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Pesquisa CNI/IBOPE – Retratos da sociedade brasileira – Meio Ambiente

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Necessário mas insuficiente

É possível extrair algo do comportamento do eleitor em 2010 que valha para o pleito municipal de 2012? Uma constatação é que o voto nas capitais foi sensivelmente diferente do voto no interior. No primeiro turno da eleição presidencial, Dilma Rousseff (PT) teve 40% dos votos válidos nas capitais, contra 49% no resto do país. A disputa do governo contra a oposição foi muito mais dura nessas 27 cidades. Entender o porquê ajuda a medir as chances de governistas e oposicionistas em 2012.

Não foi a oposição tucana que dificultou as coisas para a candidata de Lula nas capitais. No primeiro turno, José Serra (PSDB) recebeu proporcionalmente menos votos nessas cidades (30%) do que no resto do país (33%). Quem fez a diferença nesses centros foi Marina Silva (então no PV). Enquanto ela teve apenas 16% dos votos válidos no interior, sua votação chegou a 28% nas capitais. Foi a mais votada em Brasília, Belo Horizonte e Vitória.
Pesquisas do Ibope feitas ao longo da campanha de 2010 indicam que o eleitorado de Marina era dividido entre dois segmentos muito diferentes entre si: de um lado, um eleitor de classe média alta que estudou acima da média e estava desencantado com PT e PSDB; e de outro, evangélicos que desconfiavam das opiniões de Dilma e Serra sobre questões como aborto. Será possível comprovar isso na esfera municipal?

O cruzamento dos resultados eleitorais com as informações de renda do Censo 2010, divulgadas recentemente, e o novo mapa da religião publicado pela Fundação Getúlio Vargas aponta que sim.

Há enormes diferenças de comportamento do eleitor de capital para capital: no primeiro turno, a votação de Dilma variou de 16% em Rio Branco (AC) a 57% em São Luís (MA). E a de Serra, de 7% em Manaus (AM) a 51% em Boa Vista (RR). Para além das peculiaridades regionais, é possível identificar tendências.

Em 3 de cada 4 municípios que não são capitais, quanto maior era a abrangência do Bolsa Família em 2010, maior foi a votação de Dilma. Já nas capitais, a força da correlação entre os programas assistencialistas do governo federal e o comportamento do eleitor foi reduzida a menos da metade. Dois outros fatores diluíram essa influência: renda e religião.
Segundo estudo de Marcelo Neri, da FGV, há maior proporção de evangélicos nas capitais. E, entre elas, há grandes disparidades: de 10% em Teresina (PI) a 43% em Rio Branco (AC). Embora haja exceções, em regra Dilma teve menos votos nas capitais onde há maior porcentual de evangélicos. Sua votação também foi proporcionalmente menor nas capitais com renda per capita mais alta. Essas duas correlações foram mais fortes do que entre voto e Bolsa Família.

Para Marina Silva, as relações foram inversas às de Dilma. Em grande parte das capitais, quanto mais evangélicos, maior sua votação. Mas a conexão mais forte não foi religiosa, e sim de poder aquisitivo. Quanto maior o crescimento absoluto da renda acima da inflação, melhor o desempenho da então candidata do PV. Ou seja: ao menos nas capitais, Marina faturou politicamente mais do que Dilma e Serra os reais extras que os eleitores embolsaram ao longo da década passada.
Como interpretar essas correlações? Do ponto de vista estrito, comprovam-se as inferências do Ibope. Marina teve dois eleitores distintos, um mais rico e outro mais pobre, que votaram nela por motivos diferentes: o primeiro, para criar uma alternativa política ao PSDB e ao PT (e, eventualmente, defender o meio ambiente), o segundo, na candidata da sua fé, que por ser evangélica se mostrou mais confiável contra mudanças como a legalização do aborto no Brasil.

Mas é possível extrapolar os resultados para 2012. A principal constatação é que quando há outros fatores intervenientes, como religião, a influência econômica sobre o voto é amenizada. A segunda é que nos lugares onde a riqueza já era mais alta, os incrementos de renda, por maiores que tenham sido, não foram traduzidos automaticamente em predisposição do eleitor de votar na candidata do governo identificado como o responsável por esses ganhos.
Não bastará ao governo manter a economia crescendo, a inflação sob controle e o Bolsa Família funcionando. Essas são condições necessárias, mas não suficientes para Dilma e sua base aliada vencerem as eleições municipais de 2012. São necessárias obras e políticas com impacto local. E isso só é viável com uma máquina administrativa bem azeitada.

Por OESP/José Roberto Toledo

 
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Publicado por em 13/09/2011 em Uncategorized

 

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Papel da pesquisa de opinião na democracia

Cogitou-se, recentemente, de tentar proibir a divulgação de pesquisas durante as campanhas eleitorais, sob a alegação de que elas poderiam influenciar, de maneira inadequada, na decisão de eleitores menos esclarecidos ou, em alguns casos, em decorrência de dúvidas suscitadas a respeito da idoneidade dos métodos adotados na realização das entrevistas com os eleitores. As discrepâncias nos índices obtidos por diferentes institutos têm sido motivo de polêmica entre políticos interessados nos resultados das pesquisas.

Novos estudos realizados sobre o tema discordam da pretendida coibição, a partir da evidência de que qualquer tipo de censura nesse sentido iria agredir princípios do processo democrático e de iniciativas respaldadas no direito constitucional da liberdade de expressão.

Em paralelo, constatou-se que as pesquisas representariam apenas mais um tipo de informação disponível para os cidadãos, a exemplo da propaganda eleitoral gratuita, do desempenho dos candidatos em debates públicos e, até mesmo, do carisma pessoal de cada candidato. Quanto mais informação, melhores condições terá o eleitor para decidir sua escolha. O Ibope Inteligência já dimensionou quais atitudes são adotadas por parcelas da população, baseando-se em informações contidas em pesquisas eleitorais, de onde concluiu que cada indivíduo usa a informação a seu alcance da forma que ele acha mais conveniente. Segundo o Ibope, com a consolidação do processo democrático no País, o brasileiro vem adquirindo, nos últimos pleitos eleitorais, crescente conscientização quanto ao exercício de seu voto, e, ao final, opta pela decisão que lhe parece mais racional e coerente. Nesse contexto, a realização das pesquisas contribui para enriquecer o cabedal de informações acerca da área política. Convém ressaltar que os resultados divulgados através da mídia representam apenas uma parte do total das pesquisas realizadas, incluindo, geralmente, apenas aquelas contratadas por veículos de comunicação, associações de classe e partidos políticos.

Mas também existem estudos, não divulgados publicamente, feitos de modo específico e sigiloso para os partidos, candidatos ou, mesmo, empresas privadas. Nesse caso, os questionários são bem mais detalhados e estratégicos, pois têm a finalidade precípua de aquilatar a viabilidade política dos concorrentes aos cargos eletivos e sua potencialidade nas urnas. Para esse gênero de pesquisa, são ouvidas importantes pessoas formadoras de opinião. Numa etapa posterior, procede-se a avaliação dos pontos fortes e fracos dos candidatos, bem como a conveniência de suas propostas e intenções. A maior parte de uma eventual influência junto ao eleitorado vai depender, substancialmente, da credibilidade granjeada pelos institutos de aferição.

Embora reflitam apenas o contexto do período no qual foram realizadas, não pode ser negado às pesquisas eleitorais seu aspecto positivo, tanto em relação aos eleitores quanto aos candidatos e partidos, desde que lhes sejam patentes a lisura no processo de realização e o propósito de contribuir para o aperfeiçoamento da democracia.
Diário do Nordeste

 
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Publicado por em 27/07/2010 em Uncategorized

 

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Pesquisa de intenção de voto: planejamento, análise e divulgação

 
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Publicado por em 08/06/2010 em Uncategorized

 

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Segredos e métodos capciosos marcam pesquisas eleitorais de 2010

Arres Ésoj do BDSP não é candidato à Presidência neste ano, mas aparece em um dos questionários apresentados em uma pesquisa eleitoral feita pelo instituto Vox Populi, em janeiro, segundo documentos entregues ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Na verdade, o candidato de nome estranho é José Serra (PSDB) de forma invertida. A campanha eleitoral de 2010 mal começou, mas as últimas semanas foram recheadas de detalhes “curiosos” das metodologias das pesquisas eleitorais.

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Formulário do instituto Vox Populi tem o nome de José Serra (PSDB) invertido: BDSP Arres ÉsojDe acordo com o Vox Populi, o nome do tucano apareceu ao contrário por causa de “problemas técnicos no programa de conversão para PDF”. A deficiência técnica, garante o Vox Populi, foi sanada na hora de botar a pesquisa na rua. “No formulário que foi utilizado na pesquisa de campo todos os nomes estão legíveis.” Teoricamente, os dados entregues à Justiça são exatamente os utilizados pelos entrevistadores.

Em pesquisas eleitorais, detalhes são fundamentais e a ordem dos fatores altera o produto final. Por exemplo: a sequência de perguntas ou a forma como elas são elaboradas levam a resultados diferentes. Questionar sobre a popularidade de um candidato à reeleição antes de perguntar a intenção de voto pode alterar o patamar atingido por ele.

“Diferentes métodos de colher os dados provocam debates entre os especialistas e podem dar resultados diferentes. Diferenças acontecem e podem ser relevantes. Há detalhes em questionários que podem ser inseridos propositalmente para alterar resultados. Isso não é regra, mas ocorre”, diz o cientista político Alberto Carlos de Almeida, autor de Erros nas Pesquisas Eleitorais e de Opinião e A Cabeça do Eleitor. “Nos EUA se faz muito média das pesquisas, que é uma maneira de diluir o erro.”

Em um questionário do Instituto Mapear, o eleitor se depara, em uma primeira pergunta, com as opções de voto em Dilma Rousseff, José Serra, Ciro Gomes e Marina Silva. Em outra questão, as opções apresentadas são Serra, Ciro Gomes, Marina Silva ou “Dilma, a candidata do Lula”, como mostra a figura abaixo:

Em pesquisa do Mapear, Dilma aparece como 'candidata do Lula'

Cláudio Gama, do Mapear, diz que a pesquisa foi feita por conta própria e a intenção era medir o grau de transferência de votos de Lula. O instituto divulgou um alerta de que, em toda divulgação, a questão que apresenta Dilma como candidata de Lula deveria ser considerada como uma pesquisa de tendência, “nunca sendo divulgada isoladamente”.

“Nós construímos a hipótese de que a Dilma não era conhecida e não havia associação a Lula. O ponto central era o desconhecimento do nome. Nossa hipótese é de que, diferentemente de outras eleições, neste ano haveria uma forte possibilidade de transmissão de voto do presidente para sua candidata”, afirma Gama.

Segundo ele, na Baixada Fluminense, quando se apresenta Dilma como candidata de Lula, a ex-ministra chega a ter o dobro das intenções de votos. “Fizemos essa pesquisa por conta própria porque era uma questão interessante a se verificar. Não trabalhamos para o PT nem PSDB nesse nem naquele momento.”

Tucanos e petistas bateram boca nesta semana sobre os diferentes resultados de institutos diversos.

Outros dados entregues pelo Vox Populi ao TSE mostraram que os pesquisadores repetiram o itinerário (incluindo ruas, casas e endereços dos entrevistados) em duas sondagens, feitas em abril e janeiro. Em ambos os casos, Dilma Rousseff apareceu em ascensão (no mais recente, tecnicamente empatada com Serra). O instituto negou ter repetido o itinerário.

Segundo especialistas, ao voltar aos mesmos lugares a pesquisa pode ter resultado viciado. Institutos como o Datafolha preferem variar os municípios e/ou os endereços pesquisados.

Em outro caso, o instituto Sensus indicou como contratante de uma pesquisa um sindicato que, na realidade, não encomendou o levantamento. O próprio Sensus reconheceu que os dados entregues ao TSE estavam errados e indicou que o real contratante era o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Pesada e Afins do Estado de São Paulo. O Sintrapav tem cerca de 4.500 filiados, trabalhadores de empreiteiras de obras públicas e privadas.

Filiado à Força Sindical, do deputado Paulo Pereira da Silva (PDT), o Paulinho, que integra a base de apoio do governo federal, o sindicato estima ter receita anual entre 1 milhão e 1,2 milhão de reais. Isso significa que o pagamento da pesquisa correspondeu a cerca de 10% do orçamento anual.

Sindicato de São Paulo contratou pesquisa feita apenas no Rio de Janeiro

O Sintraprav está realmente interessado na disputa eleitoral deste ano. Ao custo de mais 50.000 reais, contratou outro levantamento da Sensus para saber a intenção de votos para presidente, governador e senador. Ocorre que o sindicato de São Paulo pagou por um levantamento feito apenas em municípios do Rio de Janeiro.

