RSS

Como fica a disputa presidencial após o Datafolha

23 set

A pesquisa Datafolha divulgada nesta quarta-feira aponta para uma redução da vantagem de Dilma Rousseff (PT) sobre seus adversários, aumentando a chance de haver segundo turno na eleição presidencial.

Foi a primeira sondagem feita após a queda da ministra Erenice Guerra por denúncias de tráfico de influência dentro do governo. E também a primeira depois que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva intensificou seus ataques à imprensa.

Dilma oscilou de 51% para 49% do total de votos, principalmente por perder eleitores entre os mais escolarizados e de renda mais alta. Marina Silva (PV) manteve sua tendência de crescimento e chegou, segundo o Datafolha, a 13%. José Serra (PSDB) foi de 27% para 28%. Ambos ganharam votos nos mesmos segmentos em que Dilma perdeu.

O gráfico acima é uma representação da média das três mais recentes pesquisas realizadas. São os votos válidos em Dilma: quando a curva vermelha ultrapassa a linha de 50%, a eleição acaba no 1º turno; e vai ao 2º turno quando a curva de Dilma fica abaixo da linha de referência.

A petista parece ter batido no seu teto de crescimento e refluído. Mas é necessário mais um ou dois levantamentos para confirmar se há uma tendência de queda. O Ibope divulga pesquisa nesta sexta-feira.

O gráfico abaixo mostra as pesquisas de todos os institutos e as intenções de voto de todos os candidatos. A explicação anterior vale para ele também: vermelho abaixo da linha traçejada equivale a segundo turno; acima, decisão em turno único.

O grupo onde Dilma perdeu votos é o menor do eleitorado: os mais ricos e escolarizados. São justamente os eleitores menos propensos a votar na petista. Os candidatos de oposição estão perto de alcançar seus limites nesse segmento. Para levar a eleição para o segundo turno, precisariam crescer também nos estratos de renda e escolaridade mais baixa. Esse é o movimento a se observar a partir de agora.

Nesta eleição, ainda não houve ondas que tenham partido do alto da pirâmide social em direção à base. Até agora, o movimento tem sido oposto. Uma reversão dessa tendência, embora mais difícil, poderia levar a eleição para o segundo turno.

De qualquer modo, a pesquisa tem efeitos imediatos: melhora o moral das campanhas de Serra e Marina, acende uma luz amarela para a campanha de Dilma e pode mudar a estratégia petista em relação à imprensa -seja no sentido de recrudescer os ataques, seja no sentido de abrandá-los.

Por OESP/José Roberto Toledo

Anúncios
 
Comentários desativados em Como fica a disputa presidencial após o Datafolha

Publicado por em 23/09/2010 em Uncategorized

 

Tags:

Os comentários estão desativados.

 
%d blogueiros gostam disto: