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Arquivo diário: 09/04/2010

Todas as menções restritivas à internet foram eliminadas.

Mais uma vez a Justiça Eleitoral reafirmou o caráter de território livre da internet para a expressão de ideias. Ontem (8.abr.2010), sob a presidência do ministro Carlos Ayres Britto, o Tribunal Superior Eleitoral aprovou uma mudança no texto da Resolução nº 23.191 para liberar a realização de debates político-eleitorais entre candidatos na internet. Eliminou assim, de uma vez, a equiparação da rede mundial de computadores a emissoras de rádio e televisão para esse fim. Todas as menções restritivas à internet foram eliminadas.

 Como se sabe, no Brasil, há várias regras restritivas para realização de debates eleitorais em rádio e em TV (aliás, algum dia alguém poderá argumentar a inconstitucionalidade dessas normas). O fato é que essas determinações continuam valendo, mas não se aplicam mais à web.

 A decisão de ontem do TSE foi unânime e aprovada por sugestão do ministro Arnaldo Versiani, relator das resoluções que regulam as eleições deste ano e 2010.

 A principal alteração da Resolução nº 23.191 se refere ao artigo 30, cuja redação inicial era: “Inexistindo acordo, os debates, inclusive os realizados na internet ou em qualquer outro meio eletrônico de comunicação, deverão obedecer as seguintes regras:”. Seguia-se então um rosário restritivo. Agora, esse artigo 30 passou a ter a seguinte redação: “Inexistindo acordo, os debates transmitidos por emissora de rádio ou televisão deverão obedecer as seguintes regras:”. Ou seja, as normas passam a valer só para emissoras de rádio e de TV.

 Ao retirar qualquer regra imposta para debates na web, o TSE alinhou sua resolução a várias determinações legais recentes. A mais importante consta da ementa (resumo) do julgamento da ADPF (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental) 130 no STF (Supremo Tribunal Federal), que considerou inconstitucional a lei 5.250, de 1967, a chamada Lei de Imprensa em uma decisão de 30.abr.2009. Eis o trecho mais relevante a respeito da web: “Silenciando a Constituição quanto ao regime da internet (rede mundial de computadores), não como se lhe recusar a qualificação de território virtual livremente veiculador de ideias e opiniões, debates, notícias e tudo o mais que signifique plenitude de comunicação”.

 Mais claro, impossível.

 Mas não fosse essa decisão do STF já suficiente, o Congresso tentou novamente manietar a internet por meio da aprovação da lei 12.034, em 29.set.2009, que regula as eleições de 2010. Havia ali uma tentativa inconstitucional de equiparar a web ao rádio e à TV para efeito de realização de debates eleitorais. O dispositivo foi vetado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em sua mensagem de veto ao sancionar a lei, Lula escreveu: “A internet é, por natureza, um ambiente livre para a manifestação do pensamento, sendo indevida e desnecessária a regulamentação do conteúdo relacionado à atividade eleitoral em vista da existência de mecanismos legais para evitar abusos. Ademais, a equiparação da radiodifusão com a rede mundial de computadores é tecnicamente inadequada, visto que a primeira decorre de concessão pública.

 Tudo somado, deu-se um enorme avanço institucional na direção de liberar o uso livre da internet durante períodos eleitorais no Brasil. Ainda falta muito, mas debates eleitorais, pelo menos, já estão liberados. A democracia, penhorada, agradece.

Por UOL/Fernando Rodrigues

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Publicado por em 09/04/2010 em Uncategorized

 

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pesquisa mostra o que determina a valorização de uma marca junto aos consumidores

Profissionais de Marketing que estudam os mercados asiáticos concluíram que a recessão no continente já está praticamente encerrada. Porém, não se pode dizer o mesmo da Europa e América do Norte. Os lucros das empresas que compõem o S&P 500 despencaram a níveis não vistos desde a Segunda Guerra Mundial e a taxa de desemprego nos EUA é a mais elevada dos últimos 15 anos.

Claro, não é só desgraça e pessimismo para todas as empresas. Varejistas, como o Wal-Mart, fazem parte de um segmento que tem tido bom desempenho nos últimos 18 meses. Na verdade, a crise provocou uma alteração na demografia dos clientes destas lojas. Antes, a maioria pertencia a um grupo de renda baixa ou média; hoje, estabelecimentos como a Wal-Mart, ALDI e Lidl estão atraindo cada vez mais consumidores de alta renda.

