RSS

Arquivo diário: 07/08/2010

Caça a 25% de “inatingíveis” marca fase final da campanha

Está cada vez mais difícil para a campanha de Dilma Rousseff (PT) mostrar, ao eleitorado que ainda não sabe, que ela é a candidata de Lula. Desde meados de junho, segue imóvel o quarto de “inatingíveis”, os 25% de eleitores que desconhecem quem o presidente apoia ou citam outro nome que não o da petista.
A “caça” a esse eleitorado, por todos os candidatos, caracteriza a última etapa da campanha eleitoral. E o meio que lhes resta para tentar atingi-lo é a TV, seja através dos debates e entrevistas exclusivas em programas jornalísticos, seja, em última instância, via propaganda compulsória a partir de 17 de agosto.
Os “inatingíveis” são majoritariamente do sexo feminino, têm menos de 24 anos, não passaram das primeiras séries do ensino fundamental, moram na periferia das metrópoles e no Nordeste. Isso não exclui a existência de “inatingíveis” homens e em outras regiões do país.
O que esta pesquisa Ibope mostra é que sem aumentar o grau de conhecimento sobre sua relação com Lula nesse segmento do eleitorado, dificilmente Dilma conseguirá ir além dos cinco pontos de vantagem sobre José Serra (PSDB).
Por isso é difícil compreender por que Dilma só citou o nome de seu patrono depois de transcorrida uma hora e meia do debate da Band, na quinta-feira à noite, quando a audiência já havia caído a menos da metade.
Para Serra, os “inatingíveis” também são prioritários. Mas sua preocupação não é em conquistá-los, e sim em mantê-los. Nada menos do que 31% dos eleitores de Serra não sabem que Dilma é a candidata de Lula. Se descobrirem, o tucano corre o risco de ver uma transfusão direta de seu percentual de intenção de voto para o da petista.
Para complicar a vida de Serra, nada menos do que um terço dos “inatingíveis” são beneficiários diretos ou moram com alguém que é usuário de pelo menos um dos programas sociais do governo Lula, como o Bolsa Família ou o Luz Para Todos. É por essa razão que o tucano endossa esses programas.

Por OESP/Jose Roberto Toledo

Anúncios
 
Comentários desativados em Caça a 25% de “inatingíveis” marca fase final da campanha

Publicado por em 07/08/2010 em Uncategorized

 

Tags:

