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Arquivo mensal: julho 2010

Usuário de internet é o mais indeciso

O eleitor que usa internet talvez seja o que mais tem oferta de informações à sua frente, mas também é o que mais demonstra indecisão sobre em quem votar nas eleições de 3 de outubro. É o que revela a pesquisa Datafolha realizada de 20 a 23 de julho, em todo o país, com 10.905 pessoas.

A íntegra da reportagem sobre esse tema saiu na Folha (para assinantes do jornal e do UOL), hoje, 28.jul.2010. Um cruzamento chama a atenção: embora só 7% dos eleitores digam que se informem sobre os candidatos pela web, nesse universo há 32% que admitem ainda poder mudar o voto até 3 de outubro.

Entre os que se informam pela TV (a grande maioria), só 26% dizem que ainda podem considerar mudar o voto até o dia da eleição. Eis os dados:

Por UOL/Fernando Rodrigues

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Publicado por em 29/07/2010 em Uncategorized

 

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Estrategista online da campanha de Dilma Rousseff fala ao M&M Online sobre o papel das mídias digitais para os candidatos

À frente de uma equipe composta por cerca 15 profissionais – entre os quais estão jornalistas, publicitários e formadores de opinião da internet – Marcelo Branco comanda o plano estratégico de uso das redes sociais durante a campanha eleitoral de Dilma Rousseff à Presidência da República.

Com o objetivo de fortalecer através da internet os argumentos e posições dos eleitores, Branco acredita que as redes sociais podem, sim, ajudar a politizar a sociedade e incentivar o debate em torno do que cada um julga ideal. “Os argumentos construídos na internet podem influenciar a maneira como as pessoas enxergam a política e ajudar na argumentação durante conversas cotidianas. Nosso papel não é alterar os votos dos indecisos que frequentam a rede, mas sim promover esses debates mais consistentes”, afirma.

Leia a opinião dele na entrevista a seguir:

M&M Online – Que balanço você faz dessas primeiras semanas de campanha nos canais digitais?

Branco – Nossa proposta desde o início era potencializar as iniciativas espontâneas de apoio a Dilma e estimular a confecção de materiais como vídeos por parte dos apoiadores e seguidores da candidata. Na primeira fase da campanha, que acaba de ser finalizada, fizemos a Caravana Digital que percorreu 25 estados brasileiros com o intuito de discutir e encontrar as melhores estratégias para a campanha nas redes sociais. Neste período chegamos a impactar cerca de sete mil pessoas e conseguimos reunir dezenas de vídeos e materiais feitos pelos eleitores. Agora já começamos a segunda fase onde trabalharemos também fazendo a cobertura de todos os eventos em que Dilma ou Michel Temer (o candidato a vice-presidente)estiverem presentes. Em um evento em Salvador na próxima semana, por exemplo, teremos a presença do Dilma Boy, que não é um militante do PT, mas produziu um vídeo que se transformou em um hit na internet e gerou muito buzz positivo.

M&M Online – Quais ferramentas e técnicas vocês utilizam para monitorar as redes sociais?

Branco – Para monitorar o que acontece nas redes sociais utilizamos uma ferramenta desenvolvida pela Pepper, além de outras disponíveis na internet. Também fazemos uma análise manual aprofundada e constante para sentir o pulso na rede.

M&M Online – Você acredita que a internet aparecerá como componente importante na decisão final do eleitor brasileiro?

Branco – O papel das redes sociais no processo de escolha não é primordialmente alterar o voto ou ajudar na escolha dos indecisos. Sua grande importância é ajudar na construção de argumentos e contra-argumentos capazes de gerar debates decisivos e mais politizados entre as pessoas também fora da internet. As ideias fortalecidas na rede podem tornar mais interessantes as relações offline.

M&M Online – E elas podem ser importantes também nos dias de debates entre os candidatos para medir o que está dando mais repercussão e ditar os rumos dos discursos?

Branco – Com certeza. Enquanto os debates estiverem acontecendo nós estaremos acompanhando o que as pessoas estão falando nas redes sociais e, dessa forma, conseguiremos dar dicas importantes de como a candidata deve se portar e quais os assuntos que merecem maior destaque.

M&M Online – Como vocês têm agido para reverter os comentários de caráter negativo na rede?

Branco – Quando os comentários negativos giram em torno de um fato real fazemos o possível para reverter a má impressão acionando, inclusive, nossos ativistas espalhados por todo o Brasil. Já quando o assunto em questão é uma provocação ou um boato plantado pelos concorrentes ou seus militantes, a palavra de ordem dentro da equipe e entre os nossos ativistas é ignorar. Afinal, não podemos dar ibope e estimular o debate em cima de fatos infundados.

M&M Online – Da verba total para a campanha da Dilma, quanto está sendo revertido para a comunicação pelas redes sociais? Dá para ter resultado nesse ambiente com pouco dinheiro?

Branco – Essa é uma informação estratégica, mas o que posso dizer é que o partido tem investido bastante na internet como parte essencial da campanha da Dilma e tem valorizado bastante o trabalho que temos feitos nas redes sociais. Claro que os custos das ações não se comparam aos de produção de filmes e programas para a televisão, mas a internet também tem demandado grandes investimentos. Não é a mídia barata que muita gente prega.

M&M Online – As redes sociais têm sido utilizadas para pautar o comportamento da candidata no dia a dia?

Branco – Tudo o que destacamos nas redes sociais é passado para a Dilma. Antes do início da campanha eleitoral, ela recebeu uma série de dicas dos internautas. Uma delas foi para que ela mudasse a foto que ilustra seu perfil oficial no Twitter (clique aqui para acessar). Diziam que ela estava olhando para o nada e não passava credibilidade. Ela aceitou a sugestão e colocou uma foto em que aparece olhando para o internauta. Acredito que ao longo do período de campanhas muita coisa deva mudar para a melhor com base no que constatamos nas redes sociais.

M&M Online – Qual o peso de cada canal online para a campanha em ordem de grandeza (blog, Twitter, Facebook, Orkut, YouTube)?

Branco – O Orkut tem um grande peso e, nele, encontramos muitas comunidades de apoio a Dilma que não são mantidas oficialmente pelo partido. Em uma encontramos quase 100 mil participantes. Já o Twitter é nossa principal ferramenta de articulação, diferente do que aconteceu na campanha de Obama, por exemplo, na qual essa ferramenta mestra foi o email marketing.

M&M Online – Por falar em Obama, muito se comentou sobre a participação dos estrategistas digitais do presidente norte-americano na campanha de Dilma. Qual a influência deles até aqui?

Branco – Acho que houve um erro de entendimento com relação à participação do Ben Self e de sua empresa Blue State Digital na campanha de Dilma. Ele foi sim contratado pela Pepper – agência de comunicação da campanha – para prestar uma consultoria. Eles em nada influenciaram nossa estratégia digital. Claro que levamos em conta a experiência deles e o sucesso da campanha que levou Obama a Casa Branca, mas não há trabalho direto dele com a gente.

M&M Online – Você chegou a se envolver em algumas polêmicas que culminaram em especulações sobre sua saída da equipe petista. Qual é a sua real situação dentro do partido?

Branco – A situação atual é que nosso trabalho está sendo bastante elogiado pela própria candidata. Tudo o que tem saído de notícia sobre esse assunto é uma tentativa de fragilizar a campanha. Isso faz parte do jogo político, mas são boatos que não procedem.

M&M Online – Como você acompanha e avalia o comportamento dos dois principais concorrentes da Dilma nas redes sociais?

Branco – Seria antiético de minha parte fazer esse tipo de avaliação. O que posso dizer é que nosso principal concorrente fez uma pré-campanha com apelo para baixaria, colocando, por exemplo, a Dilma com nariz de Pinóquio. Hoje a campanha deste candidato, pelo menos na internet, está vazia enquanto estamos em processo de crescimento.
Por MMonline

 
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Publicado por em 29/07/2010 em Uncategorized

 

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Papel da pesquisa de opinião na democracia

Cogitou-se, recentemente, de tentar proibir a divulgação de pesquisas durante as campanhas eleitorais, sob a alegação de que elas poderiam influenciar, de maneira inadequada, na decisão de eleitores menos esclarecidos ou, em alguns casos, em decorrência de dúvidas suscitadas a respeito da idoneidade dos métodos adotados na realização das entrevistas com os eleitores. As discrepâncias nos índices obtidos por diferentes institutos têm sido motivo de polêmica entre políticos interessados nos resultados das pesquisas.

Novos estudos realizados sobre o tema discordam da pretendida coibição, a partir da evidência de que qualquer tipo de censura nesse sentido iria agredir princípios do processo democrático e de iniciativas respaldadas no direito constitucional da liberdade de expressão.

