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Entre os que aprovam o presidente, há ainda 10% sem decisão tomada

30 ago

Por que um eleitor que considera o governo Lula “bom” ou “ótimo” continua resistindo e não declarando seu voto para Dilma Rousseff (PT) na sucessão presidencial? As repostas podem ser várias, mas é aí que o candidato de oposição, José Serrá (PSDB), tem sua última chance de tentar levar a disputa para o segundo turno.

Daí a razão pela qual Serra adotou a estratégia de ser muito comedido ao fazer críticas ao governo Lula e ao presidente propriamente.

Lula tem hoje 79% de aprovação popular. É o presidente da República mais bem avaliado entre todos os eleitos pós-ditadura militar (aqui, todas as séries históricas). Esse eleitorado vai decidir quem será o próximo ocupante do Palácio do Planalto.

Até março deste ano, Dilma e Serra estavam empatados entre os eleitores lulistas: 35% para cada um (no universo dos que acham Lula “ótimo”ou “bom”). Agora, a situação é muito diferente: 58% para Dilma e só 23% para Serra. Eis os dados:

O curioso é verificar que Serra não apenas mantém esses 23% como também notar que Marina Silva (PV) continua sendo a preferida de 8% dos que acham Lula “ótimo” ou “bom”. E há ainda 3% desses que votam em branco, nulo ou em nenhum. E 7% que dizem ainda não saber em quem votar.

Esses indecisos e os que votam em branco, nulo e nenhum, segundo estudos estatísticos, tendem a se dividir no dia da eleição proporcionalmente entre todos os candidatos, respeitando já o quanto cada um tem de intenção de votos nas pesquisas. Se isso ocorrer, a disputa termina no primeiro turno, em 3 de outubro.

O desafio de Serra é tentar inverter essa lógica: convencer eleitores lulistas de que ele, Serra, é o melhor para presidir o Brasil. Para dizer o mínimo, trata-se de tarefa dificílima.

Por UOL/ Fernando Rodrigues

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Publicado por em 30/08/2010 em Uncategorized

 

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