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Que tipo de consumidor tecnológico você é

03 ago

Os consumidores de novos serviços e produtos tecnológicos são ciborgues, centauros ou caubóis do espaço segundo pesquisa divulgada nesta semana pela Amdocs, líder no fornecimento de sistemas voltados à experiência. Sobre as descobertas, o antropologista social Dr. Massimiliano Mollona descobriu que os consumidores de produtos móveis podem ser classificados, de maneira geral, em uma das três “comunidades de consumidores” do mundo.
A pesquisa, conduzida pela Coleman Parkes, ouviu mais de 4.700 consumidores de várias faixas etárias em 14 países da América do Norte e do Sul, Europa e região da Ásia-Pacífico. Entre as principais descobertas está o fato de que os aparelhos móveis se tornaram uma necessidade mundial. Dos entrevistados, 63% afirmam que não conseguem mais viver sem o seu telefone celular, enquanto 49% consideram a tecnologia de telefonia celular um capacitador social que aumenta não somente a sua empregabilidade ou facilidade de contato, mas também a sua sociabilidade. Além disso, o otimismo em relação a serviços móveis futuros é extremamente grande: 70% esperam poder fazer ainda mais atividades com o seu celular.
Dr. Mollona, do Goldsmiths College da Universidade de Londres, também percebeu que as pessoas estão se expressando cada vez mais por meio da conectividade, que assume a forma de um distintivo digital. Isso se torna evidente pela maneira como as pessoas tendem a manter o celular nas mãos e atender a ligações em lugares movimentados, quer isso irrite ou não as pessoas com quem estão. Com base nesse e em outros dados, o Dr. Mollona descobriu que os consumidores podem ser classificados como um dos três avatares globais: ciborgues, centauros ou caubóis do espaço.
Ciborgues
Os Ciborgues usam a conectividade em todos os aspectos de sua vida, inclusive na esfera profissional e na pessoal, numa diversidade de dispositivos e lugares, estando mais propensos a pagar por serviços mais sofisticados. O seu telefone é a sua personalidade, seu principal capacitador social e o meio preferido de comunicação com colegas e familiares. Eles usam o seu telefone celular, mais do que outras formas de comunicação, para aumentar o seu círculo social e a sua mobilidade entre os ambientes profissional e pessoal. São usuários entusiásticos das mídias sociais e dos jogos online, mas também usam serviços de voz, texto e mensagens instantâneas para manter contato.
Como o seu telefone celular está integrado às suas vidas diárias, os Ciborgues estão mais dispostos a adotar serviços avançados, como compras móveis e serviços domésticos como monitoramento ou segurança. Também demandam a melhor experiência possível, tanto em termos de qualidade do serviço quanto do suporte que recebem, estando mais dispostos a pagar por isso. Os Ciborgues são encontrados principalmente na América Latina e nos mercados em desenvolvimento da Ásia, como Cingapura, Vietnã e Tailândia.
Centauros
Os Centauros distinguem fortemente o seu eu pessoal do seu eu “tecnológico” e veem o telefone celular como um equipamento funcional, não uma reflexão de sua personalidade. Eles criam fronteiras entre os lugares – geralmente casa e trabalho – e entre os diferentes dispositivos. Eles não usam, por exemplo, o mesmo celular para o trabalho e para sua vida pessoal. Com amigos e família, preferem conversar pessoalmente a usar o telefone, enquanto com a provedora de serviços, ocorre o contrário. Curiosamente, os Centauros usam mais mensagens de texto porque elas ultrapassam os limites citados acima de forma sutil, talvez explicando também porque esse serviço continua sendo popular, apesar da existência do e-mail móvel.
Os Centauros têm uma visão pragmática e funcional da tecnologia e trocam de provedoras de serviços por razões unicamente econômicas e não por desejarem ter o mais novo celular ou dispositivo. Eles dão preferência a planos que permitam controlar os seus gastos, como pacotes de serviços, com “tudo incluso” ou pré-pagos, mas estão dispostos a pagar por serviços de melhor qualidade ou para acessar conteúdos e aplicativos de qualquer aparelho. São a comunidade predominante na Europa e nos mercados desenvolvidos da região da Ásia-Pacífico, como Austrália e Nova Zelândia.
Caubóis do Espaço
Os Caubóis do Espaço são nômades tecnológicos, individualistas e imprevisíveis, que trocam de aparelho e provedores de vez em quando, por questões tecnológicas e econômicas. Eles buscam caminhos, serviços e planos personalizados e evitam a interconectividade e a sincronicidade. Eles têm uma atitude funcional em relação à tecnologia, usando o telefone celular em benefício próprio e não para expandir seu círculo social ou a sua conectividade.
São mais influenciáveis pelas provedoras de serviços em termos dos produtos e serviços que adquirem; no entanto, só pagam por serviços mais sofisticados quando acreditam em seu valor. Isso pode ocorrer na forma de benefício físico, como atualizações regulares do aparelho e do serviço, ou benefício emocional, como algo que torne a sua vida mais fácil. Essa comunidade aparece mais na América do Norte, a qual também exibe bolsões das outras duas comunidades, devido a fatores sociais e macro.
O mundo conectado
Dr. Mollona também analisou os dados para fornecer um quadro original do comportamento humano no mundo conectado. De acordo com ele, os mercados emergentes estão prontos para o mundo conectado. O rápido crescimento das tecnologias móveis nos mercados em desenvolvimento surpreendeu os pesquisadores, tendo sido tradicionalmente explicado pela falta de uma infraestrutura de comunicação acessível e eficiente. O Dr. Mollona diz que isso é verdade, mas afirma que o crescente apetite por novos serviços, principalmente de rede social, também é resultado de fatores ligados ao comportamento humano, típicos dessas sociedades.
No Brasil, por exemplo, o crescimento do mundo conectado é acelerado pela falta de limites entre as esferas privada e pública e pelo fato de que o Brasil é uma sociedade performativa, na qual a socialização acontece em público e é baseada em conversas e na comunicação verbal. Culturas performativas são altamente conectadas e os telefones celulares revelam e melhoram essas conexões sociais.
Além disso, os telefones celulares são usados como “distintivos digitais”. Com base nas descobertas que revelam que um entre quatro dos pesquisados gostam de atender o telefone em público, não importa o quanto isso irrite ou surpreenda outras pessoas, o Dr. Mollona observa que tal comportamento não visa demonstrar riqueza ou desconectar os usuários de seu ambiente, sendo, ao contrário, uma compulsão por demonstrar aos outros que eles pertencem a uma comunidade. Tendo criado o termo “distintivo digital”, o Dr. Mollona afirma que as pessoas estão se expressando cada vez mais por meio da conectividade, o que também está evidente pela forma como as pessoas tendem a manter o celular nas mãos mesmo quando não estão usando.
Dr. Mollona complementa: “O que me surpreendeu nessas descobertas foi o quanto a mobilidade está enraizada no comportamento social diário em diversas sociedades. Essa tem sido uma transformação rápida e, como esse e outros estudos mostram, a evolução do mundo conectado tem se beneficiado de fatores socioculturais, cuja influência é muito maior do que se acredita. No entanto, a utilização é diferente nas três comunidades e cada ‘comunidade de consumidores’ tem necessidades e expectativas distintas, as quais as empresas provedoras de serviços devem suprir se quiserem fornecer a experiência desejada e aumentar suas receitas por meio do aumento dos serviços oferecidos e da redução da rotatividade.
“Esse estudo possibilitou uma compreensão inédita das forças que levam os consumidores a adotar novos serviços e tecnologias móveis, e a mensagem é clara – os clientes esperam mais de suas provedoras de serviços. Independentemente do perfil da comunidade, todos os usuários ouvidos querem produtos que combinem com os traços únicos de sua personalidade e seu estilo de vida no mundo conectado”, afirmou Rebecca Prodhomme, vice-presidente de marketing de produtos e soluções da Amdocs em comunicado à imprensa. “Enquanto as principais concorrentes brigam por uma maior fatia do mercado, as provedoras de serviços precisam garantir que seus sistemas atendam a diferentes modelos de negócios e proporcionem uma experiência personalizada, a fim de aproveitar essa oportunidade.

Por Terra.

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Publicado por em 03/08/2011 em Uncategorized

 

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