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Arquivo mensal: maio 2010

A briga de Serra e Dilma pelos 20% que dão nota 8 ao governo

Os gráficos a seguir mostram como se dividem os eleitores segundo a avaliação que fazem do governo Lula, e sua intenção de voto. Todos os dados foram extraídos da mais recente pesquisa Datafolha.

A disputa é pelos 20% que dão nota 8 ao governo Lula. Serra e Dilma estão tecnicamente empatados nesse segmento: 39% a 37%. Mas em março a vantagem era do tucano: 36% a 31%, com Ciro na disputa. A petista avançou e Serra ficou onde estava. Para onde esses eleitores penderem daqui para frente, penderá também a eleição.

José Serra (PSDB) ganha por larga margem entre os eleitores que dão nota de zero a 7 ao governo. Mas é um grupo proporcionalmente pequeno, que representa apenas um terço do eleitorado. Os eleitores do tucano estão distribuídos em um terço que dá notas altas (9 e 10) ao governo, um terço que dá notas médias (5 a 7) e o resto se distribui entre os mais críticos e os que dão nota 8.

Dilma Rousseff (PT) consolidou sua vantagem entre os 47% do eleitorado que dão nota 9 ou 10 ao governo, e agora tem o dobro dos votos de Serra nesse segmento. O eleitorado de Dilma ainda está muito concentrado nos 47% que dão notas 9 ou 10 ao governo Lula. Embora ainda possa disputar mais votos nesse segmento com Serra, seu maior potencial de crescimento está nos 20% que dão nota 8 à administração federal.
Por Estadão/Jose Roberto Toledo

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Publicado por em 31/05/2010 em Uncategorized

 

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Mídia efeito

 
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Publicado por em 27/05/2010 em Uncategorized

 

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O voto da classe média

Pela primeira vez na história, a classe média brasileira chega a uma eleição como maioria no país. São 31,2 milhões de brasileiros que escalaram a pirâmide social desde 2002, engrossando as fileiras da chamada classe C.

Miolo da sociedade, a classe média representa hoje 53,6% da população brasileira, ou 103 milhões de pessoas. São famílias que recebem de R$ 1.115 a R$ 4.807 por mês, segundo cálculos do Centro de Políticas Sociais da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Se toda a classe C pudesse votar, e o fizesse em apenas um candidato a presidente, decidiria sozinha a eleição. A hipótese é improvável, mas poucos duvidam do papel de fiel da balança que essa fatia da população terá em outubro.

De olho nos votos dessa nova classe média, PT e PSDB _partidos que governaram o país nos últimos 16 anos_ já disputam a paternidade das mudanças. Qual será, contudo, o impacto nas urnas dessa transformação?

A pergunta divide especialistas consultados pelo G1. Como a classe C se encorpou durante o governo Luiz Inácio Lula da Silva, há quem aposte em um “voto de gratidão” à pré-candidata petista, a ex-ministra Dilma Rousseff.

“Essa nova classe média é eleitora do Lula, porque se beneficiou de três elementos-chave: aumento real do salário mínimo e da massa salarial e expansão do emprego com carteira”, diz o cientista político Marcus Figueiredo, do Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (Iuperj).

Essa nova classe média é eleitora do Lula”
Marcus Figueiredo, cientista político

Outros analistas descartam que a classe média tenha fidelidade partidária. Relacionam o avanço social à manutenção, por Lula, da base do modelo econômico do governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) _câmbio flutuante, metas de inflação e superávit fiscal (economia de recursos para pagar a dívida pública). Um trunfo em potencial para o pré-candidato tucano, ex-ministro de FHC e ex-governador de SP, José Serra.

“Não se sabe se essa nova classe média vai manter a lealdade em relação a Lula e ao PT de seus estratos de origem”, afirma o sociólogo Antonio Lavareda, que trabalhou nas campanhas presidenciais de FHC e com candidatos do PSDB e do DEM.

O voto das classes
Autor do livro “Emoções Ocultas e Estratégias Eleitorais”, Lavareda analisou o voto por estrato de renda nas últimas cinco eleições presidenciais. Só encontrou um “voto de classe” em 1989, quando Fernando Collor perdeu na faixa superior a cinco salários mínimos, e em 2006, quando Lula perdeu entre quem ganhava mais de dez salários mínimos. Todas as classes sociais votaram de forma semelhante em 1994, 1998 e 2002.

Embora avalie como incerto o comportamento eleitoral da classe média, Lavareda diz acreditar que a divisão do voto por classes sociais tenha voltado em 2006 para ficar. “Vamos ter um voto sociologicamente diferenciado: votação expressiva do PT em camadas mais baixas e predomínio da oposição na parte superior da pirâmide social.”

Fonte: “Emoções Ocultas e Estratégias Eleitorais” (Ed. Objetiva), de Antonio Lavareda

Famílias” divididas” pela política
Na casa da família Alves Costa, de Santo André (Grande São Paulo), exemplo da maior fatia da sociedade brasileira, cada integrante prefere um pré-candidato. A mãe, simpatizante do PT, a filha mais nova, que prefere o PSDB, e a mais velha, que tem afinidades com o PV, concordam em uma só coisa sobre a disputa: a classe C vai votar de forma mais consciente em 2010.

Para a estudante Graziele Alves Costa, 29 anos, a emoção prevaleceu nas duas últimas eleições presidenciais, e os eleitores vão considerar mais as propostas neste ano.

“O Lula foi eleito por ser mais popular, não pela experiência. O povo ficou emocionado de ver um metalúrgico virando presidente. Agora vai ser diferente”, diz Graziele, que declarou voto em Marina Silva (PV). “Ela veio de uma classe social paupérrima e vai ter preocupação com os mais pobres. Também se preocupa com a Amazônia”, destacou.

A caçula da família, Jaqueline, 23 anos, analista de tecnologia da informação, considera que é justamente a ascensão social que proporcionará à classe C mais instrumentos para definir seu voto. “A classe média, porque melhorou de vida nos últimos anos, vai pensar melhor para votar. […] Há uma série de recursos, sites para buscar informações. Eu mesma já li sobre cada um deles [pré-candidatos à Presidência]”, afirma.
Gostei da gestão dele [José Serra] como ministro da Saúde”
Jaqueline Costa, analista de TI

Para Jaqueline, José Serra (PSDB) é o pré-candidato “mais preparado”. “Gostei da gestão dele como ministro da Saúde, como governador, prefeito. É a proposta mais interessante para o país.”

Convivência democrática
A matriarca da família, a cozinheira Sônia Alves da Costa, 53 anos, diz que a política é tema de “discussões pacíficas” na casa. Atribui as melhorias recentes na vida da família ao governo Lula. “Está tudo ótimo no governo, a classe baixa conseguiu muita coisa”, afirmou ela. A renda mensal da família é de cerca de R$ 3.500 – dobrou nos últimos dois anos.

Apesar de se declarar petista e “apaixonada” por Lula, Sônia disse que não pretende votar em Dilma Rousseff. “Sou petista desde os 18 anos, de uma geração que lutou para o fim da ditadura. Mas acho que vou votar nulo. Dificilmente a Dilma vai ganhar. O Lula deveria ter indicado outra pessoa. Ou deixa o Lula lá que é melhor.”

Filho tucano e mãe petista
Na casa da família Silva, outra integrante da nova classe média em Santo André (SP), a divisão de opinião é pelo partido preferido, e não pelos pré-candidatos.

O analista de suporte e estudante de publicidade Lucas Wesley da Silva, de 22 anos, disse que votará no PSDB “mesmo sem saber quem é o candidato”. “É raro falar de política no trabalho, não costumo ver notícias porque não dá tempo, mas acho que o PSDB é o mais responsável, mais preparado, pelo que a gente vê na televisão, pelas eleições anteriores.”
Especial Classe Média 2A metalúrgica Sônia Silva, eleitora do PT, e o filho Lucas, 22, eleitor do PSDB. (Foto: Daigo Oliva/G1)

Informado que o pré-candidato do PSDB é o ex-governador José Serra, ele disse conhecê-lo, embora não se lembrasse de realizações do tucano nos cargos que ocupou. Afirmou que pretende assistir “um ou dois” programas da propaganda eleitoral, mas disse que “dificilmente” deixará de votar no PSDB.

Lucas mora com a mãe, Sônia Maria Silva, de 49 anos. Sônia é metalúrgica e trabalha como cabeleireira em seu tempo livre. A renda da família é de cerca de R$ 1.800 – quase triplicou após Lucas conseguir um emprego, há um ano e meio. A família é uma das que conseguiram saltar da classe D para a C nos últimos anos.
Sempre votei no PT porque o PT é povão”
Sônia Silva, metalúrgica

Sônia Silva disse que deve votar na ex-ministra Dilma Rousseff. “Eu sempre votei no PT porque o PT é povão. Eu acredito que vai continuar tudo bem se o PT continuar”, disse. Afirmou, no entanto, que só votará em Dilma por Lula. “Só voto nela por ele. Dela eu só sei que teve problema de câncer e mais nada.”