Inconsistências internas chamam atenção na CNT/Sensus

O que mais chama a atenção na pesquisa CNT/Sensus não é o tamanho da vantagem de Dilma Rousseff (PT) sobre José Serra (PSDB). O que se destaca são as inconsistências internas do relatório.
Do alto percentual de voto dos nanicos à distribuição regional das intenções de voto dos principais candidatos, passando por um mistério na intenção de voto de Marina Silva (PV), há várias contradições nos cruzamentos da pesquisa.
Fato inédito, a CNT/Sensus encontrou intenção de voto espontânea maior do que na pergunta estimulada para os nanicos. Soma dos percentuais dos candidatos dos pequenos partidos na espontânea: 7%. Soma dos percentuais dos mesmos candidatos na estimulada: 4%.
A pergunta espontânea é a primeira feita aos entrevistados. Se o eleitor não souber o nome do seu candidato a presidente, não consegue responder. Por isso, invariavelmente os percentuais são menores do que na estimulada, quando o pesquisador mostra os nomes dos candidatos.
Exemplos do próprio Sensus: Dilma tem 30% na espontânea e 42% na estimulada, Serra tem 20% da espontânea e 32% na estimulada. Mas com os nanicos acontece um mistério: eles perdem eleitores de uma pergunta para outra, em vez de ganhar.
Zé Maria (PSTU) sai de 3% na espontânea para 2% na estimulada; Eymael (PSDC), de 2% para menos de 1%; Ivan Pinheiro (PCB), de 1% para quase zero. Ou seja, eleitores que surpreendentemente lembraram de seus nomes sozinhos, ao vê-los no disco mudam de ideia.
As contradições não ficam por aí. Marina tem 8,5% (o Sensus insiste em usar casas decimais, dando a impressão que a pesquisa, seja ela qual for, tem uma precisão inexistente) na pergunta estimulada.
Mais à frente no questionário, o entrevistador pergunta: “(…) em quem o sr.(a) votaria ou não votaria para presidente?” E dá quatro alternativas ao entrevistado: 1) É o único em que votaria; 2) poderia votar; 3) não votaria; 4) não conhece. Pois 11% dos eleitores responderam que Marina é a única em quem votariam.
Entre uma pergunta e outra, 2,5% dos eleitores mudaram de ideia e passaram a dizer que Marina é a única presidenciável em que votariam? Pode-se argumentar que a lista acoplada a esta pergunta não citava os nanicos. Mas, nesse caso, por que os percentuais de Dilma e Serra diminuíram (para 35% e 25%, respectivamente) em vez de crescer, como ocorreu com o de Marina?
Finalmente, a CNT/Sensus encontrou um empate técnico entre Dilma e Serra no Sul do país: 37% a 43%, respectivamente. Com apenas 291 entrevistas na região, a margem de erro máxima para o Sul é de quase 6 pontos percentuais. Ou seja: o tucano poderia ter 37% e a petista, 43%, que estariam dentro da margem.
O problema é que esse resultado contraria a série histórica de pesquisas, sem que tenha havido nenhum fato relevante que pudesse explicar uma ascensão fulminante de Dilma no Sul. Pior: outras pesquisas, com amostras muito maiores, como a feita pelo Ibope há poucos dias, apontam uma vantagem que varia de 11 a 16 pontos para o tucano nos três estados da região.
Todas essas inconsistências do relatório da CNT/Sensus não necessariamente invalidam os resultados globais da pesquisa. Pode ser que Dilma de fato tenha aberto 10 pontos de frente sobre Serra. Mas é mais prudente esperar o Ibope que sai nesta sexta para ter certeza.

Por OESP/Jose Roberto Toledo

 
Comentários desativados em Inconsistências internas chamam atenção na CNT/Sensus

Publicado por em 07/08/2010 em Uncategorized

 

Tags:

Veja como Dilma e Serra estão em cada estado e no DF





Por OESP/Jose Roberto Toledo

 
Comentários desativados em Veja como Dilma e Serra estão em cada estado e no DF

Publicado por em 07/08/2010 em Uncategorized

 

Tags:

“Efeito Ciro” assombra candidatos a presidente

O comando da campanha de José Serra (PSDB) à Presidência anunciou uma mudança de prioridade geográfica. Em vez de concentrar fogo no Nordeste, o tucano vai agora apertar mãos e fazer comícios em Minas Gerais e no Rio de Janeiro.
Outra mudança, esta não anunciada, parece ter sido no tom do discurso. Após duas semanas de críticas intensas ao governo federal, Serra tem preferido temas “neutros” e segmentados nos últimos dias, justamente quando as falas dos presidenciáveis passam a ser veiculadas diariamente no Jornal Nacional.
O que teria provocado essas correções de rumo?
Pode ser apenas coincidência, mas a pesquisa Ibope/Rede Globo/Estado divulgada na sexta passada mostrou que Dilma Rousseff (PT) aumentou sua vantagem justamente onde o tucano havia mais feito campanha, no Nordeste. E isso ocorreu no período em que as críticas de Serra foram mais agudas.
Parece que ao fazer um discurso oposicionista junto a um eleitor que é o mais simpático ao governo Lula, Serra perdeu votos em vez de ganhar. Ficou marcado como candidato de oposição, uma imagem que talvez não estivesse clara para muitos eleitores nordestinos.
É um fenômeno curioso: quanto mais o candidato se expõe, mais ele perde. Se é que foi isso que ocorreu, Serra não é a única vítima potencial desse efeito. O desconhecido Ciro Moura (PTC) apareceu com surpreendentes 18% na pesquisa Ibope sobre a eleição para o Senado em São Paulo. Não foi um erro do instituto: ele chegara a 19% no Datafolha dias antes.
Como Moura escreveu apenas “Ciro” no nome a aparecer na urna em seu registro como candidato, é apenas “Ciro” que aparece no cartão dos institutos. A hipótese a ser testada é que muitos eleitores acharam que o “Ciro” da cartela era Ciro Gomes, o ex-presidenciável. Se foi isso, quanto mais Ciro Moura aparecer durante a campanha, menos votos terá.
Há ainda a possibilidade de o “efeito Ciro” se abater sobre Dilma. Até agora, ela é “a candidata do Lula” para a maioria dos eleitores. Sua personalidade pública ainda não foi colocada à prova. Como resultado, sua rejeição é baixa. Afinal, não há o que rejeitar quando não se conhece o candidato, seu jeito, seu estilo.
Neste novo capítulo da corrida presidencial, com ao menos quatro debates eleitorais, veiculação diária de sua cara nos telejornais e a campanha compulsória no rádio e na TV, os candidatos estarão superexpostos. E, como ocorria na fotografia antes da era digital, é na superexposição que se queima o filme.
Por OESP/Jose Roberto Toledo

