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Renato Meirelles, do Data Popular, afirma que companhias nacionais têm de se reposicionar para não perder a nova classe média

05 jul

São Paulo – A ascensão das classes C e D ao mercado de consumo – criando a chamada nova classe média – é um fato que todas as empresas desejam aproveitar. Mas, para Renato Meirelles, sócio-diretor do instituto Data Popular, que há dez anos pesquisa o consumo dos brasileiros de baixa renda, cinco setores econômicos serão mais beneficiados que os demais: computação, turismo, educação, bancos e, claro, varejo.

Entre essa nova classe média, 68% das pessoas estão nas universidades – um percentual bem distinto do da geração de seus pais. Trata-se, então, da primeira geração de universitários da maioria dessas famílias, o que leva a um crescimento das instituições de ensino e a necessidade de melhoria dos cursos. Além disso, é uma geração jovem que está cada vez mais conectada. Bom para quem vende computadores.

Sobre o turismo, Meirelles ressalta que grande parte dos 5,5 milhões de nordestinos em São Paulo, por exemplo, escolhem o avião em vez de uma longa e cansativa viagem de ônibus. Já os bancos se beneficiarão com o aumento da venda de seguros, mas precisam também mudar a estratégia. Hoje há mais brasileiros com celular do que com conta bancária. “Tudo isso mostra que esse novo consumidor também é exigente. Ele tem um dinheiro separado para determinado produto. Se não for bom, ele muda.”

Nova cabeça

O consumo é o melhor termômetro para indicar o estado da economia de um país – e uma excelente notícia para as empresas que vêem seus lucros saltarem com o mercado aquecido. O Brasil é um dos melhores exemplos de hoje, ao lado de nações emergentes como China e Índia.

Calcula-se que até 2014, mais 36 milhões de brasileiros passarão à chamada nova classe média. Mas ter um mercado em expansão não basta. “As empresas precisam entender quem é esse novo consumidor”, diz Renato Meirelles, que participou hoje (31/5) do EXAME Fórum, que está acontecendo no Hotel Unique, na capital paulista.

Para aproveitar esse bom momento, as empresas precisam traçar novas estratégias de negócios para entender quem é esse novo consumidor, que historicamente era deixado de lado. “A maioria dos produtos era direcionada às classes A e B”, diz Meirelles. Segundo ele, as companhias estão começando a mudar de postura. “Está se tornando mais comum que executivos visitem ou até passem alguns dias na casa dos consumidores para conhecê-los”, afirma. “As empresas nacionais precisam fazer isso e lançar novos produtos. Do contrário, outras podem ganhar essa parcela do mercado.”

Por Exame Fórum

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Publicado por em 05/07/2010 em Uncategorized

 

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