Mãe e filho concordam sobre qual deve ser a bandeira do candidato que quiser chegar ao Palácio do Planalto neste ano: moradia. A família, que mora de aluguel, disse que há dois anos procura uma casa para comprar, sem encontrar nada “de qualidade” dentro do orçamento.

Classe média na campanha
As mudanças na composição das classes sociais estão na mira dos pré-candidatos. O primeiro movimento partiu do PT. Em programa partidário em cadeia nacional no último dia 13, com Dilma como protagonista, apresentou o governo Lula como responsável pela mobilidade social recente no país.

“Ascensão social dos brasileiros: com FHC e Serra, insignificante. Com Lula e Dilma, 31 milhões entraram na classe média e 24 milhões saíram da pobreza absoluta”, afirmava o locutor do programa. O PSDB diz que houve propaganda eleitoral antecipada e pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) punição ao PT, Lula e Dilma.

Para o economista Marcelo Neri, da FGV, que estuda a mobilidade de classes no país, houve mais ascensão social no governo Lula, mas o resultado da gestão anterior não é insignificante. Segundo ele, 9,1% da população ascendeu socialmente de 1993 a 2002, índice que ficou em 14,6% de 2003 a 2008.

Números à parte, vencerá a eleição quem melhor captar os anseios desse setor em crescimento, afirma o publicitário André Torretta, autor de “Mergulho na Base da Pirâmide” e dono de uma consultora especializada em marketing e negócios para a nova classe média. “Essa transformação social muda a agenda da eleição. O grande tema das últimas campanhas sempre foi o emprego. Pela primeira vez não será.”
Por G1

 
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Publicado por em 25/05/2010 em Uncategorized

 

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Dados demográficos das redes sociais

 
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Publicado por em 25/05/2010 em Uncategorized

 

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Pesquisa inédita mostra ainda os valores mais importantes para os brasileiros

Pesquisa inédita feita pelo Programa das Nações Unidas para Desenvolvimento (Pnud) mostra que 90,1% dos brasileiros têm a percepção de que a violência vem crescendo no País. Além do porcentual bastante expressivo, o que chama a atenção é que, para 23% dos entrevistados, não é a violência praticada por bandidos que mais incomoda, mas, sim, aquela vivenciada em casa. “Os números obtidos no trabalho surpreendem. Levantamentos semelhantes feitos no passado mostram que 70% dos brasileiros tinham a percepção de que a violência estava aumentando”, conta o economista sênior do PNUD, Flávio Comim.

Ele observa que, em muitos dos locais analisados, a violência captada nas estatísticas policiais não aumentou na mesma velocidade que a percepção dos entrevistados. “Talvez os números reflitam o impacto que a violência doméstica, muitas vezes invisível nos índices oficiais, vem apresentando na vida do brasileiro”, completou.

Valores

O trabalho, feito em parceria com Instituto Paulo Montenegro/Ibope e Universidade Mackenzie com 4.017 entrevistados, procurou definir quais são os valores mais importantes para o brasileiro. Em primeiro lugar, vem o bem estar do próximo e, em segundo, o bem estar da humanidade e da natureza. Resultados que, de acordo com Comim, são frequentemente encontrados em vários países.

Na terceira colocação, veio a surpresa: a importância que brasileiros dão à estabilidade social. “É um elemento novo, diferente do que é constatado em trabalhos semelhantes feitos em outros locais”, conta Comim. Para o economista, a relevância dada pelo brasileiro à estabilidade pode ter duas explicações. “Ela pode ser reflexo da memória ainda presente do período de hiperinflação vivido no País”, diz.

Outra possibilidade é que brasileiros procurem estabilidade para “compensar” fatores que desestabilizam o cotidiano, como o receio da violência. “A estabilidade seria uma espécie de antídoto”, resume. Comim observa que a pesquisa desmente o estereótipo do brasileiro, que é a busca constante do prazer. Na escala de valores, ele ocupa a sexta posição, abaixo da autonomia e da tradição.

O trabalho procurou também diferenciar valores de acordo com sexo, escolaridade e faixa etária. Mulheres, por exemplo, dão mais importância a valores relacionados à conservação (como estabilidade social e tradição) e pouco se importam com autopromoção (relacionado ao poder e êxito pessoal). Para jovens ocorre o oposto: eles estão pouco ligados à valores ligados à conservação, mas dão muita importância para aqueles relacionados à autopromoção e os vinculados a mudanças.

Pnud

 
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Publicado por em 25/05/2010 em Uncategorized

 

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Eleições 2010: cenários e perspectivas

O momento em que estamos já estabeleceu que a polarização entre Serra e Dilma será a tônica desta campanha. As projeções que fizemos indicam que Dilma está em curva ascendente consistente e Serra, na melhor das hipóteses, se estabilizará na faixa de 30-35%, percentual próximo ao que obteve no 2º turno de 2002 (38%). Isto é, a sua passagem pela prefeitura de São Paulo e no governo do estado de São Paulo (2006-09) não lhe acrescentou nada de significativo em termos de voto. Dilma, ao contrário, entra nesta disputa com 4% de intenções de voto em fevereiro de 2008 e hoje se projeta apontando para cima em vias de passar o Serra em breve. A análise é de Marcus Figueiredo, do IUPERJ.

Marcus Figueiredo (*)

Sabemos de longa data que o primeiro passo para uma disputa eleitoral competitiva é a construção do cenário político feito pelos partidos. O cenário eleitoral constitui-se de dois elementos fundamentais: as candidaturas e as suas agendas. Candidatos e agendas formam uma entidade, um “ser político”, dual, fundado nas respectivas histórias e ações prospectivas.

No jargão da ciência política, candidatura implica no binômio história e futuro. Popularmente, aos olhos do eleitorado, Collor era “o jovem, destemido, que veio para cuidar da gente”; Maluf é “o malandro, como Pedro Malazarte, que ‘cuida’ da gente”; FHC é o “príncipe que veio cuidar da gente”; Lula, “como a gente, operário, que veio cuidar de gente como a gente”.

Portanto, história e futuro “da gente” formam o cenário eleitoral. E é isto o que estamos vendo na preparação das eleições deste ano.

Gráfico 1: Intenção de voto 2010 Sempre Cenário 1 – Ponto a ponto – atualização 9/4/2010

No primeiro acompanhamos a evolução das candidaturas já confirmadas para este ano. Polarizando a disputa, de um lado temos José Serra (PSBD, e seus aliados) e de outro Dilma Rousseff (PT e aliados). Alem desses dois, outros aprecem nas pesquisas, especialmente, Ciro Gomes e Marina Silva. Em breve alguns mais estarão nas pesquisas, os ditos “nanicos”.

Este cenário vem sendo construído desde fevereiro de 2008, ocasião em que apareceu, publicamente, a primeira pesquisa de intenção de voto. De lá para cá várias simulações foram feitas e a polarização entre Serra e Dilma sempre foi destacada, independentemente das respectivas intenções de voto.

Para compreendermos melhor a construção do cenário temos que ter em mente que o processo eleitoral brasileiro tem quatro etapas estabelecidas por leis. A primeira delas, sem data estabelecida para começar vai até fim de março, quando candidatos têm que se desincompatibilizar de cargos executivos, como aconteceu agora com José Serra e Dilma Rousseff. Este é o período em que os pretendentes constroem suas alianças, políticas e sociais, e posicionam-se perante o eleitorado, isto é, publicitam suas histórias e dizem ao eleitorado “a que vieram”.

Este é um momento em que as candidaturas sofrem oscilações maiores. Passado esta etapa, as definições das candidaturas tornam-se mais nítidas e entra em jogo as alianças sociais em tornos dos candidatos. Isto é, os grupos e classes sociais vão se posicionando em torno dos candidatos e os indecisos vão palatinamente diminuindo. Hoje temos 20% de indecisos, mais do que os “Outros” candidatos e Serra e Dilma estão virtualmente empatados, 34% e 31%, respectivamente. Esta segunda etapa vai até junho quando as convenções partidárias formalizam as candidaturas. Neste período vivemos um limbo eleitoral, pois já temos candidatos definidos, mas não se podem fazer campanhas. É por isso que o Presidente Lula tem sido multado pelo TSE ao fazer inaugurações e discursos abrindo espaços para a apresentação da candidata do PT.

As demais etapas começam em julho quando as campanhas ganham as ruas e a propaganda eleitoral começa. Até lá ainda teremos oscilações nas intenções de voto, porém menores.