 
Comentários desativados em “Efeito Ciro” assombra candidatos a presidente

Publicado por em 07/08/2010 em Uncategorized

 

Tags:

Na média, Dilma e Serra estão no limite de um empate técnico

Com 4 pontos de diferença entre eles, Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) estão no limite de um empate técnico na média das três últimas pesquisas divulgadas sobre a sucessão presidencial. Mas a petista permanece numericamente à frente do tucano há mais de dois meses.
O gráfico das médias inclui, pela primeira vez, os candidatos dos pequenos partidos, os chamados nanicos. Isso não produziu alterações significativas nas tendências dos favoritos, mas encurtou a série histórica. No cenário com Dilma, Serra e Marina Silva (PV) a evolução começava em novembro de 2009. Agora, tudo se inicia em maio.
Como não se pode misturar cenários diferentes no mesmo gráfico, perdeu-se na nova curva o movimento de ascensão de Dilma até empatar com Serra. Desde meados de maio, os dois seguem tecnicamente empatados, com pequenas oscilações na diferença entre eles.


Embora a curva de Dilma apareça consistentemente à frente da de Serra, ela nunca conseguiu se desgarrar o suficiente para caracterizar uma liderança isolada.
Com a inclusão da pesquisa Ibope concluída em 29 de julho na conta, e a saída da sondagem do Datafolha de 1º de julho, a distância média entre os dois aumentou. Se isso vai ou não se tornar uma nova tendência, só será possível saber após as pesquisas Ibope e Sensus a serem divulgadas na quinta e na sexta-feira.
Pelo histórico da corrida presidencial, sempre que Dilma foi exposta ao eleitorado como candidata de Lula ela cresceu, empurrada pela popularidade recorde do presidente. Com o início previsto da propaganda eleitoral compulsória no rádio e na TV a partir do dia 17, os petistas especulam que sua candidata tende a crescer mais.
Os tucanos, por seu lado, lembram que Dilma nunca se expôs em um confronto direto de ideias com seus adversários, e a partir de eventos como o debate entre os presidenciáveis na Band, marcado para esta quinta-feira, ela passaria a sofrer desgastes de imagem.
Será possível testar essas hipóteses nas próximas rodadas de pesquisa. Como dizem os especialistas, as sondagens são diagnósticos, não servem para prognosticar o que vai ocorrer na corrida presidencial. Mais do que isso: elas têm prazo de validade. Toda pesquisa é provisória. Só a urna é definitiva.
Por OESP/Jose Roberto Toledo

 
Comentários desativados em Na média, Dilma e Serra estão no limite de um empate técnico

Publicado por em 07/08/2010 em Uncategorized

 

Tags:

Desigualdade entre candidatos é maior do que entre a população brasileira p

Em se tratando de dinheiro, a desigualdade entre os candidatos nas eleições de 2010 é maior do que na população brasileira. Muito maior. O patrimônio do 1% mais rico dos que disputam um cargo este ano chega a 61% do valor total declarado por todos os candidatos. Sim, 1% fica com 61% da grana.
Em valores, a concentração patrimonial é ainda mais gritante: 129 pessoas detêm R$ 8,858 bilhões em bens.
Já os 40% mais “pobres” ficam com apenas 1,6% da soma dos bens de todos os concorrentes. Em números absolutos: os 5.161 que formam a base da pirâmide patrimonial dos candidatos declararam ter, em conjunto, R$ 232 milhões, o que dá uma média inferior a R$ 45 mil por cabeça.
Para piorar, só entrou nessa conta quem declarou bens à Justiça eleitoral até 23 de julho. E 40% dos candidatos não o fizeram, seja porque não têm nada a declarar, seja porque omitiram essa informação.
Mais candidatos devem declarar bens aos tribunais eleitorais nos próximos dias e semanas. Não há limite de prazo para eles encaminharem adendos a suas fichas de candidatos. Ainda tem gente pedindo mudança na ficha de quatro anos atrás.
Como se sabe, o Brasil é dos países com pior distribuição de renda no planeta. Mas, em comparação à desigualdade entre concorrentes ao pleito de 2010, o Brasil fica parecendo uma Noruega.
No conjunto da população brasileira, os 40% mais pobres ficam com 12% da renda, enquanto o 1% mais rico fica com 13% dos rendimentos nacionais. No patrimônio dos candidatos, essa proporção é muito pior: os 40% da parte de baixo ficam com 1,6% dos bens; enquanto o 1% da cobertura abocanha 61% do patrimônio.
Embora renda (uma medida de fluxo) e patrimônio (uma medida de estoque) sejam coisas diferentes, o único jeito de comparar a distribuição da riqueza entre candidatos e a população é esse. Não há dados de renda dos candidatos, nem dados de patrimônio da população.
Há algumas hipóteses para explicar uma disparidade tão absurda. A principal delas diz respeito à qualidade das informações prestadas pelos candidatos à Justiça eleitoral. Há de tudo. Desde os aplicados que mandam uma cópia de sua declaração de bens à Receita Federal até os que não declaram nada, ou bens com valores irrisórios.
Entre os 60% que declaram alguma coisa, há quem apresente relações detalhadas, que incluem caras casas, carros, fazendas, apartamentos e até os valor de suas carteiras de ações e obras de arte. Na outra ponta há quem declare possuir casas, sítios, carros e terrenos avaliados em R$ 0,01. E não são poucos.
O problema é que não há histórico de sanção que tenha sido aplicada pela Justiça eleitoral a candidatos que declaram bens por valores incompatíveis com a realidade. Sem punição, cada um escreve o que sua consciência manda. O valor da consciência dos candidatos parece oscilar tanto quanto seus patrimônios declarados.
O resultado dessa falta de regulamentação é que uma base que já seria naturalmente desigual, como a de bens, fique ainda mais mal distribuída.
Por outro lado, há uma diferença real entre o nível econômico dos candidatos. Na ponta da pirâmide estão alguns dos maiores empresários do país, grandes proprietários de terras, acionistas majoritários de grandes corporações. Na parte de baixo há empregados domésticos, ambulantes, pequenos agricultores.
Mesmo que distorcido pela baixa representação feminina, pela imprecisão das declarações de bens, o conjunto de fichas dos mais de 21 mil candidatos (o número exato varia diariamente) forma um retrato do país. Uma fotografia inclusive das omissões de sua legislação.
Sendo assim, não é de espantar que a desigualdade seja o que mais chama a atenção. Essa disparidade é sintetizada em uma proporção. O patrimônio declarado dos 129 candidatos mais ricos, o 1% do topo da pirâmide, é 38 vezes maior do que o total de bens dos 5.161 candidatos que formam os 40% mais pobres.