Em paralelo, constatou-se que as pesquisas representariam apenas mais um tipo de informação disponível para os cidadãos, a exemplo da propaganda eleitoral gratuita, do desempenho dos candidatos em debates públicos e, até mesmo, do carisma pessoal de cada candidato. Quanto mais informação, melhores condições terá o eleitor para decidir sua escolha. O Ibope Inteligência já dimensionou quais atitudes são adotadas por parcelas da população, baseando-se em informações contidas em pesquisas eleitorais, de onde concluiu que cada indivíduo usa a informação a seu alcance da forma que ele acha mais conveniente. Segundo o Ibope, com a consolidação do processo democrático no País, o brasileiro vem adquirindo, nos últimos pleitos eleitorais, crescente conscientização quanto ao exercício de seu voto, e, ao final, opta pela decisão que lhe parece mais racional e coerente. Nesse contexto, a realização das pesquisas contribui para enriquecer o cabedal de informações acerca da área política. Convém ressaltar que os resultados divulgados através da mídia representam apenas uma parte do total das pesquisas realizadas, incluindo, geralmente, apenas aquelas contratadas por veículos de comunicação, associações de classe e partidos políticos.

Mas também existem estudos, não divulgados publicamente, feitos de modo específico e sigiloso para os partidos, candidatos ou, mesmo, empresas privadas. Nesse caso, os questionários são bem mais detalhados e estratégicos, pois têm a finalidade precípua de aquilatar a viabilidade política dos concorrentes aos cargos eletivos e sua potencialidade nas urnas. Para esse gênero de pesquisa, são ouvidas importantes pessoas formadoras de opinião. Numa etapa posterior, procede-se a avaliação dos pontos fortes e fracos dos candidatos, bem como a conveniência de suas propostas e intenções. A maior parte de uma eventual influência junto ao eleitorado vai depender, substancialmente, da credibilidade granjeada pelos institutos de aferição.

Embora reflitam apenas o contexto do período no qual foram realizadas, não pode ser negado às pesquisas eleitorais seu aspecto positivo, tanto em relação aos eleitores quanto aos candidatos e partidos, desde que lhes sejam patentes a lisura no processo de realização e o propósito de contribuir para o aperfeiçoamento da democracia.
Diário do Nordeste

 
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Publicado por em 27/07/2010 em Uncategorized

 

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Empresas precisam entender que emoção é o melhor benefício da relação com o consumidor

Os profissionais de Marketing investem muito para definir quem são seus clientes e suas necessidades e para garantir que eles tenham experiências positivas que se convertam em vendas. O que esses gestores e pesquisadores comumente deixam escapar são o papel e a importância das emoções como influência no comportamento do consumidor.

De acordo com Liam Fahey, acadêmico especializado em comportamento organizacional, Marketing e inteligência competitiva, essa displicência leva a empresa a desprezar os melhores benefícios da relação com o consumidor. Fahey é o arquiteto principal da Emotion Mining Company, que investigou a tão negligenciada área das emoções para revelar a riqueza dos dados que elas, quando examinadas e medidas, podem oferecer às empresas. “Quando se trata de desconstruir a experiência do consumidor, as emoções frequentemente não são devidamente levadas em conta. Isso é um tanto quanto surpreendente, porque toda experiência do consumidor estimula emoções. Assistir a um anúncio na TV, usar um produto ou relacionar-se com um vendedor pode dar início a uma série de sentimentos”, observa Fahey.

Além disso, as emoções residem no coração das necessidades e desejos dos consumidores e as escolhas do assim chamado “consumidor racional” são sempre influenciadas, e não raro conduzidas, emocionalmente. “Um cliente está inclinado a comprar um produto por sua funcionalidade superior, e o preço do produto concorrente é mais ou menos o mesmo. Uma escolha racional seria comprar o produto – funciona melhor, tem o mesmo preço”, diz Fahey. “Mas e se o consumidor se sente desconfortável com a marca? E se a loja faz com que o cliente se sinta desprezado? E se a cor do produto desperta emoções negativas associadas ao time de futebol que o cliente detesta? O que pode parecer uma simples escolha racional torna-se, assim, uma escolha mais complexa, na qual as emoções têm papel fundamental e podem levar a uma decisão de compra que os critérios denominados ‘racionais’ não teriam antecipado”, completa.

Por esse motivo, Fahey e Thomas Snyder, criador e cofundador da Emotion Mining e estudioso de neurociência e psiquiatria, estão desenvolvendo maneiras melhores de tratar, medir e alavancar emoções. Juntos, estão rapidamente construindo um dos maiores bancos de dados de emoções dos consumidores, o que dá origem ao nome de sua organização, Emotion Mining Company.