É uma dinâmica interessante, principalmente quando consideramos os últimos resultados das pesquisas da American Customer Satisfaction Index (ACSI – Índice Americano de Satisfação do Consumidor). Nos 15 anos em que se vem medindo os índices, nunca se viu consumidores tão satisfeitos como hoje!

Assim, pessoas que sofreram contratempos econômicos remanejaram alguns de seus gastos, deixando de consumir marcas conceituadas, passando a comprar marcas populares e, apesar de tudo, estão muito felizes. Está mais do que claro que não são consumidores que estão apenas se adaptando à turbulência a contragosto e ansiosos para retomar seus hábitos de consumo pós-crise.

Então, o que isso significa para as marcas conceituadas na medida em que as grandes economias saem da crise? Os resultados de um projeto de pesquisa do IMD sobre “o que determina a valorização da marca pelos consumidores?” esclarece um pouco esta questão.

Junto à pesquisa, há um estudo europeu de consumo em que, por meio de um sofisticado instrumento de pesquisa de mercado, foi medido o valor que os consumidores atribuem às suas marcas preferidas em uma série de categorias de consumo popular.

A fim de obter respostas à pergunta “o que determina a valorização da marca?” também indagamos aos entrevistados sobre seus estilos e hábitos de compra, bem como suas atitudes em relação a compras, para então segmentá-los.

Identificamos três pares de segmentos importantes. Há consumidores que são habituais em suas compras versus aqueles que estão abertos a experimentar algo diferente. Há consumidores com consciência de qualidade, isto é, aqueles que se esforçam para adquirir o melhor, contra aqueles que se contentam com o ‘bom o suficiente’. E, por fim, há consumidores que percebem uma considerável diferença entre as marcas em uma determinada categoria de produto contra aqueles que não percebem.

Sendo assim, exploramos como esses diferentes segmentos valorizam as marcas, o que resultou em insights reveladores.

Insights
Nossa primeira revelação não foi surpreendente, mas informativa. Consumidores habituais valorizam as marcas significativamente mais do que consumidores experimentais. Ou seja, para uma parcela importante da população, as marcas são um mecanismo conveniente para justificar compras habituais. Fundamentalmente, isto é favorável às marcas estabelecidas, mas pode facilmente se tornar um contratempo se os consumidores, devido às situações financeiras pessoais, forem forçados a escolher uma marca mais barata.

Uma vez que os consumidores se familiarizam com tal marca barata, a mesma passará a ser tão eficaz no suporte aos compradores habituais quanto à marca mais cara. Assim, há pouco incentivo para os consumidores habituais voltarem à marca original quando a situação econômica for amenizada.

Nossa segunda revelação foi muito chocante. Em geral, marcas fortes indicam qualidade. No entanto, descobrimos que os consumidores que dão grande valor à qualidade, não valorizaram suas marcas preferidas mais que os consumidores que estão satisfeitos com o “bom o suficiente”.

Assim, marcas de bens de consumo não servem como base de qualidade. Consumidores que abandonaram as marcas conceituadas por razões econômicas muito provavelmente não terão motivo para voltar a estas marcas simplesmente por serem “sinônimos de qualidade”. Elas não representam qualidade na mente dos consumidores.

Nosso último insight ressalta a importância da diferenciação. Consumidores que percebem a existência de uma diferença entre marcas também valorizam suas marcas preferidas mais do que consumidores que percebem pouca diferença entre elas.

Essa talvez não seja uma descoberta muito surpreendente, mas oferece uma orientação tangível para gerentes de marca; reforça o velho mantra “Diferencie! Diferencie! Diferencie!”

Implicações
Nossa pesquisa sugere, que, ao sairmos da crise, a esperança de que tudo voltará automaticamente ao seu devido lugar pré-crise são descabidas. Torna-se imperativo se diferenciar e os profissionais de marketing precisam ser pró-ativos na busca deste objetivo para o qual há dois elementos críticos. O primeiro é criar um ponto de diferenciação; o segundo é comunicar tal ponto de diferenciação.