Por OESP/Jose Roberto Toledo

 

Tags:

Primeiro debate

Nas palavras da experiente socióloga Fátima Pacheco Jordão, “parecia um debate inglês”. Não houve provocação, piada, baixaria nem puxada de tapete. Só discussão de “alto nível”. Comparado aos debates que a própria Band rememorou na abertura do programa, foi de dar sono. Começou com quase 6 pontos no Ibope, o que é muito para quem concorreu com uma semifinal de Taça Libertadores, e terminou com menos de 2 pontos.
Plínio de Arruda Sampaio (PSOL) saiu com mais do que entrou. Já pode colocar no currículo que foi “trending topic” mundial do Twitter: seu nome foi uma das expressões mais citadas por usuários da rede social no mundo durante o período do debate.
Na forma, foi quem melhor se saiu, dirigindo-se diretamente ao telespectador com intimidade. Falou com segurança e surpreendeu pelo tom direto e por partir para o confronto. No conteúdo, é para quem concorda com as ideias do PSOL. Talvez comece a beliscar um pontinho ou outro na próxima rodada de pesquisas. A fórmula, todavia, pode cansar rápido.
Marina Silva (PV) perdeu uma oportunidade para ser notada. Plínio ocupou o lugar que poderia ter sido dela, se fosse uma franco-atiradora. Não é. Comportada, demorou para conseguir mostrar suas diferenças em relação a Dilma e Serra. Só embalou quando começou a falar de meio ambiente, mas o debate já estava acabando.
Foi segura, olhou direto para a câmera. Mas precisará ser mais agressiva, ou pelo menos incisiva, para ganhar espaço numa disputa tão polarizada. Isso parece contrariar sua natureza conciliadora. O poema que declamou no final ficou fora de contexto. Não emocionou.
José Serra (PSDB) mostrou que é mais experiente que Dilma. Conseguiu criticar o governo sem falar mal de Lula. Surpreendentemente, não abjurou o governo Fernando Henrique Cardoso, ao contrário. Usou uma linguagem mais direta e popular do que a principal adversária. Conseguiu dominar boa parte do temário do debate, pondo a saúde, seu ponto forte, em evidência (o que lhe valeu a pecha de “hipocondríaco”, dada por Plínio).
Mas Serra falou duas bobagens que poderão ser exploradas pelos adversários. Ao enumerar os problemas de portos e aeroportos, arrematou: “Eu não sei como se vai resolver isso”. Não é a melhor frase para um candidato.
Depois, ao falar de reforma agrária, qualificou propriedades de 80 hectares como “chácara de fim-de-semana”. São 800 mil metros quadrados, algo como 80 quarteirões, praticamente um bairro.
No final, Serra foi buscar uma memória do pai para emocionar-se. Embargou a voz e lacrimejou. A emoção pareceu genuína, mas a técnica para obtê-la pareceu estudada.
Dilma Rousseff (PT) cometeu todos os erros que os rivais diziam que ela cometeria. Foi prolixa, usou um palavreado difícil e vazio: “política estruturante”, “flexibilizar”, “bioma”, “oligopolizados”. Abusou das siglas, do jargão e de cifras. Não concluiu a maior parte dos raciocínios que começou. Olhou para o oponente em vez de olhar para o telespectador. Quando o fez, olhou para a câmera errada. Estava ofegante, respirando fora do ritmo das frases. Estourou o tempo em quase todas as respostas.
Mas o pior erro de Dilma foi outro. Ela demorou uma hora e meia para dizer a palavra mais importante do seu discurso: Lula. Antes, sempre disse “nosso governo”, sem explicar que era o governo dela e de Lula. Quando percebeu o equívoco, já estava no final do debate. E, mesmo quando tentou, não conseguiu usar a figura do presidente para passar emoção. Num olhar de Poliana, Dilma ao menos sabe, agora, tudo o que precisa corrigir para o próximo debate.
RESUMO – O debate da Band muda o rumo da campanha? Não. Ao menos por ora, Dilma segue sendo favorita. Os adversários podem comemorar porque os pontos fracos da candidata do governo ficaram evidenciados, e serão explorados. Para quem está em baixa nas pesquisas e com dificuldades para obter financiamento de campanha, é um alento. Mas ainda é insuficiente para virar o jogo. Aumenta, porém, a importância dos próximos debates.

Por OESP/ José Roberto de Toledo

 
Comentários desativados em Primeiro debate

Publicado por em 07/08/2010 em Uncategorized

 

Tags:

 
%d blogueiros gostam disto: