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Análise preliminar do Censo 2010

02 dez

A preocupação por parte das municipalidades com as diferenças entre a estimativa e projeção populacional, de um lado, e o censo, do outro, se deve em grande parte aos impactos nas transferências de recursos e outras políticas públicas que têm como variável ou restrição de acesso a população ou faixa populacional. Para além dos efeitos
fiscais sobre estes entes federados, a análise da real variação populacional dos municípios é um elemento para compreensão de sua dinâmica urbana, incluindo o poder de atração ou repulsão que exercem de acordo com suas características.

Qual é a dinâmica populacional do principal município de uma região
metropolitana frente aos outros municípios que a compõem? Qual região metropolitana tem se dinamizado mais em termos populacionais? Elas têm crescido no ritmo do crescimento do país? Há municípios isolados que têm se destacado em crescimento ou estagnação? E os municípios desmembrados nesse intervalo (2000-2010), tiveram uma
dinâmica que justificasse seu desmembramento? Municípios de portes diferentes ou de regiões diferentes tiveram taxas de crescimento diferentes? Essas são questões apresentadas no texto.
As análises de crescimento populacional aqui apresentadas comparam uma mesma base territorial. Dessa forma a base comparativa são os 5.507 municípios originais existentes em 2000. Note que 58 municípios foram criados entre 2000 e 2010.

Por isso, todos os 58 municípios emancipados após 2000 foram incorporados aos seus municípios originais para efeito do cálculo da taxa geométrica média anual de variação populacional.
Sabe-se que a dinâmica de um município pode e deve ser analisada sob diversas dimensões para compor um quadro mais completo e significativo das mudanças municipais. Este texto, portanto, pretende apenas contribuir para a discussão com base na dimensão populacional. Não há pretensão de esgotar o assunto ou de estabelecer
análises definitivas, trata-se apenas de iniciar uma discussão que se aprofundará posteriormente.

A estrutura de desenvolvimento do texto compõe-se desta introdução e seis breves seções. Na que vem logo a seguir será tratada de forma geral a dinâmica populacional que pode ser inferida do Censo 2010 e sua diferença em relação à projeção e estimativa existentes. Depois há quatro seções com recortes específic os de análise populacional (de acordo com a Unidade da Federação (UF); com a Região
Metropolitana (RM); com o estrato de tamanho da cidade; e com os 58 novos municípios criados de 2000 até o momento). Por fim é apresentado o atual mapa de variação populacional do Brasil na última década.

Dinâmica geral e precisão das projeções

Em 2000, o Brasil possuía uma população de 169,8 milhões de habitantes conforme o Censo 2000. A projeção do IBGE mais atual da população para 2010 indicava que o país cresceria a uma taxa geométrica média anual de 1,3%, alcançando 193,2 milhões.
Os dados do Censo 2010 demonstram, contudo, que o crescimento ocorreu em um ritmo menor que o previsto, mantendo a média de 1,17% ao ano, totalizando 190,7 milhões de habitantes em 2010. Portanto, comparando os dados preliminares do Censo 2010 com a
revisão 2008 da projeção da população com base na tendência 2000 ajustado para 2007, o crescimento se deu a uma taxa geométrica média anual 0,13 ponto percentual (p.p.) menor do que o projetado.
Partindo para a observação dos municípios, percebe-se que dentre os dez que mais cresceram ao longo da década, três encontram-se no Pará. O município paulista de Balbinos apresenta o mais intenso crescimento encontrado, porém a partir de base inicial pequena. Os municípios de Rio das Ostras e São Félix do Xingu, por outro lado,
apresentaram incremento preliminar de população de 69.338 e 56.672, respectivamente …

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Por Ipea

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Publicado por em 02/12/2010 em Uncategorized

 

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