A criação de pontos concretos de diferenciação quase sempre exige inovação que, por sua vez, requer verba de P&D. Mas apenas a inovação tecnológica não é suficiente. As empresas também precisam se organizar para poderem inovar o mercado tecnologicamente. Como geralmente isso é um empreendimento exigente e dispendioso, empresas em tempos de crise tendem a deixá-lo de lado. Porém, já não podem mais se dar esse luxo.

Comunicar um ponto de diferenciação exige verba de comunicação e, devido às grandes mudanças ocorrendo nesses meios, estas verbas deverão ser alocadas para tal. Gestores de empresas que reduziram seus orçamentos para comunicação deverão refletir se não chegou a hora de direcionar aumentos para “novas mídias”. De qualquer forma, a comunicação não é gratuita. A hora de investir é agora.

Martin A. Koschat (Professor dos programas Accelerated Executive Development Program, Building on Talent, Orchestrating Winning Performance e Strategic Marketing in Action)

Por Mundo Marketing/HSMGlobal

 
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O que há de novo?

O filósofo brasileiro Mario Sergio Cortella foi o primeiro palestrante do segundo dia do Fórum HSM de Gestão e Liderança 2010. Com a simpatia e o bom humor que lhe são peculiares, levou a audiência a refletir sobre a tão falada “mudança” e sobre ética nas relações, entre outros aspectos.

“Num mundo em transformação, há pessoas que se esquecem que a ética também caminha para uma mudança”, alertou Cortella no início de sua apresentação. O professor referia-se ao movimento do Ocidente em relação ao Oriente, e vice-versa. Nos países de ética não-judaico-cristã, como as potências China e Índia, a maioria da população é reencarnacionista. No entanto, a ética Ocidental é calcada na crença em uma só vida, e mais em escolha do que em destino. Que diferença isso pode fazer?

Considere que você é uma empresa global atuando em Bangalore, na Índia. Sua equipe indiana talvez esteja muito menos preocupada com um plano de carreiras do que com a roda das reencarnações. Menos preocupada com cuidar do final desta vida, por meio de uma previdência privada, do que um ocidental estaria. Afinal, para hinduístas, a vida não é só esta e, a próxima, dependerá desta.

Essa imagem levou à reflexão sobre o conceito de tempo. O palestrante recordou o que respondeu Mao Tsé-Tung, líder da revolução comunista da China, quando indagado sobre o que achava a respeito da Revolução Francesa, ocorrida em 1789: “É muito cedo para avaliar”. Contou ainda que a China, em grande parte confucionista, acaba de investir na compra de alguns dos pianos mais sofisticados e desejados do mundo. O objetivo? “Em 2100, queremos ter os melhores pianistas” – certamente, uma maneira distinta de estar no mundo. “Longo prazo, para nós, é o mês que vem”, brincou Cortella.

“Não há lugares marcados no futuro, a menos para quem é capaz de prestar atenção aos processos de mudanças e ter postura proativa em relação a isso, isto é, estar preparado”, alertou. Mas é bom ter em mente que todo ser humano da história sentiu que as mudanças que observava no mundo eram turbulentas e angustiantes, em qualquer época. “Cuidado com quem diz ‘este mundo está perdido’, porque é sinal de que essa pessoa começou a se perder neste mundo. A novidade não é a mudança, mas a velocidade da mudança.”

As inovações tecnológicas trouxeram novidade idêntica à que trouxe o Renascimento do século XVI. Na visão de Cortella, as mudanças dos últimos cinco séculos foram golpes no óbvio e, portanto, temos de ter cuidado com ele, em vez de desprezá-lo afirmando “Mas isso é óbvio!”.

Cuidado com o óbvio!

Vivemos 500 anos de rupturas ocasionadas por quem conseguiu ver alternativa ao óbvio, ou ao que era tido como verdade universal. “Imagine que, se você e eu vivêssemos na Europa de 1510, viveríamos num universo redondo e finito com Terra no centro, o homem no centro da terra, alma no centro do homem e Deus no centro da alma. Isso foi abalado com uma velocidade inacreditável, a começar por Galileu, que assumiu a visão de Copérnico.” O professor chama a atenção para o fato de Galileu ter dito que o que nós víamos não era real. “Ele negou o óbvio e nos tirou do centro do universo, embora até hoje pensemos ser o centro, que Deus fez tudo isso só para estarmos aqui.”

O pesquisador Charles Darwin, por sua vez, no século XIX, disse que não fomos criados um pouco abaixo dos anjos, mas um pouco acima dos macacos. “Isso sim é abalo, pois nossa autoimagem foi embora. Ainda disse que somos frutos do acaso e da mutação e que poderemos não estar aqui um dia.”

Chegou o tempo de Sigmund Freud e, então, soubemos que temos um porão escondido, o inconsciente. “Se abrir a porta do porão, sai um zoológico. Acontece nos sonhos, na embriaguez, nos atos falhos. É o porão que nos controla e, portanto, a alma não está mais no centro do homem. Pouquíssimo tempo depois, Deus morreu. Essa foi a noção que surgiu com as discussões de Freud, Nietzsche e Marx sobre a divindade. Em suma, a concepção do mundo já havia mudado completamente, quando Einstein provou: “Tudo é relativo, nada é fixo”.

Nos últimos 50 anos, vivemos simplesmente muita aceleração tecnológica, acentuada rapidez no surgimento de ideias, alta velocidade nas vidas e nos processos, o que nos leva a muitas incertezas. Estamos como no período renascentista. Porém, como bem definiu Immanuel Kant, no século XVII, mede-se a inteligência de um indivíduo pelo número de incertezas que ele é capaz de suportar.

HSM Online

 
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Como os líderes mundiais usam o Twitter?

Aproveitando que estamos em ano de eleição, divido com vocês um relatório que encontrei sobre como governantes estão atuando nas mídias sociais. Que a internet foi parte fundamental no sucesso da campanha de Obama todo mundo já sabe, mas o Real Leaders Tweet analisa como as mídias sociais estão ajudando chefes de Estado a mudar a forma como seus governos se comunicam, engajando a população.

Desenvolvido pelo Digital Policy Council, braço de pesquisas da Digital Daya, uma consultoria americana que tem a missão de ensinar governos e grupos relacionados a usar as novas plataformas digitais para criar uma imagem pública mais positiva e moderna, o relatório mostra que, dos 164 países das Nações Unidas, 24 têm seus representantes nas redes sociais.

Segundo o estudo, “governos sábios e seus líderes se voltaram para as mídias sociais para se conectar com os eleitores“. O trabalho mostra que eles usam o microblog para dar informação, expor, defender e debater suas políticas de governo. Um dado interessante: 21 dos 24 países em que líderes ou agências usam o Twitter são democracias estáveis, o que representa 84%. O trabalho deixa claro, no entanto, que a comunicação na web 2.0 não é uma exclusividade das nações ocidentais e nem mesmo a democracia é um pré-requisito para o seu uso.

O estudo ressalta que os líderes democratas buscam o engajamento da sociedade através da rede, enquanto países com regime monarquista ou que passam por instabilidade política preferem usar as redes para informar a população. O trabalho mostra entre exemplos de líderes no Twitter o Sheik Mohammed, em Dubai, e a rainha Rania, na Jordânia. Rania, que tem 1,2 milhão de seguidores, foi elogiada ao comentar no Twitter, em vez de esconder, que perdeu vários integrantes da equipe de resgate no terromoto do Haiti. A consultoria acredita que o uso do Twitter por líderes para fins de informação e engajamento da população sobre suas questões de Governo continuará a crescer, embora reconheça que determinadas nações continuarão tentando controlar o uso e acesso às redes sociais. Veja aqui o relatório na íntegra.

Obs: Falando sobre o uso das redes para política, vamos fazer aqui no iDigo o curso “Campanha Política na Web – O que considerar na hora de montar sua plataforma digital”  , no dia 14 de Maio, no Rio de Janeiro . E até esta sexta-feira (dia 9) está rolando um concurso cultural, em parceria com o Nós da Comunicação , para dar uma vaga gratuita e outras duas com desconto de 50% para quem melhor responder a pergunta:  ’Como a internet pode ajudar a aproximar os políticos do eleitorado? O curso se divide em quatro módulos (em um total de 8 horas): O modelo Obama; Redes Sociais – aliadas nas campanhas; O uso do mobile nas campanhas políticas; Os benefícios do marketing de busca.

