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Datafolha – 29/Março –

29 mar

José Serra, candidato do PSDB à presidência, voltou a abrir vantagem sobre Dilma Rousseff (PT) em pesquisa de intenção de voto feita pelo Datafolha. A vantagem do tucano sobre a petista, que era de quatro pontos percentuais na sondagem do mês passado, agora é de nove pontos. Enquanto Serra ganhou quatro pontos e chegou a 36% das intenções de voto, Dilma oscilou negativamente um ponto, e agora tem 27%.

O resultado mostra uma reversão no crescimento de Dilma e a recuperação de Serra. Em dezembro, a petista tinha 23% das intenções de voto, contra 37% de Serra.

O atual governador de São Paulo ganhou espaço na mídia durante as últimas semanas ao manifestar sua intenção de concorrer ao Planalto. Ele deve se desincompatibilizar do cargo até o dia 01 de abril, deixando o governo paulista para seu vice Alberto Goldman.

Os desempenhos dos outros candidatos mantiveram-se praticamente inalterados. Ciro Gomes (PSB), que tinha 12% em fevereiro, agora tem 11%, e Marina Silva (PV) manteve 8%. Pretendem anular ou voto ou votar em branco 7% dos entrevistados (eram 9% em fevereiro). Já os indecisos são 11%.

A pesquisa Datafolha entrevistou 4158 brasileiros de 16 anos ou mais nos dias 25 e 26 de março de 2010, e a margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Um outro cenário, sem o nome de Ciro Gomes, também foi testado. Neste, a diferença entre os dois principais candidatos é de dez pontos. Serra tem mais dois pontos em relação à pesquisa anterior, com 40% da preferência dos eleitores. Dilma está com um ponto a menos, e hoje tem 30%. Marina Silva manteve os mesmos 10% do levantamento anterior.

Pela primeira vez nessa corrida eleitoral, o Datafolha incluiu sondagens com candidatos “nanicos”, que não modificam o panorama observado nas situações sem eles.

No cenário que inclui os nanicos e Ciro Gomes, Serra tem 36%, contra 26% de Dilma, 10% de Ciro e 8% de Marina. Nenhum outro candidato teria 1% dos votos se a eleição fosse hoje. Já no cenário com nanicos e sem Ciro, Serra atinge 39%, Dilma tem 29% e Marina chega a 9% das intenções de votos. Nesta sondagem, Mário de Oliveira (PT do B) tem 1%.

Serra cresce dez pontos na Região Sul

Apesar de ter crescido em todas as regiões, foi o Sul do Brasil que mais contribuiu para a variação positiva do candidato do PSDB. Serra ganhou dez pontos na região quando comparado com a pesquisa do mês passado, e agora tem 48% das intenções de voto contra 20% de Dilma, que perdeu quatro pontos. Também contribuiu para o crescimento do tucano a diminuição no número de indecisos (16% para 5%).
Nas outras regiões, Serra e Dilma variaram próximos à margem de erro da pesquisa. Excluindo-se o Sul, região do maior índice de intenção de voto de Serra, o peessedebista apresenta melhor desempenho no Sudeste, onde tem 40%, e a petista tem 24%. O Nordeste é a única região onde Dilma está na frente de Serra (35% a 25%).

Outro fator que contribui para a melhor performance de Serra foi o aumento das intenções de voto entre os menos escolarizados. Entre os eleitores com o ensino fundamental completo, Serra saltou de 31% para 37%, enquanto Dilma manteve-se estável, com 26%. Já entre a população com ensino médio, o governador de São Paulo ganhou quatro pontos e Dilma perdeu três. Por outro lado, a ministra ganhou quatro pontos entre os mais escolarizados (superior completo) e, pela primeira vez em três leituras, ultrapassou Serra (33% a 31%), que perdeu cinco pontos na preferência do eleitorado.

A pesquisa também mostra uma correlação positiva entre renda e escolaridade, já que o tucano ganhou eleitores de menor poder aquisitivo, e Dilma variou positivamente entre os mais abastados.

Serra ainda ganhou intenções de voto em todas as diferentes quebras por idade, com destaque para o crescimento de seis pontos entre os eleitores de 45 a 59 anos.

O resultado da pesquisa também aponta que Dilma segue com mais dificuldades de conquistar o eleitorado feminino, no qual tem 22% da preferência contra 37% do candidato da oposição. Entre os homens, essa diferença cai para três pontos (35% a 32%).
O candidato também cresceu entre o grupo de entrevistados que avalia o governo de Lula como bom ou ótimo. Agora, está empatado tecnicamente com Dilma nesse segmento. (33% tem a petista, 32% tem o tucano).

Simulações de segundo turno também apontam crescimento de Serra

Se o segundo turno das eleições para presidente fosse hoje, Serra teria nove pontos de vantagem sobre Dilma. Na pesquisa anterior, essa diferença era de quatro pontos. Hoje, Serra teria 48% dos votos, contra 45% em fevereiro, e Dilma teria 39%, contra 41% no mês passado. Os índices de eleitores que votariam em branco ou anulariam e os indecisos ficaram estáveis.

Numa simulação de segundo turno contra Ciro, a vantagem do tucano é maior. O governador de São Paulo tem 52% das intenções de voto e Ciro tem 29%. Na última pesquisa, os índices eram de 49% e 31%, respectivamente.

O candidato do PSB também perderia para Dilma em um eventual segundo turno (46% a 34%). A diferença a favor da ministra alterou-se dentro da margem de erro da pesquisa. No mês passado, Dilma tinha 46% e Ciro 33%.

O Datafolha também pesquisou o índice de rejeição dos candidatos à presidência. Com o crescimento em seu índice, Ciro Gomes é agora o candidato que apresenta maior rejeição. 26% dos entrevistados afirmaram que não votariam em Ciro no primeiro turno das eleições, cinco pontos a mais do que o índice da pesquisa anterior.

Em relação ao último levantamento, mais eleitores afirmam que não votariam em Marina Silva. Sua rejeição passou de 19% para 22%.

A rejeição aos principais candidatos é similar e não variou. Enquanto 25% dos eleitores rejeitam Serra, 23% rejeitam Dilma.

Sem mostrar a lista de nomes dos candidatos, o Datafolha questionou os entrevistados em quem eles votariam para presidente. Apenas 41% dos entrevistados souberam apontaram algum candidato. Quando o fazem, a diferença entre Dilma e o candidato tucano está dentro da margem de erro da pesquisa. A ministra da Casa Civil tem 12%, contra 8% de Serra. Os índices não sofreram variações significativas em relação à pesquisa anterior.

Mesmo sem ser candidato, Lula ainda aparece com 8% das menções espontâneas. Progressivamente, a população está percebendo que o presidente não concorrerá nas próximas eleições. Em novembro do ano passado, o presidente tinha 25% da preferência do eleitorado.

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Publicado por em 29/03/2010 em Uncategorized

 

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