Como pesquisar emoções
A empresa de Fahey desenvolveu um conjunto de dados baseados na web e de métodos de análise que destacam o papel que as emoções exercem em definir e motivar a experiência do consumidor. Por exemplo, uma capacidade única desses métodos permite aos pesquisadores distinguir entre as emoções expressas e conscientes e as não expressas e subconscientes, isto é, aquelas que não são manifestadas prontamente ou de modo confiável –emoções das quais o cliente nem sequer é consciente. Segundo Fahey, os métodos da Emotion Mining podem também desconstruir as experiências emocionais do consumidor como meio direto de detectar suas aspirações, ou seja, necessidades que, de outra maneira, permaneceriam fora da tela do radar da maioria dos gestores de Marketing que usassem métodos de pesquisa tradicionais.

Métodos
Um dos métodos de Fahey oferece o percentual de emoções positivas e negativas associadas a qualquer experiência do cliente. “Embora represente a maneira mais simples de localizar emoções, em muitos casos alerta os profissionais de Marketing para a necessidade de mudar a experiência e, muitas vezes, mudá-la significativamente. Uma necessidade emocional não satisfeita indica uma oportunidade de Marketing”, alerta Fahey.

Distinguir entre o que o consumidor conscientemente diz e o que ele subconscientemente sente por trás de suas emoções declaradas é outro aspecto abordado pelas pesquisas e pelo trabalho da Emotion Mining. Como os profissionais de Marketing têm acesso às necessidades e aos desejos não declarados dos clientes? Concentrando-se nas emoções associadas à experiência do consumidor – alvo prioritário na metodologia da Emotion Mining. Assim, as emoções não declaradas e as necessidades são identificadas por um programa de internet similar a um game, pelo qual se fazem às pessoas duas ou três perguntas na forma de “Como algo faz você se sentir?”.

O processo de coleta de dados oferece aos entrevistados de seis a oito palavras que expressem emoções como respostas possíveis a cada questão. Eles dizem o que essas emoções representam e uma linha de dados é definida para cada emoção. Os protocolos de análise geram, automaticamente, resultados quantitativos e qualitativos que incluem a emoção consciente ou declarada e a subconsciente ou não dita. As análises dos perfis emocionais geradas para grupos ou segmentos específicos (como o dos clientes que compraram um produto e o dos clientes que não compraram) oferecem insights a respeito de: Fontes de emoções principais; Como as emoções poderiam motivar; ou inibir comportamentos específicos; Quais programas de ações poderiam ser úteis.

Case de empresa de seguros
Para ilustrar o método usado por ele, Fahey oferece o exemplo de uma empresa de serviços financeiros que era sua cliente sem mencionar nomes. Na análise das vendas de apólices de seguros, identificou-se um índice de 70% de emoções negativas em cada transação. “Nem os clientes, nem os vendedores estavam aprovando o processo de compra e venda. Algo estava muito errado com a experiência do consumidor e, se corrigido, o resultado poderia simplesmente ser a melhora das vendas”, conta Fahey.

Os clientes indicavam, conscientemente, que eles se sentiam seguros com o produto que estavam comprando e confortáveis de que serviria a suas necessidades financeiras. “Assim, os sentimentos de confiança e conforto sobre a oferta de seguros têm de ser criados para os clientes; na ausência dessas emoções, haverá menor probabilidade de que adquiram o que lhes é oferecido.” A primeira análise, baseada no acompanhamento dos compradores de seguros, revelou três fortes emoções subconscientes não expressas:

– Insegurança: a experiência exigia muito dos clientes, abrangendo comunicações intimidadoras, e era socialmente desconcertante.
– Depressão: os clientes se sentiam vulneráveis, sós e temerosos em relação ao vendedor.
– Raiva: eles se sentiam pegos em uma armadilha de um sistema que desperdiçava seu tempo, energia e recursos.
“Depois de uma análise extensa das palavras associadas a essas três emoções negativas, a equipe de Marketing da empresa financeira concluiu que os clientes estavam tendo fortes sentimentos de impotência, frustração, incerteza, inferioridade e desconfiança na experiência de compra. O pessoal concluiu que mesmo os consumidores que haviam comprado o produto sentiam que o processo de compra e venda como um todo tinha sido desvantajoso para eles, enfraquecedor e disfuncional”, observa Fahey.

A segunda análise focou os clientes que não haviam comprado o seguro. “Esse segmento também revelou as mesmas emoções não ditas. Entretanto, para a surpresa da equipe de Marketing, as três emoções significavam algo totalmente diferente, comparando- as às do grupo dos que haviam adquirido o produto”, diz o especialista. Insegurança: os clientes sentiam-se esmagados pela quantidade de perguntas e falta de naturalidade em tudo. Depressão: eles se sentiam fracos,derrotados e diminuídos pelo que percebiam como “o mal” no processo de compra e venda. Raiva: o aspecto improdutivo subjacente a “ter de perder ou ganhar” gerava ressentimento, rebelião e resistência. Insights: Uma série de insights a respeito das necessidades dos clientes emergiu dessas análises.

Primeiro: relacionar-se com a força de vendas gerou um impacto negativo e persistente tanto nos que compraram como nos que não o fizeram. “Se a equipe de vendedores não pudesse ser treinada para compreender e detectar essas emoções, a empresa não poderia esperar qualquer virada excepcional na produtividade de vendas”, diz Fahey.

Segundo: os clientes que compraram haviam alcançado sua necessidade funcional a respeito de seguros, mas ficou claro que suas aspirações não foram satisfeitas. “As emoções ligadas a insegurança, depressão e raiva que permaneciam bem depois da compra indicavam, fortemente, que esses clientes tendiam a não promover bem o produto, a experiência e a marca em termos virais”, alerta.

Terceiro: ao destrinchar a experiência do consumidor, identificou- se que as emoções de desprazer não estavam direcionadas tanto à oferta do seguro, e sim ao processo de compra e venda. “As emoções referiam-se ao contexto do relacionamento comprador-vendedor. Os sentimentos não verbalizados e não reconhecidos de impotência, inferioridade, frustração e falta de confiança eram gerados pelo processo de venda. Claramente, esse processo tinha de ser reformulado se o objetivo era fazer com que os clientes se sentissem envolvidos, confiantes e poderosos.”

Quarto: as emoções negativas, tão fortemente sentidas, destacavam a necessidade de um redesenho completo do processo de compra e venda. “Os clientes precisavam sentir-se com poder, e ter o poder, de modo que contribuíssem realmente para o processo, a fim de que vivenciassem uma relação construída sobre confiança e troca”, acrescenta Fahey. “Em suma, eles poderiam sentir-se como se estivessem administrando os próprios assuntos, e não tendo suas escolhas direcionadas por outros.”

Quinto: as diferenças emocionais entre aqueles que adquiriram o seguro e os demais indicavam veementemente que cada cliente poderia e deveria ser tratado como uma unidade, como um cliente com aspirações emocionais únicas. “A implicação aqui também era forte: cada vendedor teria de ser habilitado a ler rapidamente as emoções da pessoa que estava do outro lado da mesa e atendê-las.”

Plano de ação e o aumento das vendas
Com base nessas conclusões, a equipe de Fahey recomendou um plano de ação para a seguradora. De acordo com ele, um programa de competência emocional foi criado para educar e treinar toda a equipe de vendas nas habilidades requeridas para reconhecer e responder a uma série de questões e desafios que tendem a ser levantados pelos clientes, para lidar com conjuntos específicos de perguntas tipicamente feitas por eles e com comportamentos comumente exibidos pelos clientes que se sentem impotentes,frustrados e contrariados.

Diversas ferramentas de treinamento foram criadas, o que permitiu que a força de vendas administrasse o lado analítico de vender seguros, de modo que o cliente pudesse participar do processo sentindo que estava realmente contribuindo com ele. “Os resultados foram impressionantes. A relação ‘vendas por vendedor’ aumentou 15% em dois anos. Os índices de satisfação dos clientes melhoraram significativamente e a economia com treinamento e desenvolvimento foi considerável, devido à redução no turnover”, revela Fahey.
Por HSMGlobal

 
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Publicado por em 27/07/2010 em Uncategorized

 

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Influência de Lula ainda não se consumou

Um aspecto que chama a atenção na pesquisa Datafolha é o cruzamento entre os dados dos que aprovam e desaprovam o governo Lula e a intenção de voto para presidente da República.

Aqui, todas as pesquisas para presidente disponíveis.

Lula, como se sabe, é o presidente da República mais popular da história recente do Brasil. Hoje, segundo o Datafolha divulgado neste sábado (24.jul.2010), 77% aprovam o petista à frente do Palácio do Planalto. Mas há meses o número de eleitores que consideram o governo federal “ótimo” ou “bom” não sai do lugar quando se trata de escolher o sucessor de Lula.