 
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Como as 100 maiores empresas do mundo usam as mídias sociais?

Esta é uma pergunta interessante. Entender como as maiores empresas do mundo atuam nas mídias sociais pode ajudar a prever tendências que mais tarde chegarão por aqui. Abaixo segue um infográfico feito pela Flowtown, empresa que atua conectando os negócios aos consumidores.

Segundo os dados abaixo, coletados pela Burston Marsteller, em seu estudo The Global Social Media Check-up, de 2010, das 100 maiores empresas do mundo, listadas pela Fortune:

65% usam Twitter
54% usam Facebook
50% usam Youtube
33% usam Blogs

Separando as empresas geograficamente, o percentual que utiliza ao menos uma das ferramentas acima é:

86% nos Estados Unidos
88% na Europa
50% na Ásia

Na última semana de janeiro de 2010:

82% atualizou o canal no Twitter, com uma média de 27 tweets
59%  atualizou a página no Facebook, com uma média de 3,6 posts

Média de seguidores das empresas no Twitter: 1.489
Média de fãs das empresas no Facebook: 40.884

*Dados coletados de novembro de 2009 a janeiro de 2010.

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Por IDigo

 
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Mobile marketing e os desejos da geração Y

Entender comportamentos sempre foi o grande objetivo das agências de marketing e publicidade.

No entanto, apesar de um avanço tecnológico monstruoso e incontrolável, está cada vez mais difícil estudar justamente quem consome o mercado de tecnologia.

A conhecida Geração Y (jovens que nasceram nas décadas de 1980 e 1990) vive um mundo completamente virtual, seja através de um gadget que tenha às mãos, seja através dos mais de 170 milhões de celulares habilitados até o fim deste ano, segundo dados da consultoria Tendências.

Digitando o termo Geração Y, entre aspas, restringindo a pesquisa no Google, o site irá fornecer “aproximadamente 506.000 resultados”. É muita coisa para um grupo que representa apenas 26,2% da população brasileira, de acordo com a PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) do IBGE.

O que mais se tem discutido é o perfil de consumo dessa geração, afinal, eles são totalmente diferentes: pesquisa da Bridge Research, empresa especializada no público jovem, mostra que o grupo preza pela velocidade e tecnologia, é multitarefada e individualista.

Também se preocupa com o meio ambiente e o desenvolvimento social. Quer tudo à mão e ter a oportunidade de responder logo.

O mobile marketing é a cara dos Y’s: é rápido, seletivo, com capacidade alta (talvez singular) de segmentar e atingir o público-alvo, e ainda, de baixo investimento e de rápida capacidade de ser ajustada, quando necessário, além do quase inexistente impacto ambiental que essa tecnologia causa.

Dados do IBOPE Mídia, consultoria Gouveia de Souza e grupo Ebeltoft mostram que 42% dos brasileiros aceitam esse novo tipo de propaganda, principalmente por ter a opção de receber ou não aquela informação, ou seja, não é intrusiva.

Sabendo dessa demanda, não à toa que o mercado de mobile marketing atingiu um investimento de R$ 80 milhões em 2009 no Brasil, segundo a Mobile Marketing Association (MMA); para 2010, o número deverá chegar a R$ 200 milhões. É a publicidade que fica em regime de 24/7 com o público.

E as empresas que não notarem essa migração podem perder mercado. De acordo com consultoria Gartner, as empresas estão tendendo a direcionar seus custos de marketing para canais como o mobile marketing.

 

É uma forma de encantar quem já não se espanta com nada: o lema “tudo é possível” embala a revolução. O mobile marketing está alinhado com a velocidade, liberdade, consumo, individualidade e tecnologia que os jovens Y querem, exijem e buscam.

Eles conversam ao vivo, pelo celular, e-mail, MSN, Twitter ou qualquer outra ferramenta de comunicação que venha a surgir no mundo. Isso torna esses jovens exigentes e certos nas decisões tomadas, pois é uma geração informada, que questiona muito e exige rapidez e precisão.