Gráfico 2: Intenção de Voto e projeção 2010 sempre cenário 1 ponto a ponto – atualizacao 9/4/2010


O momento em que estamos já estabeleceu que a polarização entre Serra e Dilma será a tônica desta campanha. As projeções que fizemos indicam que Dilma está em curva ascendente consistente e Serra, na melhor das hipóteses, se estabilizará na faixa de 30-35%, percentual próximo ao que obteve no 2º turno de 2002 (38%). (Ver gráfico das curvas de tendências) Isto é, a sua passagem pela prefeitura de São Paulo e no governo do estado de São Paulo (2006-09) não lhe acrescentou nada de significativo em termos de voto.

Dilma, ao contrário, entra nesta disputa com 4% de intenções de voto em fevereiro de 2008 e hoje se projeta apontando para cima em vias de passar o Serra em breve.

O cenário construído tem e terá até a eleição o confronto de duas historiais e duas agendas: Serra, com sua história e suas alianças já definidas, herda os 8 anos dos governos FHC e Dilma, com sua história e suas alianças já definidas, herda os 8 anos dos governos Lula.

O eleitorado, mais uma vez, irá perguntar: “quem são esses caras, de onde vieram, o que oferecem pra cuidar da gente?”.

Por Carta Maior

 
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Publicado por em 25/05/2010 em Uncategorized

 

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Datafolha ratifica alta de Dilma e acende luz amarela para Serra

por Jose Roberto de Toledo
Seção: Eleição para presidente
22.maio.2010 13:14:49
Ao ratificar o empate de Dilma Rousseff (PT) com José Serra (PSDB), a pesquisa Datafolha confirma que a propaganda petista no rádio e na TV foi eficiente para associar sua pré-candidata a Lula. Mas as repercussões vão além disso.
As inserções de 30 segundos e o programa de 10 minutos do PT conseguiram projetar uma imagem aceitável de Dilma para mais eleitores, ampliando seu eleitorado potencial. Fizeram sua taxa de rejeição cair de 24% para 20%. E elevaram seu percentual na simulação de 2º turno para 46%, empatando tecnicamente com Serra.

A consolidação do eleitorado de Dilma está ocorrendo mais rapidamente do que a do seu principal rival. Ela subiu de 13% para 19% entre abril e maio, chegando à liderança isolada no voto espontâneo. Hoje, metade da intenção de voto total na petista está na ponta da língua do eleitor, não é apenas “efeito memória”.
Ao confirmar que Serra perdeu eleitores para Dilma, o Datafolha faz acender uma luz amarela na campanha tucana. A estratégia de assoprar por cima e morder por baixo parece ter efeito limitado. Elogiar Lula e criticar pontos específicos do governo pode não ser suficiente para sustentar a candidatura de Serra.
Após a propaganda da adversária, ele viu sua rejeição aumentar e, pela primeira vez, ficou numericamente atrás de Dilma na simulação de 2º turno (46% a 45%, segundo o Datafolha).
A soma desses resultados pode fazer parecer que Serra não tem chances na corrida eleitoral. É um erro. Vistos em perspectiva, os números não surpreendem.
Em todas as eleições presidenciais desde 1989 o candidato do PT cresceu entre março e maio. E, com exceção de FHC em 1994, nas outras três o candidato tucano caiu nesse período, como Serra agora. Isso não significou muito naqueles pleitos, já que o PSDB venceu duas das quatro eleições, e pode não significar muito agora.

Mas as pesquisas criam fatos políticos e influenciam as campanhas: aumentam ou diminuem a moral dos militantes, o volume de contribuições financeiras, e a pressão dos aliados. Não basta aos candidatos e assessores acreditar que se têm chances, é preciso manter a aparência de favorito ou pelo menos de viável.
A persistir a curva espelhada da intenção de voto, o que um ganhar será às custas do que o outro perder. Em uma situação assim, a campanha de Serra ficará tentada a investir na desconstrução da imagem de Dilma para impedir que ela abra vantagem.
Ainda não deve ser esse o enfoque das propagadas pró-Serra a serem veiculadas nas próximas semanas, dentro dos horários do DEM e PSDB no rádio e na TV. A campanha ainda não começou oficialmente, o que limita as possibilidades de ataque.
As sondagens de intenção de voto imediatamente posteriores às inserções com propaganda de Serra serão o melhor indicador dos limites e potenciais da atual estratégia do tucano. Se ele não reverter a queda nas pesquisas, aumentará a pressão por um “plano B”.

 
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