 
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Publicado por em 16/04/2010 em Uncategorized

 

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A cabeça do jornalista: opiniões e valores políticos

Os meios de comunicação jogam papel central no funcionamento de regimes democráticos (DAHL, 2005) pois exercem uma função de investigação e divulgação do desempenho de atores públicos e privados que confere transparência ao sistema político. Os meios de comunicação também instruem e informam os cidadãos sobre o sistema político exercendo, portanto, uma função pedagógica essencial nas sociedades modernas. Como apontam vários autores que estudam o papel dos meios de comunicação e sua interface com a política, uma imprensa livre e autônoma é fundamental para o fortalecimento da democracia e para o exercício mais completo do controle social sobre o poder político (LAWSON, 2002). Por último, em uma visão mais sociológica da democracia, baseada em uma interpretação discursiva da mesma, processos comunicativos são centrais para a formação de espaços públicos de deliberação e os meios de comunicação exercem papel central na construção dessas arenas (AVRITZER e COSTA 2004). 

Contudo, afora editoriais de jornais e blogs – que normalmente representam a opinião da empresa, de uma coletividade, de uma organização ou apenas de um indivíduo –, não temos informações concretas sobre como pensam as pessoas que operam os meios de comunicação no Brasil como um todo. Editoriais e blogs não permitem generalizações sobre como pensa o universo de jornalistas no país. Um modo de se chegar a conclusões sobre essas opiniões é a realização de pesquisa de opinião pública com jornalistas, nos moldes das realizadas pelo the Press há pesquisas de opinião semelhantes no Brasil enfocando jornalistas. Dessa forma, não temos muitas informações, ao nível individual, sobre como pensam os jornalistas brasileiros acerca da política, economia e sociedade embasadas em uma amostra que inclua jornalistas de todo o país e exercendo funções variadas na indústria da mídia.
The Pew Research Center for the People and(http://people-press.org/) nos EUA. Até onde sabemos, não há pesquisas de opinião semelhantes no Brasil enfocando jornalistas. Dessa forma, não temos muitas informações, ao nível individual, sobre como pensam os jornalistas brasileiros acerca da política, economia e sociedade embasadas em uma amostra que inclua jornalistas de todo o país e exercendo funções variadas na indústria da mídia. Desvendar o que passa pela cabeça dos jornalistas é fundamental para entendermos suas aspirações, valores e crenças que, indiscutivelmente, influenciarão suas coberturas jornalísticas. Obviamente que distanciamento, fidedignidade, compromisso com o fato e imparcialidade são valores centrais no exercício da profissão. Mas o fato de termos opiniões pessoais e ideias consolidadas sobre o mundo impõe-nos lentes que orientam a leitura da realidade, podendo gerar vieses em nossas interpretações e descrições do mundo. Isso ocorre com qualquer profissional, e jornalistas não são diferentes. Assim, entender como as pessoas que produzem informação no Brasil pensam a sociedade, a economia e a política passa a ser fundamental para entendermos como e por quem essa informação é produzida.

Leia artigo: http://www.cebela.org.br/site/baCMS/files/338501ART1%20Daniel%20Marcelino.pdf

 

Por ADNews/ Daniel Marcelino/

Lucio Rennó/ Ricardo Mendes/ Wladimir GramachoLucio Rennó/ Ricardo Mendes/ Wladimir Gramacho

 

 
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Publicado por em 06/04/2010 em Uncategorized

 

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Congresso no espelho

Como o Congresso se enxerga. Pela primeira vez, deputados e senadores foram procurados para falar sobre o próprio parlamento. A visão que eles têm do Congresso não é nada positiva. 

Diversas pesquisas já mostraram o descrédito da população em relação ao Congresso Nacional. Parlamentares são majoritariamente vistos como improdutivos, corruptos e interessados apenas em seus projetos pessoais. A novidade é que, de maneira geral, os próprios deputados e senadores concordam com esse diagnóstico. Uma pesquisa inédita de ÉPOCA feita pelo Instituto FSB com 247 congressistas mostra que os parlamentares enxergam o Congresso como uma instituição ensopada pela corrupção, pouco transparente, refém do governo, exposta aos lobistas e incapaz de cumprir com suas funções primordiais de representação e fiscalização. Um poder sem forças.

Leia os resultados da pesquisa:

http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI80559-15223-1,00-COMO+O+CONGRESSO+SE+ENXERGA+TRECHO.html

 
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Publicado por em 05/07/2009 em Uncategorized

 

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