Mas não pense que parou por aí: para quem acha que tudo aconteceu, vem aí a Geração Z… [Webinsider]

 
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Saber estar é conceito de presença digital

Dois slides em minhas palestras pelo Brasil chamam a atenção. O primeiro mostra uma infinidade de logomarcas de redes sociais, onde aparecem YouTube, Orkut, Facebook e Twitter e várias outras comunidades que nem todos conhecem (inclusive eu), como Hi-5, Sonico, Ning, LastFM, Renkoo, Squidoo, Shozu, Bloop, Drimio, PageFlakes, Vimeo e Tail Rank. Cada uma das redes tem as suas particularidades, o seu “DNA”. E cabe aos profissionais de web saber como cada usuário interage com elas. Não acredito que devemos conhecer todas – afinal o slide mostra mais de 300 redes -, mas é necessário conhecer as principais e entender onde o seu consumidor está, para interagir com ele nessa rede e fazer com que se interesse, fale e se engaje com a sua marca. Presença digital vai além das redes sociais O outro slide que chama muita atenção apresenta o tema presença digital, que na minha opinião será o grande assunto de 2010. E que vai além de redes sociais, pois há vários pontos de contato do usuário ou consumidor com as marcas no ambiente digital. Ao iniciar um planejamento estratégico digital, tenha sempre o foco pensar na presença digital da marca ou marcas com as quais trabalha. Estar onde o usuário está O site é apenas a ponta do iceberg e o usuário também está além do Google ou Orkut. O usuário está no iPhone, no MSN, em um game, no Slideshare e até mesmo no Formspring, rede que está começando a crescer no Brasil e acredito será uma das febres do começo de 2010. Vamos ver alguns exemplos de presença digital, mas deixando de lado os mais conhecidos (blogs, Twitter, YouTube, Orkut e Facebook), pois são redes obrigatórias para qualquer marca. Presença digital é um termo que a web 2.0 potencializou para as marcas, que através de suas agências e profissionais de planejamento, devem saber trabalhar. Presença digital é estar onde o usuário está. O usuário joga Se o seu usuário é um ávido jogador de game, você deve estar em um game, como por exemplo o Kick Off (Ongame). 2010, além dos tradicionais campeonatos (paulista, brasileiro, copa do Brasil, sulamericana, libertadores e mundial) é ano de Copa do Mundo. Investir sua marca em um game de futebol pode ser uma boa estratégia. É interessante buscar games (e o KickOff faz isso) onde o jogador interaja com a sua marca – é o caso da Coca-Cola dando mais força ao jogador virtual ou a Nike dando um chute mais potente se o usuário escolher uma chuteira Nike N90. Quando falamos de presença digital, as redes sociais são a principal ferramenta para uma presença que faça a diferença. Primeiro, porque há diversas redes, com diversas finalidades; segundo, porque o brasileiro é apaixonado por essa ferramenta. O ser humano tem a necessidade de se relacionar e hoje em dia não é estranho quando em focus groups ouvimos que “meus amigos são aqueles que estão no meu Orkut ou MSN…” Recentemente o Ibope fez uma pesquisa que comprova isso. Usa localizadores Presença digital é pensar nas ferramentas que o usuário pode querer usar e como estar nestas ferramentas. Um outro exemplo, é o software AroundMe do iPhone, um dos mais fantásticos que tenho e uso. Gratuito, o usuário pode estar na Avenida Paulista e querer saber onde tem uma agência do Banco Real. Ele abre o software e seleciona “Bank”. O software localiza sua posição via GPS e lhe mostra as agências próximas a você em um raio de até 10km. Você seleciona a mais próxima (o sistema lhe mostra quantos metros ou quilômetros você está de cada um dos pontos) e depois clica em Maps, onde ele vai te mostrar o caminho que você pode seguir. E se o usuário quiser fazer um um lanche ou buscar um restaurante por quilo? Ele pode selecionar “Restaurante” e localizar o mais próximo – e uma marca de restaurantes da Paulista pode fazer uma ação nesse sistema ou até mesmo usar um link patrocinado ali. Quer ver uma ação ainda melhor pelo iPhone? Veja neste vídeo o que o Bradesco fez usando iPhone, realidade aumentada, localizador, GPS, mapas, vídeos