Em maio, 45% dos que achavam que Lula faz um governo “ótimo” ou “bom” diziam ter intenção de votar em Dilma Rousseff (PT). Segundo o Datafolha, agora esse percentual é de 43%.

Curiosamente, 32% desses mesmos eleitores que acham o governo Lula “ótimo” ou “bom” declaram voto em José Serra (PSDB). O tucano tem cerca de um terço entre os lulistas convictos. A taxa se mantém estável há meses.

Eis as tabelas com esses cruzamentos:

Outro aspecto interessante do Datafolha é a interrupção (e até um pouco de recuo) na taxa dos que identificam Dilma Rousseff como a candidata ao Planalto apoiada por Lula. Em junho, 75% diziam saber que a petista era apoiada pelo atual presidente. Hoje, a taxa recuou para 70%.

Uma explicação plausível seria o fato de Dilma – e todos os outros candidatos – terem parado de aparecer em comerciais partidários desde o mês passado. Os partidos esgotaram suas cotas de comerciais (por obrigação legal) até 30 de junho. Agora, todos esperam o início da propaganda eleitoral, na segunda quinzena de agosto. Até lá, cada candidato precisa se virar para aparecer na mídia e vender seu peixe.

A seguir, uma evolução dos dados sobre a percepção dos eleitores a respeito de quem Lula está apoiando:

Por UOL/Fernando Rodrigues

 
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Publicado por em 27/07/2010 em Uncategorized

 

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Mapa interativo da intenção de voto estado

José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) têm a mesma estratégia geográfica, mas destinos opostos. Enquanto o tucano concentra sua campanha no Nordeste, a petista privilegia o Sul e o Sudeste. Um e outra atacam os redutos eleitorais do adversário para evitar que ele abra vantagem muito grande.

Segundo o Datafolha, Serra tem 13 pontos percentuais de vantagem no Sul e 7 pontos a mais no Sudeste. Isso dá cinco pontos percentuais de saldo sobre a adversária no eleitorado nacional. Dilma compensa essa desvantagem com 12 pontos a mais no Nordeste e 7 pontos de frente no Norte/Centro-Oeste.

As unidades da Federação representadas no mapa concentram 70% do eleitorado brasileiro. Das 9, Serra lidera em 3 (São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul), empatam em uma (Minas Gerais) e Dilma está na frente em 5: Rio de Janeiro, Bahia, Pernambuco, Ceará e Distrito Federal.
Por OESP/José Roberto de Toledo

 
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Publicado por em 27/07/2010 em Uncategorized

 

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Na média, Serra e Dilma seguem empatados desde maio

Considerado o cenário com os candidatos nanicos, José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) mantém-se empatados na média das pesquisas. Isso vem acontecendo desde maio.

A pequena diferença em favor da petista tem se mostrado consistente, mas não supera a margem de erro das pesquisas, o que caracteriza empate técnico. Hoje a distância, na média, é inferior a 2 pontos percentuais.

Num quadro em que os institutos apontam resultados tão diferentes entre si, como foi o caso das mais recentes pesquisas Vox Populi e Datafolha, é sempre útil colocar os dados em perspectiva e procurar um meio termo.

As linhas de cada candidato apresentadas no gráfico são uma representação da média móvel das três últimas pesquisas divulgadas. A cada nova rodada, entram os números da pesquisa mais recente e saem os da mais antiga.

Como se pode observar, as linhas de Serra e Dilma correm paralelas há pelo menos dois meses. Estão separadas por uma distância que variou de 1,7 ponto em favor de Serra até 3,7 pontos em favor de Dilma.

Como em nenhum momento essa diferença superou 4 pontos percentuais, eles sempre estiveram tecnicamente empatados (a margem de erro é de 2 pontos para cada candidato, logo, deve ser somada).

As oscilações pontuais registradas pelos institutos ao longo dos últimos dois meses mostraram apenas o efeito momentâneo e limitado de um ou outro episódio de campanha, como a propaganda de Serra na TV ou um discurso de Lula em favor de Dilma. Não apontaram uma mudança de tendência.

A história da corrida presidencial até agora pode ser resumida assim: uma candidata empurrada por um presidente popular partiu do total desconhecimento e, em seis meses, conquistou os votos petistas, depois dos fãs de Lula e empatou com um candidato muito conhecido e de oposição.

Há dois meses nada muda nessa história. Emoções mais fortes, só após o começo da propaganda diária na TV, em agosto.
Por OESP/José Roberto de Toledo

 
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Publicado por em 27/07/2010 em Uncategorized

 

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