidade, mais ele é pragmático.

     Istoé – O Brasil está dividido eleitoralmente? Alberto Carlos Almeida – Estamos diante de um novo fenômeno que surgiu a partir de 2006, que é a segmentação eleitoral. Hoje, temos uma segmentação típica de países desenvolvidos, como a Inglaterra. O eleitorado tem segmentos diferentes. Os mais pobres tendem a votar no PT, enquanto a classe média, que ganha acima de R$ 1,2 mil, tende a votar no PSDB. Isso aconteceu nas últimas eleições presidenciais e vai se repetir em 2010. É uma mudança que veio para ficar. O Nordeste terá tendência de votar pesadamente, em todas as eleições, em um candidato do PT, enquanto o Sul tenderá a votar no PSDB.

     Istoé – Por que um país desenvolvido tem essa característica? Quais são os alicerces sociais para se chegar a isso? Alberto Carlos Almeida – A primeira coisa é ter certa longevidade do sistema democrático. Apesar de jovem, o Brasil já conseguiu essa condição. A outra característica é surgir dentro desse sistema um partido de esquerda que busque apoio social. Isso é o que o PT fez e vem fazendo.

     Istoé – É um novo cenário calcado em quê? Ideologia? Alberto Carlos Almeida – uma ideologia no sentido fraco do termo, em formas de pensar diferentes. Uns acham que o governo tem que ajudar mais as pessoas a mudar de vida ativamente. Outros têm a visão de que as próprias pessoas é que terão que fazer mais. São duas ideologias distintas. A pessoa que é mais pobre, naturalmente, tende a pensar que precisa de alguma ajuda.

     Istoé – É aí que o PT ganha força eleitoral? Alberto Carlos Almeida – É. O PT trocou a ligação com as celebridades pela entrada de milhões de desconhecidos do interior do Nordeste. O partido mudou a fonte de sua força. Quem lembra que Paulo Betti fez campanha para o PT? Ninguém. O que importa é o Bolsa Família e o eleitor do Nordeste. Se for feita uma pesquisa no País só sobre o PT, fica claro que ele tem uma imagem fortalecida junto a esse eleitor mais pobre. É o PT, não é Lula nem ninguém. O PT é conhecido e é valorizado por esse segmento da sociedade. A forma como o partido criou sua imagem é responsável por uma segmentação da sociedade. Isso é uma das características políticas de um país desenvolvido. Ou seja, o eleitor certo de cada lado. É um equívoco pensar que o PT está enfraquecido.

     Istoé – Isso pode garantir ao PT uma continuidade no poder? Alberto Carlos Almeida – Hoje, na eleição presidencial o PT tem como certo 30% do eleitorado, o PSDB conta com 25% dos votos e o resto é eleitor de centro que flutuará de acordo com a conjuntura. Isso veio para ficar. A eleição será decidida pelo eleitor de centro. Este ano, será uma disputa dura para qualquer um dos lados. Não há favoritos. O PT tem um marca forte, mas também existe a força do anti-PT, que naturalmente é o eleitor do PSDB. O Brasil caminhou rapidamente para ser um país bipartidário quando se trata de eleição presidencial.

     Istoé – As últimas pesquisas mostram um crescimento da ministra Dilma no sudeste. Isso é uma surpresa?Alberto Carlos Almeida – O Sul e o Sudeste têm preferência pelos tucanos. Mas o fato é que a Dilma entrou numa área que é do Serra. Disputa eleitoral é isso: um tem que entrar na área do outro.

     Istoé – Qual discurso a oposição terá que adotar para ganhar espaço? Alberto Carlos Almeida – Ela terá que desconstruir a ministra Dilma e deixar claro que seu candidato é mais preparado para continuar o que está aí. Por exemplo, o PSDB terá que mostrar ao eleitorado que Serra tem mais ponto de contato com o Lula que a Dilma.

     Istoé – Em que sentido? Alberto Carlos Almeida – O Lula veio da pobreza rural nordestina, o Serra veio da pobreza urbana e a Dilma é filha da classe média. Quais são os desdobramentos dessa afirmação? O Serra, assim como o Lula, teve dificuldades na infância. O Lula tem experiência administrativa, o Serra também. Os dois lutaram contra a ditadura, mas, ao contrário de Dilma, que foi guerrilheira, eles não pegaram em armas para fazer isso, o que mostra que ela é muito diferente do Lula. O PSDB terá que demonstrar que Lula e Serra são mais iguais e que a Dilma não terá condições de conseguir o mesmo desempenho que o presidente teve. O PSDB tem que mostrar que Dilma não é Lula.

     Istoé – O chamado lulismo poderá definir as eleições?Alberto Carlos Almeida – Não existe lulismo. O Lula só é bem avaliado pelo desempenho do governo dele.

     Istoé – Para o sr., o Lula não é um fenômeno? Alberto Carlos Almeida – Não. Ele tem é sorte. O Lula ganhou força porque seu governo é bem aprovado. Lula não é um mito. Ninguém tem sucesso sem ter sorte. Competência, ele teve! Qual foi? Domesticar o PT, levar o partido para o centro e manter a política econômica.

     Istoé – O presidente Fernando Henrique não teve sorte? Alberto Carlos Almeida – Comparando com o Lula, ele foi sem sorte. A sorte sorriu mais para o Lula que para FHC.

     Istoé – Qual será o impacto eleitoral da comparação entre os governos do PSDB e do PT?Alberto Carlos Almeida – O eleitor não está nem aí para isso. Já está dado o alinhamento: o eleitor que é classe mais alta prefere o PSDB e os mais pobres o PT. Isso é passado. Como o Lula será passado daqui a uns dias.

     Istoé – Qual será o grande tema eleitoral deste ano?Alberto Carlos Almeida – Até agora não existe um grande tema. Em 94, o tema dominante foi o controle da inflação. Quatro anos depois foi a crise econômica. Em 2002, o eleitor deu ênfase ao desemprego e em 2006 ao Bolsa Família. Agora, a inflação está contida, o desemprego não é mais um problemão e o Bolsa Família está consolidado.

     Istoé – Então, ganha as próximas eleições a candidata ou candidato que melhor representar a continuidade?Alberto Carlos Almeida –

    Um tema que pega o governo de calça arriada é o imposto. Em 2010, o tema que poderá embaralhar todas as cartas que estão na mesa será a redução dos impostos. Na verdade, os políticos não estão ligados neste tema. Quem está preocupado com isso, segundo as pesquisas, é o eleitorado, o pobre inclusive. Ele acha que os impostos são um problema para a vida dele. O eleitor acredita que o governo pode ser exatamente o que é, mas cobrando menos impostos. 

    Istoé -O controle fiscal eficiente é o principal discurso do PSDB. É possível passar essa mensagem para o eleitor ou esse é um tema muito complexo?Alberto Carlos Almeida – Possível é. Porém, a maneira mais eficiente de falar isso é mostrar para o eleitor que o imposto alto atinge o bolso dele. Esse é um problema que afeta todo o eleitorado, do PT ao do PSDB, passando pelo eleitor de centro.

     Istoé – O eleitor quer um Estado forte? Alberto Carlos Almeida – Essa é uma discussão entre os políticos, mais intelectualizada. O eleitorado não é conectado neste debate. O que o eleitor quer é mais dinheiro no bolso dele. Ponto. O foco do eleitor é o bem-estar dele, a condição financeira da família.

     Istoé – Diante disso, a Dilma leva vantagem nessa eleição, já que 30 milhões de pessoas subiram para a classe C neste governo?Alberto Carlos Almeida – A Dilma já conseguiu o recall necessário para participar da largada da corrida eleitoral. Ela já está na

    Istoé – O eleitor ainda pode mudar de voto? Alberto Carlos Almeida – Sim. Os resultados das pesquisas decorrem de um estímulo que é feito, dizendo que haverá eleição este ano. A maioria das pessoas nem sabe que teremos eleições este ano.

    Istoé – Como o eleitor trata o tema corrupção? Alberto Carlos Almeida – A corrupção está colocada como uma questão moral. O eleitor não se preocupa muito com isso. Agora, se houvesse um discurso do tipo: irei combater a corrupção porque meu compromisso é reduzir os seus impostos. Ou, se a corrupção e o desperdício forem reduzidos, eu irei reduzir seus impostos. Aí sim, chamaria a atenção do eleitor.

     Istoé – Dá para acreditar em pesquisas eleitorais?Alberto Carlos Almeida – Na média dá. Mas em geral o eleitor não sabe o resultado das pesquisas. Se o candidato está muito na frente, o eleitor conhece muita gente que vota nele. Pesquisas feitas corretamente podem ter resultados diferentes.

     Por Istoé

     
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    Publicado por em 27/03/2010 em Uncategorized

     

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