e pensando em presença digital para a sua marca no mobile. Compartilha fotos Com o surgimento das câmeras digitais, o brasileiro começou a tirar foto de tudo o que via pela frente. Sem a necessidade da revelação (revela-se apenas as realmente mais importantes) e com os memory cards cada vez mais poderosos, que conseguem armazenar mais de 1 mil fotos, os programas como Flickr e Picasa ganharam força, assim como os celulares com câmeras potentes, como os da Sony com mais de 8 megapixels! O brasileiro gosta de compartilhar o que ele acha interessante. Talvez para nós o churrasco do final de semana do “Zezinho da Vila Maria” não seja interessante, mas para os 30 amigos dele da rua e do escritório sim. E se nessas fotos aparecer o logotipo da Nova Schin? Ou se a Nova Schin proporcionar um espaço onde o Zezinho possa colocar suas fotos e enviar gratuitamente a seus amigos? E esse conceito eu levo para vídeos – e não apenas o YouTube, mas também o Vimeo e o Google Vídeos por exemplo… ou até o MySpace, Orkut, Facebook… São inúmeras ferramentas onde se pode “brincar” com fotos e vídeos; isso sem falar dos softwares gratuitos que se pode baixar em sites como grátis.com.br ou baixaki.com.br que os usuários podem fazer montagens (edição de vídeo, apresentações, softwares similares ao photoshop, redutor de olhos vermelhos). Será que uma marca não se interessa em unir em um mesmo site todas essas ferramentas para que o usuário, ao invés de acessar quatro ou cinco lugares, encontre tudo em um só e a marca “patrocine” tudo isso? Será uma experiência agradável para o usuário que com certeza será repassada – tanto a marca como esse prazer – a outras pessoas, do seu convívio. Estão aí mais alguns pontos de contato do consumidor com a web, onde marcas podem explorar. Os buscadores são grandes armas para que o usuário localize marcas e produtos. Pesquisas mostram que 93% dos usuários usam buscadores e desses 86% usam o Google. Isso significa que uma marca tem que estar no Google – mas não apenas no Google, afinal outros 14% usam o Yahoo! Bing, Ask.com. Com a fusão do Yahoo e Microsoft (que tem o Bing como seu buscador) existe uma tendência de que o Google perca mercado, por isso estar na busca natural e em links patrocinados em outros buscadores é uma estratégia da presença digital a ser muito considerada. Amigo leitor, o que eu quis passar com esse artigo é que a 2010 será o ano da presença digital. Não é porque o Twitter é uma febre, porque 67% dos cadastros no Orkut são brasileiros ou porque o YouTube e o Google tem seus maiores acessos no Brasil que as marcas e agências devem ficar “míopes” apenas para essas redes, devem dedicar mais esforços a eles, claro, mas não apenas a eles. Sim, há consumidores – mesmo que poucos – em uma comunidade do Portal Limão ou no Sonico, por exemplo. Mas as redes são feitas por pessoas, logo se existem 50 potenciais consumidores no Sonico de uma marca, esse número pode pular para 250 se esses 50 enviarem alguma mensagem – com o patrocínio da marca – para apenas 5 amigos. Resumindo É importante perceber que 35% dos acessos a web via celular vêm do iPhone, celular que permite que as pessoas baixem softwares exclusivos e relevantes, pelos quais jogam, acessam a web e se localizam – e compartilham o resultado com sua rede de contatos, física e virtual. E que o brasileiro joga – e muito. E não apenas a “molecada”; muitos homens e mulheres na casa dos 30 a 40 anos jogam games via PC, Nintendo Wii, iPhone, Nokia N95… E que o usuário, quando gosta de algo, compartilha – e para isso usa o Digg, o Delicius, o Twitter… Devemos considerar que o Slideshare serve para baixar o manual de instruções de um produto ou o catálogo da sua loja – e compartilhar também. Há uma infinidade de softwares, programas e ferramentas sendo usados e não há necessidade das marcas estarem em todos, mesmo que de graça. O que importa é entender onde o seu consumidor está, como interagir com ele e de que forma. Na presença digital existe uma “lei” importante: não basta estar no mundo digital, é preciso saber estar. [Webinsider]

 
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